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EUA negam fechamento do Estreito de Ormuz e afirmam que Irã não o controla
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EUA negam fechamento do Estreito de Ormuz e afirmam que Irã não o controla

نظرة سريعة

  • Comando Central dos EUA nega que Irã controle Estreito de Ormuz e afirma que rota está aberta.
  • Irã alega fechamento após ataques americanos e dispara contra embarcações.
  • Tensão aumenta com ataques iranianos a alvos dos EUA em quatro países.

ملخص مُنشأ بالذكاء الاصطناعي

لماذا يهم

A tensão entre EUA e Irã se intensifica com ataques mútuos e disputas pelo controle do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global.

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Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã — Foto: REUTERS / Stringer

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou que o Estreito de Ormuz esteja fechado para navegação e afirmou que o Irã não está no controle da rota.

Em comunicado divulgado através da rede social X neste domingo (12), o comando militar responsável pelas operações norte-americanas na região do Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia disse que suas forças estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação e condenou o que chamou de "agressão iraniana injustificada".

"O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitar legalmente pela via navegável internacional. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão iraniana injustificada, assédio, ameaças e declarações arbitrárias. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo".

Em entrevista ao programa Meet the Press, da TV americana NBC, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou o comunicado e garantiu que Ormuz está aberto ao tráfego comercial, embora os EUA e o Irã continuem a trocar ataques.

Mais cedo, após os EUA anunciarem uma ofensiva a 140 alvos militares no território iraniano, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz estava fechado novamente e confirmou ter disparado tiros de advertência contra embarcações.

Neste domingo, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, o ataque ocorreu a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, pertencente a Omã, e provocou um incêndio a bordo, obrigando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas.

Segundo comunicado das autoridades de Omã, 23 membros da tripulação do navio GFS Galaxy foram resgatados, mas a busca por um tripulante desaparecido continua.

"Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar".

Irã fez ataque a países vizinhos

Com a escalada do conflito com os EUA, neste domingo, o Irã atacou alvos ligados aos Estados Unidos em quatro países do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou:

ter destruído um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, aliado dos EUA

atacado um radar americano no Kuwait

atacado plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões americanos em Omã

destruído um centro de manutenção de jatos e uma instalação de comando no Catar

Autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram que seus sistemas de defesa interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, mas depois confirmaram que as ameaças detectadas estavam fora das fronteiras do país. Sirenes de alerta soaram no Bahrein.

O governo do Catar confirmou a interceptação de mísseis e informou que três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços provenientes do ataque. Também condenou os ataques de Teerã aos países vizinhos, classificando-os como uma "grave escalada que complica os esforços para conter as tensões na região".

Segundo a agência de notícias estatal da Jordânia, três mísseis disparados de território iraniano causaram danos materiais leves e nenhuma vítima.

Imagem divulgada pelas Forças Armadas dos EUA mostra míssil sendo disparado em ataque contra o Irã — Foto: Comando Central dos EUA/Divulgação via REUTERS

Os ataques representam uma escalada acentuada da tensão na região.

Neste sábado (11), o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas afirmaram ter atingido 140 alvos militares iranianos, de um total de mais de 300 durante três noites de ataques, "para prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito".

"O Irã fez uma má escolha. Agora está pagando o preço", escreveu o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, na rede social X.

A mídia estatal iraniana noticiou explosões no sul do país, nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, na ilha de Qeshm, e também na província do Khuzistão, na fronteira com o Iraque. Não houve relatos imediatos de vítimas.

De acordo com as agências de notícias Mehr e Tasnim, citando uma autoridade local, a ofensiva dos EUA matou um soldado:

"O tenente Hamidreza Dehghani, da Marinha das Forças Armadas da República Islâmica, foi martirizado durante o ataque terrorista criminoso realizado ontem à noite pelos Estados Unidos ao porto de Jask".

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, que atua como mediador no conflito, pediu para ambos os lados "exercerem moderação".

Negociações

Antes dos ataques iranianos aos países vizinhos, no sábado, Irã e Omã realizaram negociações sobre a guerra e a navegação em Ormuz, com a participação de uma delegação do Catar, outro país que atua como mediador.

Autoridades diplomáticas iranianas declararam "os futuros arranjos para a gestão do tráfego no Estreito de Ormuz devem ser elaborados conjuntamente pelos dois Estados costeiros", que "concordaram em continuar as discussões nos níveis político, técnico e jurídico para chegar a um consenso sobre a segurança da navegação no Estreito".

Apesar das conversas, as vias diplomáticas não parecem estar sendo muito efetivas. Em 17 de junho, Washington e Teerã assinaram um memorando de entendimento acompanhado de um cessar-fogo, estabelecendo um prazo de 60 dias para encontrar uma solução definitiva para a guerra.

No entanto, desde quarta-feira passada (8), o presidente dos EUA, Donald Trump, vem falando repetidamente que o acordo "acabou".

Um dia antes, no dia 7 de junho, os EUA bombardearam vários alvos no Irã após acusarem Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz.

A tensão ficou ainda maior quando, neste sábado (11), após o fim do funeral de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, morto pelos EUA e Israel no início da guerra - em que iranianos pediram a morte de Trump em cartazes -, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a "vingança" era "inevitável".

Ops!

ما الذي يجب مراقبته

توقعات الذكاء الاصطناعي — احتمالات وليست حقائق

  • Aumento da patrulha naval internacional no Estreito de Ormuz.

    مرجح · خلال أسابيع

  • Novas sanções econômicas dos EUA contra o Irã.

    مرجح · خلال أشهر

أسئلة مفتوحة

  • Qual será a próxima resposta do Irã ou dos EUA?
  • Haverá um conflito direto em larga escala?
  • Como a comunidade internacional reagirá a uma escalada maior?

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This article was originally published by G1.

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