
Empresários brasileiros e americanos pedem acordo sobre tarifas
Entidades empresariais do Brasil e EUA enviaram carta conjunta pedindo solução negociada para tarifas sobre produtos brasileiros. O prazo para acordo é 15 de julho.

Entidades empresariais do Brasil e EUA enviaram carta conjunta pedindo solução negociada para tarifas sobre produtos brasileiros. O prazo para acordo é 15 de julho.
CNI, Amcham e U.S. Chamber pedem agenda comercial em duas etapas entre Brasil e EUA, com foco em evitar tarifas e fortalecer relações. Prioridade é solucionar investigação da Seção 301.
CNI, Amcham e U.S. Chamber enviam carta conjunta a autoridades brasileiras e americanas propondo agenda comercial em duas fases, com foco em evitar tarifas adicionais e fortalecer a relação estratégica.

Itamaraty afirma estar empenhado em negociações com os EUA para reverter tarifas propostas contra produtos brasileiros. Prazo para acordo é 15 de julho. CNI estima impacto em US$ 15 bilhões em exportações.

CNI, Amcham Brasil e U.S. Chamber of Commerce pedem nova rodada de negociação com os EUA para evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com prazo para decisão em 15 de julho.

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que mais mulheres na política ajudariam a combater a corrupção, citando o caso Banco Master. Ele também defendeu políticas de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e pena mais dura para feminicídio.
O Brasil está no centro de duas audiências públicas nos EUA que investigam supostas práticas comerciais desleais. Uma trata de sobretaxa de 25% em produtos brasileiros, e a outra apura falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão.

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro se posicionou contra tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e medidas sobre o PIX em audiência em Washington. O governo brasileiro enviará observadores e busca acordo até 15 de julho.
O USTR dos EUA realiza audiência sobre a proposta de taxar produtos brasileiros em 25%. Entidades brasileiras e americanas participam para defender seus argumentos contra ou a favor da medida, que se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que 4,1 mil produtos brasileiros, totalizando US$ 14,9 bilhões em exportações, podem ser impactados por tarifas adicionais de 25% sugeridas pelos EUA. O governo brasileiro rejeita as acusações de práticas desleais e corre contra o tempo para negociar um acordo antes do prazo de 15 de julho.

Representantes do setor industrial e do agronegócio brasileiro participam de audiências públicas nos EUA para defender o fim de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, proposta pelo USTR, pode prejudicar exportadores brasileiros e empresas americanas.

Governador Romeu Zema propõe que homens beneficiários do Bolsa Família tenham exigências de capacitação e busca por emprego, enquanto mulheres teriam outras atribuições, citando diferenças na dinâmica familiar e no mercado de trabalho.
Pesquisa da CNI revela que empresários industriais veem políticas fiscais e tributárias, como redução de impostos e reforma tributária, como prioridades para a gestão federal 2027-2030. Equilíbrio fiscal e melhorias na gestão pública também são destacados.
CNI e CUT consideram a redução da Selic de 14,50% para 14,25% insuficiente para reverter a estagnação de investimentos e aliviar famílias e empresas. CBIC vê como positiva, mas pede continuidade.

Com mais de 6 milhões de desempregados e 62% das empresas com dificuldade em achar profissionais, companhias no Centro-Oeste Paulista criam "universidades virtuais" para treinar funcionários internamente, usando plataformas digitais e integrando estudos à rotina de trabalho.

Roberto Azevêdo, em entrevista, alerta que o Brasil deve priorizar negociações para mitigar tarifas impostas pelos EUA, criticando a falta de empenho em tratativas anteriores. Ele também aborda a questão do Pix, minimizando preocupações sobre seu futuro.
A CNI expressa preocupação com a proposta dos EUA de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alertando para impactos negativos no comércio bilateral e na indústria nacional. A entidade defende o diálogo para evitar barreiras.

