BluSun Capital adquire Ri Happy e Héctor Nuñez retorna como CEO
Quick Look
- A BluSun Capital Partners adquiriu a Ri Happy, empresa que controla as marcas Ri Happy e PBKids, e nomeou Héctor Nuñez como CEO, cargo que ele já ocupou entre 2012 e 2020.
- A nova gestão promete focar na melhor sazonalidade da história da empresa, investindo em experiências nas lojas para reduzir a dependência do varejo tradicional de brinquedos.
- A BluSun foi registrada há 22 dias na Jucesp e é subsidiária da SVQVS Investimentos, presidida por Nuñez.
AI-generated summary
Why It Matters
A Ri Happy havia passado por uma reestruturação de dívida de R$ 289 milhões em agosto de 2023, com vencimentos em dezembro de 2027 e 2028. Antes disso, sob a gestão de Thiago Rebello, a empresa buscava se posicionar como rede de entretenimento infantil, reduzindo a dependência do varejo presencial de brinquedos.
À coluna, a nova gestão da Ri Happy —empresa que controla a marca homônima e a PBKids— promete fazer "a melhor sazonalidade da história". Na última segunda-feira (31), a companhia foi comprada pela sociedade anônima BluSun Capital Partners. A operação devolveu Héctor Nuñez ao cargo de CEO —o executivo cubano comandou a empresa por oito anos, de 2012 a 2020.
"A primeira prioridade será conhecer profundamente a companhia, acompanhar a operação e ouvir colaboradores, franqueados, fornecedores e parceiros. E garantir que façamos a melhor sazonalidade da nossa história", afirma o diretor-presidente.
Em junho, há dois meses, a coluna antecipou a reestruturação da Ri Happy, que passa a investir em experiências para os clientes dentro das lojas. O novo rumo é uma forma de depender menos do varejo de brinquedos, que passa a disputar com o mercado infantil com a tecnologia, segundo analistas consultados pela coluna.
Nos bastidores, analistas enxergam o novo CEO como experiente no mercado, tendo passado por companhias como Walmart e a própria Ri Happy. A nova gestão, no entanto, terá de se provar com um melhor desempenho no segundo semestre, com datas importantes para o segmento: Dia das Crianças, Black Friday e Natal. O mercado espera que a reestruturação fique em segundo plano até janeiro.
Novo foco
Sob o ex-CEO, Thiago Rebello, desejava posicionar a Ri Happy como rede de entretenimento infantil, isto é, afastar-se da dependência do varejo presencial. Até o momento, a nova gestão pretende continuar o projeto.
Na época do anúncio da reformulação sob a ex-dona, a SPX Capital, da estratégia da companhia, a rede esperava impulso de 40% nas vendas por metro quadrado a partir de junho.
Na unidade inaugural do novo formato, no MorumbiShopping, em São Paulo, a empresa iniciou sua frente de serviços batizada de Divertudo. Brinquedotecas temáticas, experiências monitoradas e ativações são alguns dos primeiros projetos.
O plano é agregar oficinas, eventos sazonais e novas atrações ligadas ao universo infantil e ao comportamento das novas gerações.
Aquisição
A compradora, a BluSun Capital, foi registrada há 22 dias, segundo cadastro na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), com apenas uma sócia. Os documentos mostram que a BluSun é subsidiária integral da SVQVS Investimentos, empresa presidida por Núñez.
Em agosto de 2023, a Ri Happy reestruturou uma dívida de R$ 289 milhões, a maior parte com vencimento em dezembro de 2027 e dezembro de 2028 —um intervalo considerado curto para o varejo.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A Ri Happy terá um melhor desempenho no segundo semestre de 2024, impulsionado pelas datas sazonais como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
Possible · Within months
O projeto de experiências nas lojas, iniciado no MorumbiShopping, será expandido para outras unidades após avaliação dos resultados iniciais.
Possible · Within months
Open Questions
- Quais são os planos específicos de investimento em experiências nas lojas?
- Como a BluSun Capital pretende melhorar o desempenho financeiro da Ri Happy no curto prazo?
- Qual é o impacto esperado das iniciativas de entretenimento nas vendas por metro quadrado?
- A SVQVS Investimentos tem outros investimentos no varejo ou entretenimento infantil?





