AGU pedirá à Justiça dos EUA para defender Brasil em processo contra Alexandre de Moraes
Auf einen Blick
- AGU vai pedir à Justiça americana para defender o Brasil em processo movido pela Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes.
- As empresas buscam barrar ordens de bloqueio e restrição emitidas pelo STF no Brasil, alegando censura.
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Warum es wichtig ist
A AGU vai pedir à Justiça americana para defender os interesses do Brasil em um processo movido pela Trump Media e pela plataforma Rumble contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, que busca barrar ordens de bloqueio emitidas no Brasil.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (15) que vai pedir à Justiça americana para defender os interesses do Brasil no processo movido pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble nos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo o órgão, a manifestação de intervenção do Estado brasileiro perante o tribunal dos EUA será protocolada nesta tarde.
"Para que o Brasil possa promover a defesa das decisões judiciais proferidas pelo STF, o Estado brasileiro precisa se habilitar nos autos do processo, já que a ação foi proposta apenas contra o ministro Alexandre de Moraes. Por isso, será apresentada petição requerendo a intervenção do Estado brasileiro na ação judicial", diz o comunicado da AGU.
🔎A Advocacia-Geral da União (AGU) é o órgão responsável por representar e defender juridicamente o governo federal e a União. Ela funciona como a "advocacia" do Estado brasileiro.
A medida foi tomada após a Justiça dos Estados Unidos autorizar que Moraes fosse notificado por e-mail sobre a abertura da ação contra ele nos Estados Unidos, permitindo que o processo avance.
As duas companhias recorreram à Justiça norte-americana para tentar barrar a aplicação de ordens de restrição e bloqueio emitidas por Moraes no Brasil, sob o argumento de que elas configuram censura e violam garantias constitucionais dos EUA.
As decisões de Moraes questionadas pelas empresas norte-americanas miraram contas baseadas nos EUA pertencentes a usuários de direita. O Rumble está fora do ar no Brasil desde fevereiro de 2025
Segundo a lei brasileira, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não podem ser processados ou responsabilizados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções. No entanto, as empresas têm buscado reverter determinações do magistrado na Justiça dos Estados Unidos.
Contas bloqueadas
Desde 2020, o ministro Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio de ao menos 120 contas nas redes sociais sob a acusação de que estariam atacando instituições ou incitando um golpe de Estado.
O ministro também ordenou o bloqueio das redes sociais Rumble e X por descumprimento de ordens judiciais e não cumprirem exigências legais, como indicar representante legal no país.
O STF afirma que todos os casos foram acompanhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas, sendo que 70 recursos foram julgados de forma colegiada.
Essas ordens de remoção de conteúdo nas plataformas digitais foram dadas em inquéritos que apuram ameaças ao STF, atos antidemocráticos e também tentativa de golpe de estado.
A maior parte das contas bloqueadas já foram reativadas por decisões do STF.
- Esta reportagem está em atualização
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