Breaking
TRNational Women's Volleyball Team Became Champion for the Second Consecutive Time in the 2026 European ChampionshipITJannik Sinner special guest at Juventus-MilanESSpanish driver Pablo Amorós dies after accident at the Monteblanco CircuitRUIn Sevastopol, the air raid warning, which lasted 40 minutes, was canceledINBoeing 767 cargo plane overruns runway at Miami International AirportSALondon Police Charge Man with Attempted Murder in Stabbing of Saudi NationalINRajnath Singh to undertake 3-day visit to Sri Lanka from TuesdayARAl-Shabab Club announces loan deals and new contracts on the last day of the summer registration periodINFive-storey building collapse in Delhi's Satya Niketan kills five, four injuredJPGermany's far-right party becomes the leading party in state elections, arson murder in Gifu, Russia insists on Ukraine peace talks, Chinese rescue in Nepal, drone attack on Ukraine Security Service building, 31 dead in debris flow in ChinaTRNational Women's Volleyball Team Became Champion for the Second Consecutive Time in the 2026 European ChampionshipITJannik Sinner special guest at Juventus-MilanESSpanish driver Pablo Amorós dies after accident at the Monteblanco CircuitRUIn Sevastopol, the air raid warning, which lasted 40 minutes, was canceledINBoeing 767 cargo plane overruns runway at Miami International AirportSALondon Police Charge Man with Attempted Murder in Stabbing of Saudi NationalINRajnath Singh to undertake 3-day visit to Sri Lanka from TuesdayARAl-Shabab Club announces loan deals and new contracts on the last day of the summer registration periodINFive-storey building collapse in Delhi's Satya Niketan kills five, four injuredJPGermany's far-right party becomes the leading party in state elections, arson murder in Gifu, Russia insists on Ukraine peace talks, Chinese rescue in Nepal, drone attack on Ukraine Security Service building, 31 dead in debris flow in China
BackA esquerda americana e o dilema do 'noblesse oblige' entre herdeiros e ativismo
A esquerda americana e o dilema do 'noblesse oblige' entre herdeiros e ativismo
Developing
Folha Mercado1 hour agoPolitics3 min readBrazilView translation

A esquerda americana e o dilema do 'noblesse oblige' entre herdeiros e ativismo

Quick Look

O New York Post critica membros ricos da DSA, como Gustavo Gordillo e Grace Ryan, por viverem luxo enquanto defendem políticas de esquerda, reacendendo o debate sobre privilégio e responsabilidade social na esquerda americana, que agora foca mais em classe do que em identidade após as eleições de 2024.

AI-generated summary

Why It Matters

O artigo discute como o New York Post tem usado exemplos de membros ricos da DSA para criticar a esquerda americana, reacendendo um debate histórico sobre o papel de privilegiados em movimentos socialistas, desde Marx e Engels até figuras contemporâneas como Grace Ryan.

Font size

Ainda não se sabe se o prefeito Zohran Mamdani, com seu compromisso com "o calor do coletivismo", dará início a uma nova era de abundância para os nova-iorquinos que estão passando por dificuldades. Mas sua jovem administração já é um presente para um grupo específico: os leitores conservadores do tabloide nova-iorquino New York Post, que estão tendo sua opinião sobre a esquerda reafirmada ao se deleitarem com os estilos de vida privilegiados de alguns dos companheiros de jornada de Mamdani nos Socialistas Democráticos da América (DSA).

"Líder anti-ricos do DSA, Gustavo Gordillo, curte a vida em luxuoso apartamento de US$ 1,5 milhão em Nova York, pago pelos pais milionários", estampou o Post no mês passado. Observando que o DSA "vociferava contra a propriedade privada", o jornal deleitou-se com o "paisagismo exuberante" da casa geminada comprada "pela mamãe e pelo papai por meio de uma empresa de fachada".

Mais tarde, o Post informou que Gordillo, copresidente do diretório nova-iorquino do DSA, estudou arte e literatura em Yale; que foi demitido de um programa de aprendizagem do sindicato dos eletricistas por não comparecer ao trabalho; e que sua mãe dirige um Porsche prata.

