
Christopher Landau elogiou o governo de Javier Milei em Buenos Aires e destacou potencial econômico do país sul-americano.
O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, afirmou em Buenos Aires que a Argentina é o país mais alinhado aos Estados Unidos, reforçando o apoio ao governo de Javier Milei.
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Visita do vice-secretário de Estado americano Christopher Landau a Buenos Aires consolida o alinhamento político e econômico entre os governos de Donald Trump e Javier Milei.
O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, afirmou na quinta-feira (22) que a Argentina é atualmente o país mais alinhado aos Estados Unidos. A declaração foi dada em Buenos Aires, última parada de uma viagem do funcionário de Donald Trump à América do Sul.
"Acredito que não há outro país em todo o mundo com o qual estejamos tão alinhados quanto com o governo da Argentina", disse ele durante uma entrevista coletiva na sede do Ministério das Relações Exteriores argentino, onde se reuniu com Pablo Quirno, chanceler do governo de Javier Milei.
O número dois da pasta comandada por Marco Rubio disse ainda que a Argentina tem recursos para ser uma "superpotência econômica". E continuou: "Somos muito gratos ao governo atual e esperamos que possamos continuar neste caminho de mais investimento, mais prosperidade e de criação de um ciclo muito positivo".
A fala ocorre dois dias após Peter Lamelas, embaixador americano em Buenos Aires, condicionar o apoio dos EUA à continuidade de um governo de direita no país. O funcionário discursava a empresários em Neuquén, cidade no centro da Argentina.
"Estamos prontos para continuar impulsionando e financiando, a partir dos EUA e para além de 2027, caso a Argentina continue avançando, e nunca retrocedendo", afirmou, antes de explicar o que seria retroceder para Washington: "Estamos apoiando este governo, o governo de Milei, e o povo argentino, desde que sigam na direção correta: a direção à direita, e não à esquerda".
A lógica faz parte de uma estratégia mais ampla de Trump na América Latina, região que nos últimos meses passou por uma onda de vitórias da direita e da ultradireita —algumas delas apoiadas pelo republicano, embora a efetividade do respaldo seja indefinida. A própria Argentina foi uma delas.
Há um ano, em outubro de 2025, o Milei teve ajuda de Trump para alcançar uma surpreendente vitória nas eleições legislativas. Naquele mês, seu partido, o A Liberdade Avança, enfrentou uma eleição em meio a queda do peso argentino e um novo escândalo envolvendo um aliado do ultraliberal, mas conseguiu 64 das 127 cadeiras em jogo na Câmara dos Deputados e 13 das 24 disputadas no Senado.
Duas semanas antes da votação, Milei foi até a Casa Branca em busca de apoio, e os argentinos ouviram Trump ameaçar a parceria entre os dois países. "Se Milei não ganhar, não seremos generosos com a Argentina", disse o americano a jornalistas em frente ao homólogo. Às vésperas do pleito, o governo americano ofereceu um pacote de resgate financeiro de US$ 20 bilhões para evitar uma crise cambial.
Nesta quinta, o chanceler argentino foi consultado sobre as declarações do embaixador. "A única condição existente é que continuemos fazendo o que estamos fazendo, que sigamos pelo caminho do crescimento, da ordem macroeconômica e do equilíbrio fiscal", afirmou Quirno.
Landau, por sua vez, afirmou que os EUA estão "satisfeitos com o atual governo argentino, que estende o tapete vermelho para o investimento estrangeiro". Apesar disso, fez uma ressalva quando questionado sobre uma lei apresentada por Milei para endurecer penas contra exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas —algo que poderia respingar em companhias americanas que atuam no território disputado entre Argentina e Reino Unido.
"Estamos, obviamente, zelando pelos interesses de nossas empresas. É natural que qualquer país se preocupe com isso, mas quero destacar que respeitamos o processo legislativo da grande nação argentina", disse o americano.
Buenos Aires é a última parada de uma viagem do funcionário do Departamento de Estado que incluiu também o Paraguai. Em Assunção, onde esteve de segunda (19) a quarta-feira (21), o Departamento de Estado anunciou a abertura de um escritório antidrogas que "funcionará como centro regional para a coordenação dos programas (...) no Cone Sul".
Nesta sexta (23), Landau se encontrou na Casa Rosada com Milei, que chegou de uma viagem à Espanha na véspera. "A Argentina aposta na estabilidade e nas reformas, e os EUA a apoiam com investimentos em energia, minerais críticos e infraestrutura por meio do Corredor Andes-Atlântico", afirmou a embaixada americana.
Na foto oficial, o ultraliberal mostra, ao lado do americano, um prato no qual se lê "Happy Birthday America" e o número 250, em uma referências às comemorações pela Independência dos EUA. Também participaram da reunião Quino, Lamelas, o subsecretário de Assuntos Hemisféricos dos EUA, Juan Pablo Segura, e o embaixador argentino em Washington, Alec Oxenford.
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Reunião de Christopher Landau com Javier Milei na Casa Rosada
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