Apenas cinco mulheres são candidatas para governo, vice-governo e Senado nas Eleições 2026 no Acre
Levantamento do g1 aponta que a maioria das 138 candidatas está concentrada em cargos proporcionais de deputada estadual e federal.
Quick Look
- Levantamento do g1 revela que 138 mulheres disputam as Eleições 2026 no Acre.
- A maioria concorre a cargos de deputada estadual (86) e federal (43), enquanto apenas cinco mulheres buscam os cargos de governadora, vice-governadora ou senadora.
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Why It Matters
A legislação eleitoral brasileira exige que partidos assegurem entre 30% e 70% de candidaturas de cada sexo para cargos proporcionais.
Um levantamento feito pelo g1 com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que a maior parte das 138 mulheres que se cadastraram para disputar as Eleições de 2026 no Acre está concentrada nas vagas de deputada estadual e federal, conhecidas como 'cargos proporcionais'.
Os números foram organizados pelo g1 a partir das informações disponíveis na base de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizadas na última segunda-feira (31). A situação de cada candidato pode sofrer alterações até o julgamento definitivo dos registros pela Justiça Eleitoral. O prazo final é 14 de setembro.
No total, 24 vagas estão em disputa na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e oito na Câmara Federal. Atualmente, são três mulheres no legislativo estadual (todas tentam reeleição) e três no Congresso Nacional (duas buscam se reeleger).
Inicialmente, o número geral de mulheres candidatas era de 141. No entanto, três se cadastraram de forma duplicada no partido Solidariedade para cargos diferentes. A legislação eleitoral não permite que uma mesma pessoa tenha mais de um registro no mesmo pleito e, por este motivo, elas tiveram que escolher qual desejaria disputar em definitivo. Por isto, o número caiu para 138, incluindo as candidatas declaradas inaptas de outros partidos no curso do processo.
Das candidaturas femininas registradas no levantamento, 86 são para deputada estadual e 43 para deputada federal. Juntas, as duas disputas reúnem 129 mulheres.
Já nas eleições majoritárias, que compreende os cargos de governo, vice-governo e Senado, a presença feminina é mais restrita. Há três candidatas a vice-governadora, quatro primeiras suplentes e três segundas suplentes ao Senado, além de uma ao Senado e outra ao governo do Acre.
Entre os partidos, o número de candidatas varia de uma mulher, no Agir, a 13, no Podemos. Inclusive, no caso do Agir, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) indeferiu todas as cinco candidaturas para deputado estadual por descumprimento da cota de gênero. Cabe recurso do indeferimento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conforme a legislação eleitoral, os partidos são obrigados a assegurar o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. A cota de gênero é calculada sobre o total de candidaturas proporcionais efetivamente registradas pelo partido ou federação, e não sobre o número de vagas que o partido poderia ocupar. A regra vale para candidaturas proporcionais, de deputado federal e deputado estadual.
O Podemos é o partido com o maior número de mulheres entre as candidaturas levantadas pelo g1. São 13 ao todo: oito disputam uma vaga de deputada estadual; três são candidatas a deputada federal; uma concorre à vice-governadoria; e outra aparece como segunda suplente ao Senado.
Na sequência aparecem PP, com 12 mulheres, e PDT e PL, com 11 cada. O PP distribuiu suas 12 candidatas entre diferentes cargos, sendo sete candidatas a deputada estadual, duas a deputada federal, além de uma candidata ao governo, uma primeira suplente e uma segunda suplente ao Senado. No PDT, as mulheres estão concentradas principalmente na disputa pela Assembleia Legislativa: são nove candidatas a deputada estadual e duas a deputada federal. No PL, que também tem 11 candidatas, são oito para deputada estadual e três para deputada federal.
MDB, Novo e Republicanos aparecem com dez mulheres cada. No MDB, são seis candidatas a deputada estadual, três a federal e uma na disputa pela vice-governadoria; no Novo, todas as candidatas estão nas eleições proporcionais: oito para deputada estadual e duas para deputada federal; já o Republicanos tem seis candidatas a deputada estadual, três a deputada federal e Mara Rocha na disputa pelo Senado.
Entre os cargos majoritários, a disputa pelo governo do Acre é a que apresenta a menor quantidade de candidaturas femininas: há apenas uma mulher entre os nomes registrados. A candidata é a atual governadora Mailza Assis, do PP. No Senado, também há somente uma mulher na disputa: Mara Rocha, do Republicanos.
A presença feminina é um pouco maior nas chapas para o cargo de vice-governador. São três candidatas: Jéssica Sales (MDB), Socorro Rodrigues (Podemos) e Daniela Paiva (Agir).
No total, são 86 mulheres concorrendo a deputada estadual. O PDT lidera entre os partidos nesse recorte, com nove candidatas, seguido por Novo, Podemos e PL, com oito cada, e PP, com sete. Na disputa pela Câmara Federal, são 43 mulheres. Republicanos, PSB e MDB aparecem entre as legendas com maior número de candidatas ao cargo, com três cada.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Julgamento definitivo dos registros pela Justiça Eleitoral até 14 de setembro.
Very likely · Within weeks
Open Questions
- Qual será a decisão final do TSE sobre os recursos de candidaturas indeferidas?






