Violência contra idosos: mais da metade dos casos ocorrem dentro de casa
Quick Look
- Mais de 60% dos casos de violência contra idosos na cidade ocorrem em casa, muitas vezes por familiares, segundo o CMDPI.
- Violência econômica e golpes pela internet são comuns.
- Denúncias podem ser feitas pelo 190 e Disque 100.
AI-generated summary
Why It Matters
Mais da metade dos casos de violência contra idosos na cidade ocorrem dentro de casa, com violência econômica e golpes pela internet sendo as queixas mais comuns. A dependência e o receio de denunciar fazem com que muitas queixas partam de vizinhos.
Mais da metade dos casos na cidade — cerca de 60% — acontecem dentro de casa, segundo o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI).
O órgão também divulgou dados sobre o perfil das vítimas: 76 mulheres, 16 homens e 50 registros sem identificação de sexo.
O presidente do CMDPI, Rubens Filho, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, destacou que, por ocorrerem dentro de casa, muitas vezes os crimes são cometidos por familiares.
Entre as denúncias mais comuns está a violência econômica.
"As pessoas costumam retirar o cartão do idoso do INSS e passam a controlar a finança dele. Normalmente, abandonam ele em casa e a partir daí passam a usufruir dos recursos dele. E também têm os golpes financeiros aplicados pela internet, que também são muito comuns", explicou Rubens.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 19% dos moradores da Baixada Santista têm 60 anos ou mais.
Abaixo a lista proporcional por cidade:
Rubens ressaltou que, em muitas situações, a dependência dentro de casa faz com que o idoso tenha receio de denunciar, e em muitos casos as queixas partem de vizinhos e pessoas que presenciam os fatos.
Ele destacou sinais de atenção, como distanciamento do idoso da família e constantes brigas.
“Um sinal importante é quando isolam o idoso. Você liga para poder visitar e ele não pode, está dormindo, está acamado, essa é a mais comum. Ainda tem gritos, brigas constantes dentro de casa e sinal de machucados pelo corpo. Quando você deixa de ver o idoso na rua, também é uma sinalização importante.", disse o presidente do CMDPI.
As denúncias devem ser feitas pelo 190, da polícia, e pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, que já recebeu mais de 75 mil chamadas nos primeiros quatro meses do ano, com crescimento de quase 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em 23 de maio de 2026, uma mulher de 57 anos foi presa por suspeita de manter idosos em condições precárias em uma clínica clandestina de Itariri.
Quatro vítimas foram acolhidas pela Vigilância Sanitária.
Os policiais foram até o imóvel e encontraram quatro idosos mantidos na clínica, que ainda estava em construção e em condições inadequadas.
Ainda segundo a polícia, havia lixo espalhado pelo local e os idosos apresentavam sinais de falta de cuidados.
Em fevereiro de 2026, um idoso de 77 anos perdeu cerca de R$ 150 mil após ser enganado por falsas promessas de cura espiritual em Santos, no litoral de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, ele fez pagamentos a uma jovem de 19 anos que dizia realizar trabalhos espirituais capazes de garantir saúde e equilíbrio.
A suspeita, que usava o nome falso de “Lúcia”, foi indiciada por estelionato qualificado após investigação do 7º Distrito Policial (DP) de Santos.
De acordo com a polícia, ela se apresentava como espírita, leitora de cartas e búzios, e atendia clientes em uma sala no bairro Gonzaga.
Open Questions
- Quais medidas adicionais estão sendo tomadas para combater a violência contra idosos?
- Qual a taxa de recuperação dos idosos vítimas de golpes financeiros?
- Como as autoridades pretendem fiscalizar clínicas para idosos?






