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Países condenam ataque israelense à flotilha humanitária Global Sumud; quatro brasileiros sequestrados
Urgent
World·5/1/2026AI summary

Países condenam ataque israelense à flotilha humanitária Global Sumud; quatro brasileiros sequestrados

Brasil, Turquía, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha condenaram o ataque israelense à flotilha humanitária Global Sumud. Quatro brasileiros integram a delegação sequestrada em águas internacionais próximas à Ilha de Creta, quando navegavam em direção à Faixa de Gaza. Os países exigem a libertação imediata dos ativistas e afirmam que os ataques constituem violações do direito internacional.

A
Agência Brasil Internacional
Brasileira e marido libanês morrem em ataque israelense no sul do Líbano; filho de 11 anos também morreu
Developing
World·4/28/2026AI summary

Brasileira e marido libanês morrem em ataque israelense no sul do Líbano; filho de 11 anos também morreu

Uma brasileira e seu marido libanês foram mortos em ataque israelense no sul do Líbano no último domingo (26), junto com um de seus dois filhos de 11 anos. A família havia vivido 12 anos no Brasil, em Foz do Iguaçu (PR), e retornado ao Líbano buscando uma vida mais estável. O outro filho do casal sobreviveu e foi hospitalizado. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte. O Líbano registra mais de 2.500 vítimas dos ataques israelenses, a maioria civis.

A
Agência Brasil Internacional
Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra
World
4/19/2026

Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

Os bombardeios de Israel contra o Líbano danificaram 129 unidades de saúde libanesas, com 100 profissionais de saúde assassinados e 233 feridos. O Ministério da Saúde do país ainda informou que 116 ambulâncias foram bombardeadas e seis hospitais precisaram ser fechados. “Esses incidentes constituem uma grave violação do direito internacional humanitário e comprometem seriamente o acesso da população aos serviços de saúde”, diz comunicado do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) no Líbano. Notícias relacionadas:Irã anuncia abertura de Ormuz depois de cessar-fogo no Líbano.Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias.Irã e Hezbollah atribuem cessar-fogo à união do Eixo da Resistência.O ataque contra infraestruturas civis e de saúde é considerado crime de guerra. Israel vinha ameaçando unidades de saúde alegando que elas eram usadas pelo Hezbollah. Organizações de direitos humanos questionam as acusações.  Um aviso para evacuar dois hospitais em Beirute preocupou a Organização Mundial de Saúde (OMS).   Uma das 116 ambulâncias destruídas por ataques israelenses - Foto: Defesa Civil do Líbano  Os 45 dias de conflitos tiraram a vida de 2.294 pessoas e deixou outros 7,5 mil feridos, sendo, pelo menos, 177 crianças mortas e 704 feridas, segundo cálculos provisórios do Ministério da Saúde libanês divulgados nesta sexta-feira (17). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Estima-se ainda que, pelo menos, sete jornalistas foram alvos de ataques israelenses nessa fase da guerra no Líbano.  O Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano (CNRS) calculou que 37,8 mil unidades habitacionais foram destruídas até o dia 12 de abril, quatro dias antes do cessar-fogo. A maior parte da destruição foi nos subúrbios da capital, Beirute. “Isso representa aproximadamente 16% do total dos danos registrados durante as fases anteriores da guerra. Esses números destacam uma rápida intensificação da destruição, com uma proporção significativa dos danos cumulativos da guerra ocorrendo em um período muito curto”, diz o CNRS.    No primeiro dia do cessar-fogo no Irã, Israel lançou um ataque massivo com o Líbano, em especial contra os subúrbios densamente povoados e áreas centrais da capital, causando a morte de mais de 300 pessoas em cerca de 10 minutos de bombardeios.   O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi, que conhece as regiões bombardeadas em Beirute, destacou à Agência Brasil que são áreas civis. “Essa área é 100% civil. Mesmo os escritórios do Hezbollah são escritórios civis. Ou seja, pela lei internacional, não podem ser atacados. O subúrbio de Beirute não é uma área militarizada. Não tinha porquê bombardear aquelas áreas”, afirmou. Com família no Líbano, Assi disse que as alegações de Israel de que tinham foguetes naquela região não são verdadeiras. “Isso dá para ver pelos prédios destruídos, que lá não tinha foguete. O único motivo dos ataques foi para forçar o deslocamento dos moradores e criar uma pressão em cima da sociedade libanesa”, afirmou. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas em decorrência de ordens de deslocamento em massa que abrangem cerca de 15% do país, segundo dados do Ocha.   Para o especialista, o objetivo de Tel Aviv é criar milhares de deslocados que venham se voltar contra o Hezbollah.  “Mas isso não está acontecendo, a maioria apoia a resistência. Mesmo os críticos do Hezbollah têm rejeitado uma guerra civil contra o grupo”, acrescentou. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, reafirmou nesta sexta-feira que a unidade nacional e a paz civil são "uma linha vermelha" que não deve ser cruzada sob nenhuma circunstância, alertando que miná-las serve aos objetivos de Israel, segundo a Agência Nacional de Notícias do país. Israel alega que ataca infraestrutura militar do Hezbollah, acusando ainda o grupo de usar infraestrutura civil para fins militares, o que é negado pela organização xiita.  Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litano, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao sul do resto do país - Foto: Defesa Civil do Líbano  Sul do Líbano O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que a operação no sul do Líbano busca criar uma zona despovoada até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países.  Na quinta-feira (16), Netanyahu informou que estava tentando tomar a cidade de Bent Jbeil, de 30 mil habitantes. Em março, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que não permitiram que as milhares de pessoas que fugiram do sul do Líbano retornassem às suas casas ao sul do Rio Litani.  O deslocamento forçado de população civil é considerado outro crime de guerra. No último dia antes do cessar-fogo, Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litani, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao sul do resto do país e impedindo a conexão entre as cidades de Tiro e Sidon. Em resposta, foi construída uma ponte provisória para permitir o retorno dos moradores. Hussein Melhem e família se deslocou para a região metropolitana de Beirute e não sabe ainda quando poderá voltar para Tiro - Foto: Hussein Melhem/Arquivo Pessoal O libanês-brasileiro Hussein Melhem, de 45 anos, morava com a família na cidade de Tiro (ou Tyre) até a recente fase da guerra começar no dia 2 de março. Ele se deslocou para a região metropolitana de Beirute e não sabe ainda quando poderá voltar para Tiro.   “Quero voltar esta semana, mas tem que diminuir a fila um pouco porque está uma luta para voltar ao sul, tem muita gente”, disse, acrescentando que não está seguro de que a trégua possa durar.  “É preciso aguardar os próximos desdobramentos”. O especialista em geopolítica Anwar Assi afirmou à Agência Brasil que as ações de Israel no sul do Líbano configuram uma limpeza étnica para expulsar os moradores da região e tomar esses territórios. “O objetivo principal da guerra é a expulsão das pessoas do sul do Líbano. Por isso que eles destruíram escolas, hospitais, prédios do governo e todas as unidades que poderiam dar suporte ao retorno dos civis. Eles destruíram justamente para que essas pessoas que retornassem às suas cidades não encontrassem nenhum tipo de apoio”, destacou Assi.

