Governo do Rio extingue Seenemar e exonera servidores do Instituto Rio Metrópole
Hızlı Bakış
- O governo do Rio de Janeiro extinguiu a Secretaria de Energia e Economia do Mar (Seenemar), incorporando-a à Sedeics, e exonerou 30 servidores do Instituto Rio Metrópole (IRM).
- As mudanças ocorrem após a Operação Ouroboros do MP, que investiga fraude e corrupção em um contrato de R$ 86 milhões do IRM, com ligações políticas ao deputado Alexandre Knoploch.
Yapay zekâ özeti
Neden Önemli?
O governo do Rio de Janeiro promoveu a extinção da secretaria Seenemar e exonerações no Instituto Rio Metrópole (IRM) após a Operação Ouroboros do Ministério Público, que investiga um esquema de corrupção e fraude em um contrato de R$ 86 milhões.
Com a mudança, a Seenemar deixa de existir como secretaria independente e passa a funcionar dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics). Até a nomeação de um novo titular para a pasta unificada, o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, acumulará as duas funções.
A extinção da secretaria ocorre dias após o governo promover mudanças no Instituto Rio Metrópole (IRM), alvo da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio. Ainda nesta quarta-feira, Couto também determinou a exoneração de 30 servidores ligados ao instituto.
A Seenemar vinha sendo associada politicamente ao deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). A pasta tinha executivos indicados pelo parlamentar, que chegou a participar de eventos oficiais da secretaria. Knoploch, no entanto, sempre negou qualquer ingerência na gestão.
Na segunda-feira (20), onze dias após a Operação Ouroboros, Ricardo Couto já havia exonerado a cúpula do IRM. Na ocasião, foram dispensados 14 dirigentes da autarquia, entre eles o então presidente Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado Alexandre Knoploch; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch.
Segundo a denúncia, 11 investigados são acusados de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em um contrato de R$ 86 milhões do instituto.
De acordo com a investigação, empresas contratadas pelo IRM teriam firmado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos públicos. Parte do dinheiro, segundo o MP, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, conhecida como "Mulher da Mala", também presa na operação.
Açık Sorular
- Quais serão os próximos passos da investigação do Ministério Público?
- Qual o impacto das mudanças na Seenemar e no IRM na gestão pública do Rio?




