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5/11/2026

Bolsa cai 1,19%, e dólar fecha estável com tensão no Oriente Médio

O dólar fechou praticamente estável, e a bolsa brasileira encerrou em queda nesta segunda-feira (11), em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A moeda estadunidense resistiu e manteve-se abaixo de R$ 4,90, mas o Ibovespa foi pressionado pelo avanço do petróleo e pelo aumento das preocupações com inflação e juros. O índice Ibovespa, da B3, caiu 1,19%, aos 181.908 pontos, registrando o menor fechamento desde 27 de março. O índice foi pressionado principalmente por ações sensíveis aos juros, diante do temor de que a alta do petróleo possa dificultar cortes na taxa Selic. Notícias relacionadas:Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã.Entenda como funciona investir no Tesouro Reserva.Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%.O mercado também acompanhou a temporada de balanços corporativos, mas nem resultados considerados robustos impediram perdas em papéis de grandes empresas. Investidores seguem atentos à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira nos primeiros pregões de maio. A piora nas perspectivas inflacionárias reduziu o otimismo com o mercado acionário local. A continuidade da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos também contribuíram para o movimento de aversão ao risco. Câmbio cauteloso O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%, no menor valor desde 15 janeiro de 2024. Apesar da estabilidade no mercado doméstico, a moeda estadunidense sustentou ganhos frente a outras divisas emergentes no exterior após os Estados Unidos rejeitarem a proposta iraniana para encerrar a guerra no Oriente Médio. Durante a sessão, o câmbio oscilou em faixa estreita. A moeda chegou à máxima de R$ 4,9059 pela manhã e à mínima de R$ 4,8858 antes de voltar para perto da estabilidade. O dólar futuro para junho fechou praticamente estável na B3. A reação moderada do mercado brasileiro foi atribuída ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro. O Boletim Focus , pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, mostrou redução da projeção para o dólar no fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20. Analistas também destacaram a baixa liquidez do pregão e a ausência de apostas mais fortes em meio à incerteza geopolítica. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade. Petróleo sobe Com o impasse diplomático, o petróleo voltou a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2,88% e fechou cotado a US$ 104,21. O WTI, do Texas, subiu 2,78%, para US$ 98,07. A valorização do petróleo reforçou a percepção de pressão inflacionária global e ampliou as dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros em diversos países, incluindo o Brasil. Guerra no radar As tensões internacionais voltaram ao centro das atenções após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar como “totalmente inaceitável” a proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito. Trump afirmou ainda que o cessar-fogo está “respirando por aparelhos”, enquanto autoridades iranianas disseram que o país está preparado para responder a novos ataques. O cenário aumentou as preocupações com inflação global e possíveis impactos sobre a economia mundial. * com informações da Reuters

A
Agência Brasil Economia
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5/11/2026

