Aos 87 anos, Anézia vota pensando no futuro da família e destaca importância da participação idosa
História de Anézia da Silva reflete o crescimento do eleitorado idoso no Brasil, que representa 23,6% do total de aptos a votar.
Quick Look
- Aos 87 anos, Anézia da Silva mantém a tradição de votar há mais de seis anos, buscando um futuro melhor para os descendentes.
- O relato acompanha dados sobre o aumento expressivo de eleitores idosos no Brasil e em Juiz de Fora.
AI-generated summary
Why It Matters
O número de eleitores idosos no Brasil aumentou 14% em relação às últimas eleições nacionais, somando 37,5 milhões de pessoas.
Aos 87 anos, Anézia da Silva continua cumprindo, obstinada, o compromisso de "votar para construir um futuro melhor". Neste domingo (4), ela faz questão de ir às urnas. Sua história como eleitora começou há mais de 60 anos, quando escolheu candidatos para sua primeira eleição, e continua até hoje.
Quem viu o voto receber cada vez mais destaque e viveu um período onde não teve a chance de escolher, hoje reconhece que participar do jogo democrático é uma forma de imaginar um novo futuro:
“Esse voto significa muito pra mim, enquanto idosa. Porque a gente vê poucas políticas públicas direcionadas para nós, mesmo votando. Sem votar, então, como será? I não digo nem pra mim, é para os meus filhos, netos, bisnetos. Eu tenho uma família depois de mim, que precisa do meu voto agora”, compartilha com a urgência de quem acredita em mais qualidade de vida para todas as pessoas.
Votar é um compromisso considerado fundamental para Anézia há mais de 60 anos.
Entre as suas reivindicações está um envelhecimento ativo e com qualidade de vida. “A participação do idoso em votar é porque queremos uma vida com melhor qualidade. Que não seja pra nós, mas será para o futuro”, destaca a aposentada.
Por isso, ela assume o compromisso com muita responsabilidade: para fazer uma escolha consciente, Anézia assiste aos debates pela televisão e escolhe a candidatura que melhor a representa.
Número de eleitores idosos aumenta no Brasil
Dados divulgados pelo Senado Federal mostram que o número de eleitores idosos aumentou 14% em relação às últimas eleições nacionais. São 37,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais aptas para votar neste domingo (4), e o grupo representa 23,6% do eleitorado brasileiro.
Em Juiz de Fora, um em cada 4 eleitores é idoso. Essa é a maior taxa da faixa etária apta a votar já registrada na cidade, apesar de não ser o maior número absoluto. Esse percentual dobrou nas últimas três décadas. Em 1994, os idosos representavam um a cada dez eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os idosos têm direito a atendimento prioritário, assim como outros grupos, previsto por lei. Para votar, basta comparecer ao local de votação, entre 8h e 17h, pelo horário de Brasília, e apresentar um documento oficial com foto.
O voto é obrigatório até os 70 anos, para pessoas alfabetizadas. Depois disso, a participação é facultativa. No entanto, como ensina Anézia, a contribuição da pessoa idosa para a democracia é uma forma de manter viva a memória e a perspectiva de quem viu, de perto, o processo democrático se consolidar.
Open Questions
- Quais políticas públicas específicas serão implementadas para este grupo demográfico?