A CNI promoveu o Brasil-U.S. Industry Day para fortalecer a relação econômica e industrial entre Brasil e EUA, destacando a complementaridade produtiva e tecnológica. O evento focou em cadeias de valor, investimento e inovação, apesar de desafios tarifários.
O governo brasileiro revogou a taxa de 20% sobre compras internacionais online de até US$ 50, em vigor desde agosto de 2024. A medida, conhecida como 'taxa das blusinhas', não atingiu os objetivos de estimular a indústria nacional, gerar empregos e aumentar a renda, segundo a Amobitec.
A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional. A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas. Notícias relacionadas:Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas".Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”. A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais. “É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit. A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode "penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”. A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão. “Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ). Apoio das plataformas Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança. A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E. Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional. Fim da cobrança A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%. No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

O desempenho das pequenas indústrias brasileiras atingiu o pior nível desde a pandemia de Covid-19, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento mostra piora na produção, nas condições financeiras e na confiança dos empresários ao longo do primeiro trimestre de 2026. De acordo com a pesquisa Panorama da Pequena Indústria, juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e aumento no custo das matérias-primas têm afetado diretamente as empresas de pequeno porte. Notícias relacionadas:Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março.Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020.O índice que mede o desempenho das pequenas indústrias caiu para 43,7 pontos no primeiro trimestre deste ano. Foi o menor resultado desde o segundo trimestre de 2020, período mais crítico da pandemia, quando o indicador chegou a 34,1 pontos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O levantamento considera três fatores principais: Volume de produção; Uso da capacidade das fábricas; Número de empregados. Na prática, o resultado indica que pequenas empresas estão produzindo menos, utilizando menos sua estrutura e contratando menos trabalhadores. Caixa pressionado A situação financeira das pequenas indústrias também piorou. O índice que mede as condições financeiras caiu 2,5 pontos e chegou a 39 pontos, pior marca dos últimos cinco anos. Esse indicador avalia: Acesso ao crédito; Margem de lucro; Satisfação dos empresários com a situação financeira. Em nota, a analista da CNI Julia Dias afirma que os juros altos dificultam ainda mais o financiamento para pequenas empresas, consideradas de maior risco pelos bancos. Segundo ela, o aumento no preço de insumos e matérias-primas, influenciado pela guerra no Oriente Médio, também reduziu a margem de lucro das indústrias. Matéria-prima preocupa A pesquisa mostra que o custo das matérias-primas se tornou uma das maiores preocupações do setor. Nas pequenas indústrias de transformação, o problema saltou da sexta para a segunda posição entre os principais entraves. O percentual de empresários que citaram a dificuldade passou de 20% para 34,1% em apenas um trimestre. Entre as pequenas empresas da construção civil, a preocupação com falta ou alto custo de insumos avançou de 4,1% para 18,1%. Com isso, o tema saiu da 13ª para a 5ª posição entre os principais problemas do setor. Juros elevados A elevada carga tributária segue como principal dificuldade apontada pelas pequenas indústrias, apesar de ter perdido um pouco de força na comparação com o fim de 2025. No setor da construção, os juros altos aparecem como o segundo maior problema enfrentado pelas empresas. A preocupação com as taxas de juros subiu de 30,9% para 37,1% entre os empresários do segmento. Segundo a CNI, os juros encarecem financiamentos, reduzem investimentos e dificultam o crescimento das pequenas empresas. Confiança baixa A confiança dos empresários também continua em queda. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) das pequenas empresas ficou em 44,6 pontos em abril, menor nível desde junho de 2020. O indicador está abaixo da linha de 50 pontos há 17 meses consecutivos, o que demonstra predominância de pessimismo no setor. Expectativas moderadas As expectativas para os próximos meses seguem cautelosas. O índice de perspectivas da pequena indústria marcou 47,4 pontos, indicando visão moderada dos empresários sobre demanda, produção, contratações e investimentos. O resultado mostra que, apesar da piora recente, parte das empresas ainda espera alguma recuperação gradual ao longo do ano.

