Ameaças falsas de bomba afetam quase 30 voos na Europa
Quase 30 voos foram cancelados, desviados ou fizeram pousos de emergência nesta quinta-feira (5) devido a ameaças anônimas; todas se revelaram falsas.
Quick Look
- Quase 30 voos na Europa foram cancelados, desviados ou fizeram pousos de emergência nesta quinta-feira (5) por ameaças falsas de bomba, incluindo incidentes em Varsóvia, Roma e uma base aérea no norte da França.
- Todas as ameaças foram anônimas e não confirmadas.
- Especialistas suspeitam de estratégia de guerra híbrida envolvendo Rússia e possivelmente Irã.
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Why It Matters
Foi a segunda onda de ameaças de bomba na semana na Europa. Na terça-feira (3), pelo menos sete aviões e um navio de cruzeiro foram alvos. Especialistas enxergam conexões e suspeitam de uma estratégia de guerra híbrida, com a Rússia e possivelmente o Irã por trás dos ataques para provocar medo na população.
Quase 30 voos da Europa tiveram, nesta quinta-feira (5), que ser cancelados, desviar rotas ou fazer pousos de emergência por ameaças falsas de bomba.
No aeroporto de Varsóvia, na Polônia, passageiros flagraram a aproximação de soldados para checar um alerta de bomba. Caças militares italianos escoltaram um avião até o aeroporto de Roma. Já um que partiu de Dublin, na Irlanda, com 151 passageiros, não conseguiu chegar à capital italiana como previsto. Teve que fazer um pouso de emergência em uma base aérea no norte da França.
Só nesta quinta-feira (5) foram quase 30 ameaças, que chegaram por ligações, mensagens e e-mails anônimos para rotas que cruzam o continente - de Portugal à Grécia, do Reino Unido à Áustria. Até agora, todas as ameaças foram falsas. Nenhuma inspeção feita pelas autoridades confirmou a presença de explosivos.
Foi a segunda onda de ameaças de bomba esta semana na Europa. Na terça-feira (3), pelo menos sete aviões e um navio de cruzeiro foram alvos. Mesmo sem explosivos encontrados, alertas falsos causam impactos reais.
O chefe de transportes da União Europeia disse que ainda é cedo para concluir que as ameaças estejam relacionadas. Mas especialistas enxergam conexões e suspeitam de uma estratégia que parece se espalhar: "guerra híbrida". Uma das principais hipóteses é a de que a Rússia e, possivelmente, até o Irã estejam por trás dos ataques para provocar medo na população.
"A guerra híbrida combina ali uma série de ações de baixo custo, mas que conseguem trazer um efeito disruptivo muito grande para os países e influenciar a população, enfraquecendo o país de dentro para fora. Usando, por exemplo, sabotagem, desinformação, ataques cibernéticos", afirma Jorge Lasmar, professor de Relações Internacionais da PUC Minas.
Ataques como os que o continente viu também esta semana, quando hackers desativaram, pela segunda vez, sistemas de refrigeração de supermercados de vários países, e até de bancos de sangue na França.
"Então, eles usam o medo de uma maneira estratégica. Eles buscam corroer a confiança da sociedade civil nas instituições, nos serviços públicos essenciais do Estado. E isso pode, por sua vez, acabar se transformando em uma pressão política sobre as empresas, sobre até o próprio governo. São todas ações que se enquadram dentro dessa ideia de guerra híbrida que tem sido entendida pela Otan, nos últimos anos, como uma das grandes ameaças da geopolítica contemporânea", diz Jorge Lasmar.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Novas investigações serão abertas para identificar os responsáveis pelas ameaças.
Likely · Within weeks
Open Questions
- Quem está realmente por trás das ameaças?
- As ameaças estão realmente relacionadas entre si?
- Quais medidas serão adotadas para evitar novos incidentes?





