Copa Airlines é condenada a pagar R$ 30 mil por atraso em lua de mel no Caribe
Auf einen Blick
- TJMG manteve condenação da Copa Airlines a pagar R$ 30 mil por danos morais e materiais a casal.
- Atraso de 31 horas em voo para Punta Cana, na República Dominicana, fez com que recém-casados perdessem diária de resort e tivessem bagagem danificada.
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Um casal de Minas Gerais teve sua viagem de lua de mel para o Caribe significativamente atrasada devido a problemas em um voo da Copa Airlines, resultando na perda de diárias de hotel e danos à bagagem.
Companhia aérea é condenada a pagar R$ 30 mil por atraso em viagem de lua de mel de casal no Caribe
Segundo o TJMG, o atraso de 31 horas por problemas em um voo da Copa Airlines fez com que o casal recém-casado perdesse uma diária em um resort de Punta Cana, na República Dominicana. O g1 tenta contato com a companhia aérea.
Por Guilherme Gonçalves, g1 Centro-Oeste de Minas — Carmópolis de Minas
O TJMG manteve a condenação da Copa Airlines a pagar R$ 30 mil de indenização por atraso de voo em lua de mel.
O casal de Minas Gerais enfrentou um atraso de mais de 31 horas em viagem para o Caribe em 23 de novembro de 2023.
A Justiça determinou o ressarcimento de perdas materiais, incluindo diária de resort, alimentação e danos na bagagem.
A companhia aérea recorreu alegando manutenção técnica não programada e que prestou assistência aos passageiros.
O relator do caso rejeitou o recurso, apontando que a empresa não comprovou o suporte adequado ao casal.
Devido ao atraso da companhia aérea, o casal perdeu diária em resort em Punta Cana, na República Dominicana. — Foto: Unsplash/Rodrigo Castro
Um casal de Minas Gerais deverá ser indenizado em R$ 30 mil por danos morais após ter a viagem de lua de mel atrasada em mais de 31 horas por problemas em um voo da Copa Airlines. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que confirmou sentença da Comarca de Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste do estado.
Além da indenização, a companhia terá que ressarcir prejuízos materiais relacionados à perda de uma diária em um resort, gastos com alimentação e danos à bagagem.
Ao g1, a Copa Airlines informou que não comentará a condenação.
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Atraso causou perda de diária em resort
Segundo o processo, os passageiros viajavam para Punta Cana, na República Dominicana, com passagem também por Nova York, nos Estados Unidos, quando enfrentaram uma série de transtornos que comprometeram a viagem de lua de mel.
Os passageiros afirmaram que o voo partiria do Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, em 23 de novembro de 2023. No entanto, a decolagem foi adiada devido à necessidade de manutenção na aeronave.
O casal relatou que permaneceu no aeroporto sem a assistência adequada da companhia aérea e precisou passar a noite dormindo em cadeiras do terminal. Por causa do atraso e da conexão no Panamá, os passageiros perderam uma diária no resort onde iriam se hospedar em Punta Cana.
A ação judicial pediu a reparação pelos prejuízos sofridos.
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Indenização por danos morais e materiais
Em primeira instância, a Justiça determinou o pagamento de R$ 30 mil por danos morais — R$ 15 mil para cada passageiro. A sentença também reconheceu os danos materiais, fixando o ressarcimento de R$ 1.992,49 pela diária perdida no hotel, R$ 630,59 referentes a gastos extras com alimentação e US$ 100 por danos causados à bagagem.
A Copa Airlines recorreu da decisão. A empresa argumentou que o atraso foi provocado por uma manutenção técnica não programada, necessária para garantir a segurança do voo.
A companhia também sustentou que prestou assistência aos clientes e defendeu a redução do valor da indenização, citando convenções internacionais aplicáveis ao transporte aéreo.
Já a defesa do casal afirmou que a relação entre passageiros e companhia aérea é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Os advogados argumentaram ainda que problemas de manutenção fazem parte dos riscos inerentes à atividade empresarial e, por isso, não afastam a responsabilidade da empresa.
Tribunal mantém condenação
O relator do caso, o juiz Maurício Cantarino rejeitou os argumentos apresentados pela companhia aérea. O magistrado destacou que a necessidade de manutenção em aeronaves é um fato previsível e inerente à atividade do setor, não podendo justificar um atraso tão prolongado sem a devida assistência aos passageiros.
Segundo o relator, a empresa não apresentou comprovantes, como vouchers ou recibos de hospedagem e alimentação, que demonstrassem ter oferecido suporte adequado ao casal durante o período de espera.
Para o magistrado, o atraso superior a 30 horas durante uma viagem de lua de mel ultrapassa situações consideradas de mero aborrecimento e configura dano moral indenizável.
Os desembargadores Maria Luíza Santana Assunção e Luiz Gonzaga Silveira Soares acompanharam integralmente o voto do relator, mantendo a condenação da companhia aérea.
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- A Copa Airlines oferecerá assistência adicional aos passageiros afetados?
- Haverá outras ações judiciais semelhantes contra a companhia?
- Quais medidas a companhia aérea tomará para evitar novos atrasos?