Entenda como funciona investir no Tesouro Reserva

Aposta do governo para atrair pequenos investidores e estimular a poupança, o Tesouro Reserva, lançado nesta segunda-feira (11), tem como alvo quem busca guardar dinheiro com segurança, liquidez e simplicidade.  A aplicação começa com valor mínimo de R$ 1, rende diariamente conforme a Taxa Selic (juros básicos da economia) e poderá ser movimentada 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. Notícias relacionadas:Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1 .Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico em março.Como declaro poupança, renda fixa e variável no Imposto de Renda?.A nova modalidade surge como uma tentativa do governo de ampliar o acesso aos investimentos públicos e competir diretamente com produtos populares dos bancos e fintechs, como poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e as chamadas “caixinhas” digitais. Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva estará disponível apenas para os cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. O Tesouro Nacional informou que negocia a entrada de outras instituições financeiras na nova plataforma. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O que é O Tesouro Reserva é um título público federal. Na prática, quem investe está emprestando dinheiro ao governo em troca de remuneração. O rendimento acompanha a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Como os juros básicos estão elevados, o novo título tende a render bem mais do que a poupança. A proposta do Tesouro Nacional é que o produto funcione como uma opção simples para reserva de emergência, ou seja, dinheiro guardado para despesas inesperadas, como problemas de saúde, desemprego ou consertos. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, a ideia é aproximar o investimento público da experiência já oferecida pelos aplicativos bancários. Como funciona O Tesouro Reserva terá rendimento diário e poderá ser resgatado a qualquer momento. Diferentemente de outros títulos públicos, ele não terá a chamada “marcação a mercado”, mecanismo que faz o valor dos investimentos oscilar diariamente conforme as condições econômicas. Na prática, isso significa que o investidor não verá o saldo cair temporariamente no extrato, algo comum em outros papéis do Tesouro Direto. Nos títulos tradicionais, o preço varia de acordo com juros, inflação e percepção de risco do mercado. Assim, quem resgata antes do vencimento pode ganhar mais ou menos do que imaginava. No Tesouro Reserva, o cálculo seguirá a chamada “marcação na curva”, em que os juros são contabilizados dia após dia, reduzindo oscilações visíveis para o investidor. Rendimento  Com a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva deve superar com folga a rentabilidade da poupança. Hoje, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) quando os juros básicos estão acima de 8,5% ao ano. Nos últimos 12 meses, a poupança rendeu 7,53%. Segundo simulações do próprio Tesouro Nacional, uma aplicação de R$ 1 mil poderia atingir:    R$ 1.051,23 em seis meses: R$ 20,85 a mais que a poupança;    R$ 1.101,82 em um ano: R$ 40,14 a mais que a poupança;    R$ 1.207,12 em dois anos: R$ 79,96 a mais que a poupança. Aplicação mínima Outro diferencial é o baixo valor de entrada. Enquanto outros títulos do Tesouro exigem aportes maiores, o Tesouro Reserva permitirá aplicações a partir de R$ 1. O limite máximo será de R$ 500 mil por pessoa. Segundo o governo, a medida busca atrair pessoas que ainda não investem ou mantêm dinheiro parado na conta corrente. Negociação 24 horas O Tesouro Reserva é o primeiro título público brasileiro com negociação contínua. Isso significa que aplicações e resgates poderão ser feitos 24 horas por dia, sete dias por semana, sem depender do horário tradicional do mercado financeiro. Hoje, o Tesouro Direto opera apenas em horários específicos dos dias úteis. Em operações de resgate, o dinheiro leva de um a dois dias úteis para cair na conta do investidor. A nova plataforma também permitirá movimentações via Pix. Impostos e taxas O investimento terá cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva da renda fixa:     22,5% para aplicações de até 180 dias;     20% entre 181 e 360 dias;     17,5% entre um e dois anos;     15% acima de dois anos. A tabela é a mesma que incide sobre os demais investimentos em renda fixa. O IR incide sobre os rendimentos, não sobre o total aplicado. Como nos demais títulos do Tesouro Nacional, também haverá cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para resgates realizados nos primeiros 30 dias. Até R$ 10 mil investidos, não haverá taxa de custódia da B3. Acima desse valor, será cobrada taxa de 0,20% ao ano. Poupança Apesar de funcionar como concorrente da poupança, o Tesouro Reserva tem diferenças importantes. A principal está na rentabilidade. Com juros altos, o novo título tende a entregar retorno maior. Além disso, o rendimento será diário, enquanto a poupança só rende no chamado “aniversário” mensal da aplicação. A poupança continua isenta de Imposto de Renda, algo que não ocorre no Tesouro Reserva. Concorrência O novo produto também vai disputar espaço com CDB, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA) oferecidos por bancos e corretoras. Em muitos casos, esses investimentos privados podem oferecer rentabilidade maior, com mais de 100% do CDI, especialmente em períodos de juros elevados. Os títulos públicos vinculados à Selic rendem 100% do CDI. A diferença é que alguns investimentos privados exigem prazos maiores para resgate ou têm regras mais rígidas de liquidez. Enquanto os produtos bancários contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), os títulos públicos têm garantia do próprio governo federal. Meta O Tesouro Nacional quer ampliar significativamente o número de investidores pessoa física. Hoje, os títulos públicos somam cerca de 3,4 milhões de investidores. A expectativa oficial é superar 10 milhões de aplicadores nos próximos anos com a nova plataforma. O governo aposta principalmente na facilidade de acesso, no baixo valor de entrada e na possibilidade de movimentação instantânea para atrair novos usuários.