Outros alvos fáceis da esquerda para o Post incluíram Tracy Rosenthal, que defende a abolição dos aluguéis e cujo pai é um bem-sucedido produtor musical. ("Radical anti-aluguel e aliado de Mamdani que está ‘ocupando’ imóvel no Brooklyn é nepo baby do Grammy".) O Post classificou Grace Ryan, "uma herdeira de 25 anos de uma fortuna do chocolate, de Ohio", como "uma das integrantes mais descaradas" do DSA por publicar nas redes sociais fotos suas "fumando um charuto em um barco, usando um suéter de US$ 400 da Ralph Lauren com estrelas e listras". Para evidente deleite do Post, Ryan, que trabalhou durante as primárias para um bem-sucedido candidato democrata de esquerda ao Congresso, defendeu-se no X escrevendo: "Tipo, vocês nunca ouviram falar de noblesse oblige?" —a expressão francesa significa que quem tem privilégios também tem o dever de agir com responsabilidade, generosidade e ética perante a sociedade.

Esse é um jogo antigo. Desde que Karl Marx contou com Friedrich Engels não apenas para suas ideias sobre o comunismo, mas também com a fortuna de sua família no setor têxtil, esquerdistas têm se alimentado dos ricos, e direitistas têm zombado deles por isso. Desde o início, o socialismo também irradiou, para certos dândis burgueses e adeptos de modismos, um certo glamour subversivo. Socialistas mais rigorosos viram nisso o calcanhar de Aquiles da ideologia. "A pior propaganda para o socialismo são seus próprios adeptos", resmungou George Orwell em "O Caminho para Wigan Pier". O socialista típico era ou "um jovem esnobe bolchevique" ou "um homenzinho certinho de colarinho branco" que tinha "inclinações vegetarianas" e, acima de tudo, "uma posição social que não tinha a menor intenção de perder".

Ainda assim, Ryan tem um bom argumento quando fala em noblesse oblige. Ela talvez nunca viva como as pessoas comuns, mas por que isso deveria impedi-la de tentar ajudá-las? Não seria melhor do que a alternativa, uma herdeira do chocolate usando um suéter de US$ 400, indiferente à situação dos americanos menos afortunados, quando não empenhada em prejudicá-los?

Aqui, em meio a toda essa encenação, chega-se a algo que talvez realmente importe: uma distinção que começa a surgir entre os dois períodos do ativismo de esquerda que vêm sendo chamados de Woke 1 e Woke 2. Qualquer distinção desse tipo precisa ser vaga e provisória, já que poucos democratas tiveram a decência de repudiar explicitamente as posições radicais que um dia defenderam. Alguns simplesmente deram de ombros diante dos excessos anteriores, como quando a deputada Alexandria Ocasio-Cortez citou outro democrata dizendo "Woke 1 era louco!" e depois riu, como se todos os americanos estivessem por dentro da piada. Outros tentaram redefinir os slogans, insistindo que "desfinanciar a polícia" não significava desfinanciar a polícia. Outros ainda não recuaram; o tempo dirá se eles são a vanguarda ou os últimos resistentes. Ainda assim, em algum momento entre o segundo discurso de posse de Donald Trump, em janeiro de 2025, e a primeira posse de Mamdani, no janeiro seguinte, a esquerda americana começou a mudar seu foco, passando de raça e gênero para classe.

Escolha as causas ou os efeitos, sejam as ideias iliberais que saíram em disparada das universidades para as redes sociais; a ascensão de Trump; o movimento #MeToo; ou a morte de George Floyd sob o joelho de um policial em 2020. Tudo isso contribuiu para concentrar a esquerda no racismo e na discriminação de gênero. A identidade tornou-se destino. O branco mais pobre tinha privilégios negados ao negro mais rico. Em teoria, o movimento pela justiça social concentrava-se no policiamento; na prática, tornou-se obcecado por outras preocupações da elite multirracial americana, como a admissão preferencial nas universidades de elite. Para pessoas certinhas de classe média, com empregos de colarinho branco, denunciar privilégios baseados em raça tornou-se uma forma de provar seu grau de esclarecimento; desprezar os deploráveis que votaram em Trump também. Qualquer marxista de verdade teria reconhecido nisso uma tentativa clássica de dividir a classe trabalhadora, mas os líderes democratas abraçaram essa política divisiva.

NADA A PERDER, EXCETO MAIS ELEIÇÕES

Então vieram novos efeitos e novas causas. Kamala Harris perdeu em 2024, e Trump demonstrou apoio crescente entre os eleitores não brancos da classe trabalhadora. Trump reprimiu programas de diversidade, equidade e inclusão, e a Suprema Corte derrubou políticas de admissão universitária que levavam a raça em consideração. Ativistas democratas passaram a se indignar com a injustiça em Gaza, em vez de com a injustiça na própria América. Talvez o mais importante seja que Mamdani venceu com uma mensagem inclusiva sobre tornar a vida mais acessível —assim como fizeram candidatos democratas moderados ao governo da Virgínia e de Nova Jersey.

