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G102.06.2026Política2 dk okumaBrazil

MPF pede reversão de alteração em comitê de desastres em Belém

En resumen

  • O MPF recomendou que a Prefeitura de Belém reverta a alteração que retirou universidades e o Serviço Geológico do Brasil de um comitê de desastres.
  • O órgão argumenta que a mudança, aprovada pela Câmara Municipal, enfraquece a capacidade técnica do comitê.

Resumen generado por IA

Por qué importa

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Prefeitura de Belém reverta uma alteração aprovada pela Câmara Municipal que retirou universidades e o Serviço Geológico do Brasil de um comitê de planejamento e coordenação de ações emergenciais em áreas de desastres. O MPF argumenta que essa mudança enfraquece a capacidade técnica do comitê, que foi criado em 2024.

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Para o MPF, sem esses integrantes o comitê perde capacidade técnica e tende a atuar de forma reativa, em vez de prevenir danos como os provocados pelas fortes chuvas e alagamentos registrados na capital este ano.

A alteração foi aprovada pela Câmara Municipal no último dia 20 de maio, segundo o MPF, sem debate com as instituições envolvidas, e agora aguarda sanção do prefeito Igor Normando (PSDB) para começar a valer.

Com a nova redação, deixam o colegiado a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a Universidade do Estado do Pará (Uepa), além do Serviço Geológico do Brasil (SGB), responsável por mapear áreas de risco na cidade.

O comitê foi criado em 2024 para planejar, coordenar e deliberar ações emergenciais em áreas ameaçadas por desastres e riscos à segurança física e patrimonial dos moradores.

A importância dessa estrutura ficou evidente nas enchentes de abril, como no Tapanã, onde o transbordamento do canal Mata Fome isolou famílias, derrubou passarelas e obrigou policiais militares a resgatar uma mãe com três filhos, entre eles duas gêmeas de cinco meses.

Na recomendação expedida em 22 de maio, o MPF pediu que a prefeitura reverta a decisão e mantenha as instituições no comitê. O órgão deu prazo de 15 dias para resposta e 60 dias para comprovação das medidas adotadas. Até esta segunda-feira (2), segundo o MPF, o município ainda não havia se manifestado oficialmente dentro do prazo.

Procurada, a Prefeitura de Belém informou que “todas as questões relacionadas a esse assunto estão sendo tratadas diretamente com o Ministério Público Federal”.

Já o MPF afirma que, se a recomendação não for acatada ou não for cumprida, poderá adotar medidas judiciais em defesa das populações mais expostas aos desastres climáticos, como moradores de áreas vulneráveis e pessoas em situação de rua.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • A Prefeitura de Belém responderá oficialmente à recomendação do MPF.

    Muy probable · En días

  • O MPF poderá iniciar medidas judiciais caso a recomendação não seja acatada.

    Posible · En semanas

  • A alteração na composição do comitê será revertida.

    Posible · En semanas

Preguntas abiertas

  • Qual a justificativa da Prefeitura de Belém para a retirada das instituições?
  • Quais serão as consequências práticas da ausência dessas instituições no comitê?
  • A Prefeitura de Belém irá acatar a recomendação do MPF?
  • Quais medidas judiciais o MPF poderá adotar caso a recomendação não seja cumprida?

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This article was originally published by G1.

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