A
Agência Brasil Economia
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5/11/2026

Mercado eleva previsão da inflação para 4,91% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Notícias relacionadas:Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real.Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação.Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

A
Agência Brasil Economia
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5/9/2026

Novo Desenrola: juros altos pressionam endividamento das famílias

Economistas indicam que a elevada taxa básica de juros – a taxa Selic – praticada no Brasil, somada aos altos spreads bancários aplicados pelas instituições financeira,s têm contribuído para o aumento do endividamento das famílias, o que levou o governo a lançar nesta semana o Novo Desenrola.  O spread bancário é a diferença entre os juros que os bancos pagam e os que emprestam aos consumidores. No Brasil, o spread bancário foi de 34,6 pontos percentuais (p.p.) em março contra 29,7 p.p. registrados no mesmo mês de 2025. Notícias relacionadas:Morre o economista Chico Lopes, ex-Banco Central e criador do Copom.Entenda o novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal.Poupança tem retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril.Para se ter uma ideia, o Banco Mundial calcula um spread bancário médio no mundo em torno dos 6 p.p. A professora de economia da Universidade de Brasília (UnB), Maria Lourdes Mollo, explicou que, quanto maior a taxa Selic definida pelo Banco Central (BC), maior são os juros praticados pelos bancos sobre as famílias.  “Os juros dos empréstimos estão muito altos. Isso tem uma relação direta, sem dúvida nenhuma, com o endividamento das pessoas, o que tem dificultado muito a economia a funcionar”, disse Maria de Lourdes. A professora da UnB citou ainda, como agravante para as famílias, a precarização dos empregos no Brasil, motivada, segundo ela, pela reforma trabalhista do governo de Michel Temer. “Grande parte das pessoas está se endividando para completar o orçamento, para pagar despesas com saúde e do cotidiano. Esse Novo Desenrola pode liberar um pouco o orçamento das pessoas e, eventualmente, até dar um estímulo à economia”, completou Maria Lourdes. O Brasil tem a segunda maior taxa básica de juros reais do mundo, descontada a inflação, com 9,3%. Ficamos atrás apenas da Rússia, país em guerra, com 9,6%. Em terceiro colocado, vem o México, com uma taxa de 5,0%. Os dados são do site especializado Moneyou.  Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a taxa Selic foi reduzida em 0,25 p.p., chegando a 14,5%, considerada ainda elevada. O BC sustenta que a taxa de juros é necessária para controlar a inflação. O patamar da Selic, por outro lado, é questionado por críticos como excessivamente elevado.  Endividamento das famílias Pelo quarto mês consecutivo, o total de famílias com dívidas cresceu no Brasil e alcançou 80% em abril, “nova máxima histórica”, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O total de famílias inadimplentes, com contas em atraso, ficou em 29,7%, em relativa estabilidade. “As famílias que ganham até três salários mínimos registram o maior nível de endividamento (83,6%) e o maior índice de contas em atraso (38,2%)”, destaca a CNC.  Líder mundial no spread bancário A professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Juliane Furno, avalia que o endividamento das famílias brasileiras pode ser explicado pelas “altíssimas” taxas do spread bancário.   “O Brasil tem um dos maiores spreads bancários do mundo, em algumas comparações recentes, aparece no topo do ranking. O spread é elevado, segundo os bancos, porque a inadimplência é muito alta. Ou seja, esse valor justificaria o risco. Só que posso também dizer que a inadimplência é alta porque os juros (spread) são altos”, diz Juliana. O ranking da World Open Data, com dados de 2024, coloca o Brasil como o país com as maiores taxas de spread do planeta, seguido por República Tcheca, Sudão do Sul, Serra Leoa, Moçambique, Angola, Ucrânia e Timor Leste.  Dados do BC de março mostram que os bancos cobram das pessoas físicas, as famílias, uma taxa de juros média de 61% ao ano. Para as empresas, a taxa média foi de 24%. A professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Mello de Malta pondera que, como a taxa básica do Brasil é a segunda mais alta do mundo, ela faz os bancos elevarem as taxas para população. “Quando a taxa Selic está alta, todas as outras estão sempre mais altas. Quando o trabalhador vai pagar o empréstimo dele, e passa do limite e não consegue pagar o cartão de crédito, os juros serão mais altos que a Selic”, afirmou Maria à Agência Brasil. Malta acrescenta que essa situação gera uma “bola de neve” com as famílias trabalhadoras buscando “outra fonte para poder pagar a primeira dívida e vai se endividando progressivamente”. Os juros mais altos praticados no Brasil são do rotativo do cartão de crédito, que pode chegar a mais de 400% ao ano.  Novo Desenrola O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.  A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

A
Agência Brasil Economia
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5/5/2026