O faturamento da indústria de transformação brasileira cresceu em março, indicando uma recuperação parcial da atividade industrial. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira (8), o setor ainda acumula perdas na comparação com o ano passado, apesar da melhora mensal, reflexo dos juros elevados e da desaceleração da demanda. O faturamento industrial avançou em março na comparação com fevereiro, mas continua abaixo do desempenho registrado no ano passado. Notícias relacionadas:Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026.Lula defende indústria brasileira de carros na América Latina e África.Principais números: • Alta de 3,8% do faturamento em março em relação a fevereiro; • Nível ficou 9,8% acima de dezembro de 2025; • Queda acumulada de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que os juros elevados continuam afetando o setor. “De lá para cá [desde o primeiro trimestre do ano passado], a demanda por bens industriais começou a perder força por causa da elevação da taxa de juros, que teve início no fim de 2024 e persistiu em 2025, contribuindo para a queda do faturamento na comparação interanual”, explicou. Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as encomendas para as fábricas. Produção avança As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do ritmo de atividade nas fábricas. • Alta de 1,4% em março; • Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a 2025. O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à produção industrial. Quando sobe, costuma indicar aumento da atividade nas linhas de produção. Ociosidade persiste A indústria também aumentou levemente o uso de sua capacidade produtiva, mas ainda opera abaixo do nível observado no ano passado. • Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,5% para 77,8%; • Alta de 0,3 ponto percentual entre fevereiro e março. O indicador mede quanto do parque industrial está efetivamente em uso. Segundo Marcelo Azevedo, o dado mostra que ainda existe espaço para elevar a produção sem necessidade de grandes investimentos. “Há maquinário e pessoal, mas a indústria vem produzindo menos do que pode por causa de uma demanda mais fraca”, afirmou. Emprego cai O mercado de trabalho industrial segue pressionado, com redução nas contratações. • Emprego industrial caiu 0,3% em março; • Quinta queda em sete meses; • Recuo acumulado de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado mostra que as empresas continuam cautelosas diante do cenário econômico mais fraco. Salários recuam Os salários pagos aos trabalhadores da indústria caíram em março, embora os indicadores ainda permaneçam acima dos níveis do ano passado. • Massa salarial caiu 2,4% em março; • Rendimento médio real recuou 1,8%; • Massa salarial acumula alta de 0,8% no trimestre; • Rendimento médio sobe 1,5% ante primeiro trimestre de 2025. A massa salarial representa o total pago pelas empresas aos trabalhadores do setor. O rendimento médio real considera os salários descontada a inflação.

Representantes do Parlamento Europeu foram recebidos nesta quarta-feira (6), no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin. No encontro, foram discutidos os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor na semana passada, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu. Notícias relacionadas:Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta após 26 anos.CNI: acordo Mercosul–UE zera tarifas de 80% das exportações a Europa.Os termos do pacto comercial foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos. A aplicação do tratado, no entanto, ocorre de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que ainda avaliará sua compatibilidade jurídica com as normas do bloco. O processo pode demorar até dois anos. "Esperamos que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas. Estou crendo que sim", afirmou o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu. Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passaram a ter tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poderá entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada. Na prática, a redução de tarifas diminui o preço final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros já terão tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas. Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais. Isso indica que a indústria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo. Durante a reunião, Geraldo Alckmin afirmou que acordo com a União Europeia foi elaborado com equilíbrio e prevê salvaguardas para os setores produtivos. "O multilateralismo é importante e ganha a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e tem salvaguardas. É um ganha-ganha", disse. Na última semana, o Brasil definiu as chamadas tarifárias, que são quantidades máximas de algumas mercadorias que podem ser importadas ou exportadas com imposto reduzido ou até zerado. Segundo o governo, as cotas abrangem cerca de 4% do total das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações. Na prática, os percentuais indicam que a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia vai acontecer sem limite de quantidade, com redução ou eliminação integral de tarifas. O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia envolve 31 países, com um público consumidor de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) somado de mais de US$ 22 trilhões.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, defendeu o fim da escala de trabalho 6x1 como essencial para melhorar a empregabilidade feminina e reduzir a desigualdade de gênero. O governo federal analisa o PL 1838/2026 para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, enquanto duas PECs sobre o tema tramitam na Câmara. Estudos da CNI apontam prejuízo de R$ 76 bilhões ao PIB, mas o Ipea defende que impactos seriam absorvíveis.