Brasil considera recomendações de tarifas dos EUA como políticas
L'essentiel
- O governo brasileiro vê as novas tarifas recomendadas pelos EUA como politicamente motivadas, ignorando argumentos técnicos sobre PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual.
- O Brasil busca negociações diplomáticas, temendo prejudicar o comércio bilateral.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
The US, through the USTR, has recommended new tariffs against Brazil, citing unfair economic practices related to PIX, ethanol, deforestation, and intellectual property. This recommendation stems from an investigation opened in July 2025 under Section 301 of US trade law. Brazil has presented technical arguments and data to counter these claims.
O governo brasileiro avalia que as recomendações de novas tarifas contra o Brasil têm caráter político e desconsideram os argumentos técnicos apresentados ao longo dos últimos meses.
Nas últimas semanas, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) recomendou, por exemplo, que o Brasil seja taxado por práticas econômicas desleais contra empresários americanos.
Entre os itens incluídos na recomendação estão o PIX, o etanol, o combate ao desmatamento e a propriedade intelectual.
Essa recomendação, ainda não implementada, foi feita com base na chamada Seção 301 da lei comercial americana, instrumento criado na década de 1970.
Desde julho de 2025, quando o governo Trump anunciou a abertura da investigação comercial, foram diversas conversas entre integrantes dos governos brasileiro e americano, seja por telefone, videoconferência ou reuniões em Washington.
Conforme relatos sobre das negociações, em todas essas conversas, foram apresentados dados oficiais às autoridades americanas; questionamentos foram respondidos; e dúvidas, esclarecidas.
Diplomatas a par das negociações avaliam que estes argumentos foram desconsiderados, entre os quais os que demonstram que nos últimos anos o Brasil vem buscando combater o desmatamento ilegal.
O Brasil não faz parte do G7, mas, a exemplo de edições anteriores, Lula foi convidado pelo anfitrião do encontro – neste ano, o presidente da França, Emmanuel Macron. O encontro acontece na próxima semana.
Lula e Trump já se encontraram na Malásia, em outubro de 2025, e em Washington, em maio deste ano – além de uma rápida conversa no ano passado em Nova York (EUA), durante assembleia da Organização das Nações Unidas.
Integrantes do Palácio do Planalto entendem que, como no USTR as conversas técnicas não têm evoluído, um possível caminho é um encontro direto entre Lula e Trump.
Diante do tarifaço americano contra o Brasil, o Congresso Nacional, com o apoio do governo, aprovou a chamada Lei da Reciprocidade, que permite ao Estado brasileiro agir na mesma proporção caso algum parceiro econômico adote medida que implique em prejuízo à economia do país.
Ao longo das últimas semanas, o governo brasileiro emitiu dois comunicados oficiais nos quais fez referência a essa lei.
Entretanto, no Itamaraty, diplomatas afirmam que, apesar de ter o instrumento à disposição, o governo deve insistir nas negociações políticas e diplomáticas.
Isso porque os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Portanto, poderia ser ruim pra economia adotar a lei da reciprocidade, prejudicando o comércio bilateral.
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
A direct meeting between Lula and Trump may occur to discuss the trade dispute.
Possible · En quelques semaines
Brazil may use the 'Law of Reciprocity' if diplomatic negotiations fail and tariffs are imposed.
Possible · En quelques semaines
Questions ouvertes
- Will the US implement the recommended tariffs?
- What specific actions will Brazil take if tariffs are implemented?
- Will a direct meeting between Lula and Trump resolve the trade dispute?
- How will the 'Law of Reciprocity' be applied, if at all?







