TJMG nega novamente pedido de soltura de empresário que matou gari em BH
Hızlı Bakış
- O TJMG negou pela segunda vez o pedido de soltura do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, preso por matar um gari em Belo Horizonte.
- O STJ determinou novo julgamento após a defesa alegar cerceamento de defesa.
- O empresário usou a arma da esposa, uma delegada, no crime.
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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso após matar o gari Laudemir de Souza Fernandes durante uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. O caso gerou repercussão devido ao uso da arma de uma delegada.
O habeas corpus já havia sido negado pelo TJMG em fevereiro. A defesa recorreu ao STJ, que entendeu que os advogados deveriam ter tido a oportunidade de apresentar seus argumentos durante a sessão. Por isso, determinou que o pedido fosse julgado novamente pela Corte mineira.
Após a determinação do STJ, o pedido foi analisado novamente pelos desembargadores do TJMG. Ao final do novo julgamento, eles mantiveram o entendimento adotado em fevereiro e negaram mais uma vez o pedido de soltura apresentado pela defesa.
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso após matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, durante uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, em agosto de 2025.
Segundo as investigações, Renê se irritou porque o caminhão de coleta de lixo ocupava a via. Ele teria ameaçado a motorista do veículo e, em seguida, efetuado disparos contra os trabalhadores. Laudemir foi atingido no abdômen e morreu no local.
Uma semana após o crime, o empresário confessou ter feito os disparos. Em depoimento, afirmou que utilizou a arma da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, sem o conhecimento dela.
A perícia confirmou que a arma usada no crime pertencia à delegada. A Polícia Civil abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da guarda do armamento.
O Ministério Público de Minas Gerais também pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal para garantir eventual indenização à família da vítima.
Laudemir trabalhava havia nove anos na limpeza urbana de Belo Horizonte e era considerado um funcionário exemplar pela empresa para a qual prestava serviços. Segundo colegas e familiares, ele estava prestes a ser promovido quando foi morto durante o expediente.
Açık Sorular
- Qual a decisão final sobre a guarda da arma?
- Haverá indenização à família da vítima?
- Qual o desfecho do processo contra o empresário?