Apesar de todo o embate entre progressistas e moderados, suas agendas se sobrepõem quando se trata do precariado, ainda que não do proletariado. Da Geórgia ao Alasca, os democratas agora são todos populistas econômicos, defendendo salários mais altos, preços mais baixos e cuidados de saúde mais acessíveis. Vítimas e vilões são julgados não pela cor da pele, mas pelo conteúdo de suas contas bancárias. Bilionários são os vilões e, na definição abrangente utilizada em todo o espectro democrata, qualquer pessoa que trabalhe para pagar suas contas pertence à classe trabalhadora.

Isso talvez não consiga, no fim das contas, revitalizar os democratas, muito menos salvar os americanos que estão passando por dificuldades. Mas, se conseguir, o partido terá pelo menos alguns jovens esnobes-bolcheviques a agradecer por tê-lo ajudado a se lembrar do tipo de coisa que um dia defendia.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • A esquerda americana vai continuar a transição do foco em identidade de raça e gênero para questões de classe econômica nos próximos meses.

    Likely · Within months

  • O New York Post e outros meios conservadores vão continuar a destacar casos de ativistas de esquerda com origem privilegiada para questionar a autenticidade do movimento progressista.

    Very likely · Within months

Open Questions

  • A mudança da esquerda americana do foco em identidade para classe será sustentável a longo prazo?
  • Como os membros da DSA com riqueza familiar responderão às acusações de hipocrisia?
  • O conceito de noblesse oblige pode realmente orientar a ação política de herdeiros progressistas?
  • A vitória de Zohran Mamdani representa uma mudança duradoura na política nova-iorquina?

Related Topics

This article was originally published by Folha Mercado.

Related Stories

Candidates for the government of Paraná begin the 2026 electoral campaign with agendas on the coast and internal events
Developing·

Candidates for the government of Paraná begin the 2026 electoral campaign with agendas on the coast and internal events

The 2026 electoral campaign in Brazil began on March 16, with candidates for the government of Paraná, such as Requião Filho, Sandro Alex and Sérgio Moro, carrying out motorcades on the coast, participating in events and internal campaign activities. Other candidates, such as Adriano Teixeira and Alexandre Salomão, also held agendas in Paranavaí and lives with voters. The first round is scheduled for October 4th and the second, if necessary, for October 25th.

G1
1 min read
Flávio Dino questions the possibility of the judge promising to end the investigation, two days after Fachin's defense
Developing·

Flávio Dino questions the possibility of the judge promising to end the investigation, two days after Fachin's defense

Two days after the president of the STF, Edson Fachin, defended the closure of the fake news investigation, minister Flávio Dino questioned the possibility of a judge promising to end investigations, stating that such promises can be made to receive applause. Dino also criticized the mixture of real problems in the Judiciary with electoral and economic interests, while Fachin reiterated that the end of the investigation and the approval of a code of ethics are solutions to the Supreme Court's crisis.

Folha Poder
2 min read
AGU entities defend the agency's actions after the PF report on Mendonça and Messias
Developing·

AGU entities defend the agency's actions after the PF report on Mendonça and Messias

Entities representing the careers of the Federal Attorney General's Office released a public note in defense of the body commanded by Jorge Messias, after a Federal Police report recommended monitoring Minister André Mendonça and his relationship with the attorney general. The associations claim that AGU's actions are guided by laws and not by personal relationships or political affinities.

Folha Poder
1 min read
Trump's approval drops to lowest level in Financial Times survey
Developing·

Trump's approval drops to lowest level in Financial Times survey

A Financial Times poll conducted by Focaldata shows that Donald Trump's approval rating has fallen to 33% among registered voters in the US, the lowest level since May, down three points from the previous month. Among Republicans, approval dropped to 72%. The majority of voters reject the president's tariffs and trade policies, while 57% say they are in a worse financial situation under his watch. The survey takes place amid the war in Iran, rising diesel and fuel prices, and less than two months before the midterm elections, where Republicans are trying to maintain control of Congress.

Folha Mundo
2 min read
More on this topiczohran mamdani