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Carlo Petrini, fundador do Slow Food, morre aos 75 anos
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G15/22/2026Other3 min readBrazil

Carlo Petrini, fundador do Slow Food, morre aos 75 anos

Quick Look

  • Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food e da Universidade de Ciências Gastronômicas, faleceu aos 75 anos.
  • Reconhecido mundialmente por sua luta por uma alimentação "boa, limpa e justa", Petrini deixou um legado global em mais de 160 países.

AI-generated summary

Why It Matters

Carlo Petrini foi um ativista e jornalista italiano, nascido em 1949, que ganhou projeção mundial ao fundar o movimento Slow Food em 1986. O movimento defende a filosofia do alimento "bom, limpo e justo", unindo sustentabilidade ambiental, identidade cultural e justiça social.

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Nascido em 1949, Petrini ganhou projeção mundial ao liderar uma manifestação contra a abertura de uma filial da rede de fast-food McDonald's na Piazza di Spagna, em Roma, em 1986. O protesto deu origem à associação Arcigola (que depois se tornaria o Slow Food Itália). Em dezembro de 1989, o Manifesto Slow Food foi assinado em Paris por delegações de todo o mundo.

Petrini foi eleito presidente do movimento em 1989 e liderou a organização até 2022, quando defendeu a transição da governança para as novas gerações, sendo sucedido pelo ugandense Edward Mukiibi. Desde então, o italiano continuava a atuar no Conselho de Administração da entidade.

Sob a sua liderança, o Slow Food se tornou uma rede global presente em mais de 160 países. O conceito baseia-se na filosofia do alimento "bom, limpo e justo", unindo a sustentabilidade ambiental, a identidade cultural e a justiça social. Entre os principais marcos do movimento estão o encontro internacional Terra Madre (criado em 2004), as Hortas na África, a Arca do Gosto e as Fortalezas Slow Food (Slow Food Presidia).

Petrini também fundou a Universidade de Ciências Gastronômicas (em Pollenzo, Itália), a primeira instituição acadêmica a oferecer uma abordagem interdisciplinar aos estudos dos alimentos. Ele atuava como presidente da universidade, que já formou cerca de 4.000 gastrônomos de 100 países e cuja articulação levou o governo italiano a reconhecer oficialmente o curso de bacharelado na área em 2017.

Em 2017, junto ao bispo de Verona, Monsenhor Domenico Pompili, o ativista fundou as Comunidades Laudato Si', uma rede de cerca de 80 grupos locais inspirados na encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado com a "casa comum". O diálogo com o pontífice também resultou no livro Terrafutura (2020), uma das suas diversas obras publicadas ao longo dos anos para debater a eco-gastronomia e os desafios do planeta.

Como jornalista, escreveu regularmente para grandes jornais italianos como La Stampa, La Repubblica, Il Manifesto e Il Fatto Quotidiano. Toda a receita de suas atividades jornalísticas era reinvestida nos projetos do Slow Food e da universidade.

As contribuições de Petrini foram amplamente reconhecidas por órgãos globais e universidades. O ativista recebeu doutorados e títulos honorários em instituições como a Universidade de New Hampshire (EUA), a Universidade de Palermo, o International University College de Turim, a American University of Rome e a Universidade de Messina (em 2025).

A Organização das Nações Unidas (ONU) também premiou sua atuação no desenvolvimento sustentável. Em 2013, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente o nomeou vencedor do prêmio Champions of the Earth (Campeões da Terra) na categoria "Inspiração e Ação". Em 2016, ele foi nomeado Embaixador Especial da FAO para o Fome Zero na Europa.

Pela sua capacidade de comunicação e impacto social, Petrini foi apontado como "Herói Europeu" pela revista Time em 2004 e, em 2008, foi o único italiano incluído na lista das "50 pessoas que poderiam salvar o mundo" do jornal britânico The Guardian.

"Sua energia, sua determinação e sua dedicação de uma vida inteira aos outros continuarão a ser uma força orientadora para todo o movimento e para todos aqueles que compartilharam da sua visão", diz o comunicado.

Open Questions

  • Qual foi a causa exata da morte de Carlo Petrini?
  • Quais serão os próximos passos para a liderança do Slow Food e da Universidade de Ciências Gastronômicas?
  • Como o legado de Petrini continuará a influenciar as futuras gerações de gastrônomos e ativistas ambientais?

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This article was originally published by G1.

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