Dólar cai a R$ 4,91 e fecha no menor valor em 27 meses

O dólar fechou em forte queda, e a bolsa de valores avançou nesta terça-feira (5), em um dia marcado por maior apetite global por risco, apesar das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana atingiu o menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira foi impulsionada por resultados corporativos e pelo ambiente externo. O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 4,912, com recuo de R$ 0,056 (-1,12%). A cotação caiu durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 4,90. Notícias relacionadas:Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação.Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% este ano.Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano.A moeda estadunidense está no menor valor desde 26 de janeiro de 2024. No acumulado de 2026, a moeda registra recuo de 10,51% frente ao real. O movimento ocorreu em meio à busca por ativos de maior risco no cenário internacional, favorecendo moedas de países emergentes. Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco. No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou preocupação com impactos inflacionários do cenário externo, reforçando a expectativa de juros elevados por mais tempo. Taxas altas tendem a sustentar a entrada de capital estrangeiro no país, pressionando o dólar para baixo. Bolsa em alta O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, subiu 0,62%, aos 186.753 pontos. O mercado também reagiu ao cenário internacional e à política monetária doméstica, após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano na última reunião do Copom. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, das 500 maiores empresas, avançou 0,81%, acompanhando o movimento positivo global. Petróleo recua Os preços do petróleo fecharam em queda, pressionados por sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, apesar de episódios recentes de tensão na região do Golfo. O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, caiu 3,99%, a US$ 109,87. O barril WTI, do Texas, recuou 3,90%, a US$ 102,27. Mesmo com a queda, os preços seguem acima de US$ 100 o barril, refletindo o cenário ainda incerto no Oriente Médio, especialmente em relação ao controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. *Com informações da Reuters

A
Agência Brasil Economia
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5/5/2026

Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação

As incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas para inflação em alta por período mais prolongado levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) a manter a moderação na redução da taxa Selic, os juros básicos da economia. As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (5). Na ocasião, o colegiado reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Notícias relacionadas:Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% este ano.Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano.Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias.O Copom não deu pistas sobre a evolução dos juros e informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.  “Colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos”, explicou o BC. “O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata. O colegiado observa a probabilidade de impactos mais duradouros para as cadeias de produção e distribuição e os impactos potenciais de segunda ordem em caso de restrições de oferta de petróleo e seus derivados.  O conflito entre os Estados Unidos e Irã vem impactando a navegação no Estreito de Ormuz, por onde transitavam até 20% do petróleo do planeta e grande parte da produção de fertilizantes. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz o BC. Expectativas Antes da escalada da guerra, a expectativa predominante era de uma queda mais acentuada na Selic ao longo do tempo, mas o Copom alerta, agora, para uma “desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028”. De acordo com o último Boletim Focus, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, é de 4,89% este ano. Para 2027, a projeção da inflação ficou em 4%. Para 2028, a expectativa teve elevação nas últimas duas semanas e está em 3,64%. A autoridade monetária enfatizou que o custo para trazer a inflação de volta à meta é significativamente maior quando as expectativas do mercado estão desancoradas, o que justifica a manutenção de uma postura restritiva para a Selic.  O modelo de referência do próprio Banco Central passou a prever uma alta de 4,6% para o IPCA em 2026. A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.  Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Ainda assim, o colegiado considerou que os eventos recentes não impediriam o prosseguimento do ciclo de redução. “O Comitê julgou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, criando condições para que ajustes no ritmo e extensão dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis de forma a assegurar o nível compatível com a convergência da inflação à meta”, diz a ata.

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Agência Brasil Economia
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5/4/2026

Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,86% para 4,89% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (4), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela oitava semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Notícias relacionadas:Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Ata do Copom: BC não indica mais cortes na taxa de juros.Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Em nota, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,8% para 1,75%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

A
Agência Brasil Economia
Copom reduz Selic para 14,5% ao ano em decisão unânime; Inflação acumulada em 12 meses vai a 4,37%
Developing
Business·4/29/2026AI summary

Copom reduz Selic para 14,5% ao ano em decisão unânime; Inflação acumulada em 12 meses vai a 4,37%

O Banco Central cortou a Selic por unanimidade em 0,25 ponto, para 14,5% ao ano, no segundo corte seguido. A taxa estava em 15% desde junho de 2025, maior nível em quase 20 anos. A prévia da inflação (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril, com acumulado de 12 meses em 4,37%. O mercado projeta inflação de 4,86% em 2026, acima do teto da meta de 4,5%. A guerra no Oriente Médio dificulta o trabalho do Copom, que estará desfalcado de três diretores.

A
Agência Brasil Economia