
Especialista aponta aumento de 79% nos diagnósticos de câncer de mama em mulheres entre 26 e 30 anos, atribuindo a mudanças no estilo de vida, como gestação tardia e redução da amamentação, e reforça a importância de hábitos saudáveis, autocuidado e diagnóstico precoce, com chances de cura de até 100% quando detectado inicialmente.
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O artigo discute o aumento de casos de câncer de mama em mulheres mais jovens, vinculando essa tendência a mudanças no comportamento e estilo de vida, como gestação tardia, redução da amamentação e hábitos alimentares inadequados.
Segundo a especialista, estudos realizados ao longo dos últimos anos apontam uma mudança no cenário do câncer de mama, com aumento de diagnósticos em mulheres mais jovens. Na avaliação da médica, o comportamento e o estilo de vida da população feminina passaram por transformações importantes, com reflexos nos fatores de risco associados à doença.
"Você não tem apenas aquela idosinha, aquela vozinha com câncer de mama. Hoje você vê muitas mulheres precoces, ali na faixa dos 26 aos 30 e poucos anos. E isso aumentou em números absolutos numa faixa mais ou menos de 79% de aumento em mulheres mais jovens. Isso é assustador", explica.
"A amamentação traz proteção para a mama e reduz o risco de câncer. Como o cenário hoje é de mulheres engravidando cada vez mais tarde ou optando por não ter filhos, esse fator de proteção acaba ficando de lado. Por isso, é importante reforçar outros cuidados, como manter um peso saudável, praticar atividade física e ter uma alimentação equilibrada", explicou.
Apesar de a predisposição genética ser frequentemente associada ao câncer de mama, a especialista ressalta que ela representa apenas uma parcela dos diagnósticos sendo entre 5% e 10%, o que reforça a importância de olhar também para outros aspectos que podem ser modificados ao longo da vida.
Para reduzir os fatores de risco modificáveis, a recomendação é manter uma rotina mais saudável, com atividade física regular, controle do peso e alimentação equilibrada, além de reduzir o consumo de álcool e evitar o tabagismo. Tabata também chama atenção para a redução do consumo de alimentos ultraprocessados.
"Você tem que ensinar desde pequena. A criança tem que ser ativa, ela não pode ser obesa, ela tem que manter um hábito saudável em relação à alimentação, evitando fast food, açúcar, refrigerantes. Tem um oncologista que fala que a gente deve comer apenas o que Deus fez, como as frutas, legumes, verduras e tirar o que foi produzido pelo ser humano e isso não é só para evitar câncer de mama, mas outros problemas de saúde também", orienta.
"A gente tem que ensinar a mulher que ela tem que ter um autoconhecimento do corpo dela. Qualquer manchinha na pele, qualquer retração de mamilo, retração da própria pele, mudança de cor ou a própria palpação, ela percebeu alguma nodulação diferente, tem que chamar. É um alerta que ela tem que procurar um atendimento médico", orienta.
Tabata explica ainda que o diagnóstico precoce pode ocorrer de maneiras diferentes, dependendo da idade e da situação clínica da paciente. Lesões iniciais, como microcalcificações, podem ser identificadas em exames de imagem antes mesmo de serem palpáveis. Já alterações percebidas pela própria mulher devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
O acompanhamento adequado é fundamental porque, quando o câncer de mama é identificado em estágio inicial, as possibilidades de tratamento e cura são maiores. Segundo a mastologista, nos casos diagnosticados precocemente, as chances de cura podem chegar a 95% a 100%.
A especialista ressalta ainda que não existe um único tratamento para todas as pacientes. A estratégia depende das características do tumor, da idade da mulher, da extensão da doença e de outros fatores avaliados pela equipe médica.
Para a mastologista, o principal papel do Outubro Rosa é justamente lembrar as mulheres de voltarem a atenção para a própria saúde. A campanha, segundo ela, funciona como um marco para incentivar consultas e exames que muitas vezes acabam sendo adiados durante o ano.
A especialista reforça que o cuidado não deve se limitar às mamas. Consultas e exames de rotina, acompanhamento ginecológico e atenção à saúde física e mental também fazem parte desse processo.
"Outubro é o momento do autocuidado da mulher em geral, não só para a mama. Eu acho que ela tem que ter um cuidado geral, além da mente. A mulher tem que cuidar dela também, cuidar da imagem. Muitas vezes elas ficam tão presas ao cuidado da casa, do marido, do filho, do emprego, que esquecem de cuidar delas mesmas", destacou.
Embora seja muito menos frequente, o câncer de mama também pode atingir homens. De acordo com a mastologista, aproximadamente 1% dos casos ocorre no sexo masculino. Como os homens geralmente não realizam acompanhamento específico das mamas, o diagnóstico pode ocorrer somente após o surgimento de uma alteração perceptível.
"O homem também tem que se cuidar, tem que olhar para o próprio corpo e ver o que está diferente, o que está no habitual e o que apareceu", alerta a especialista.

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