A
Agência Brasil Internacional
Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias
World
4/19/2026

Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (16), que costurou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel de dez dias a partir da noite de hoje. A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações com os EUA. Notícias relacionadas:Lula afirma que mundo não dá direito a Trump ameaçar um país.Prazo da guerra de Trump sem aval do Congresso termina em 1º de maio.Papa Leão XIV critica mundo "devastado por tiranos".O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, disse à agência francesa AFP que o grupo respeitará o acordo se os ataques israelenses cessarem. O governo em Tel Aviv não se manifestou. “Acabei de ter excelentes conversas com o altamente respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi [Benjamin] Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h [horário de Brasília]”, disse Trump em uma rede social. Ainda segundo o chefe da Casa Branca, “ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, em breve!”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Apesar do anúncio envolver o governo libanês, ele não tem poder sobre o grupo Hezbollah, que funciona como espécie de partido-milícia ligado ao Eixo da Resistência, formados por grupos que se opõem às políticas dos EUA e de Israel no Oriente Médio, entre eles, o Irã.  O presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou, em comunicado, que agradeceu Trump pelos esforços para se chegar a um cessar fogo no Líbano e garantir a paz permanente “para alcançar o processo de paz na região e desejou que ele continuasse esses esforços para um cessar-fogo o mais rápido possível”. Nas redes sociais, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, saudou o anúncio de Trump. “Acolho com satisfação o anúncio do cessar-fogo proclamado pelo presidente Trump, que constitui uma reivindicação libanesa central pela qual nos empenhamos desde o primeiro dia da guerra e que foi o nosso objetivo primordial no encontro de Washington na terça-feira”, disse. Representantes de Tel-Aviv e do Líbano se reuniram em Washington nesta semana pela primeira vez desde 1983, ano em que Israel invadiu o Líbano pela primeira vez. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se manifestou sobre o suposto acordo. Segundo o jornal israelense The Times of Israel, os ministros do gabinete do governo receberam "com surpresa" a notícia. Netanyahu teria informado que concordou com o cessar-fogo à pedido do Trump. A oposição à Netanyahu criticou o cessar-fogo “imposto” à Israel. Outro portal de notícias de Israel, o Ynet, informou que um oficial militar do país disse que as tropas continuariam no território libanês, apesar do cessar-fogo. Confira os destaques sobre o noticiário internacional no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil Entenda A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah inicia ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza.  Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, tal acordo nunca foi respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano. Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah voltou a atacar Israel em resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinado do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. No dia 8 de abril, é anunciado o cessar-fogo da guerra no Irã, mas Israel continua com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão. O Irã vinha exigindo que o Líbano entrasse no cessar-fogo para continuar as negociações com os EUA, com a segunda rodada de conversas prevista para os próximos dias. História O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho. Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

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Agência Brasil Internacional