Chuva de granizo causa prejuízos de longo prazo em lavouras de café
Produtores rurais relatam danos severos que podem comprometer safras até 2028 após tempestades de granizo.
Quick Look
- Tempestades de granizo atingem lavouras de café e causam prejuízos que podem se estender por anos.
- Produtores e especialistas detalham impactos na produção, medidas de recuperação e a necessidade de laudos técnicos.
AI-generated summary
Why It Matters
A florada do café ocorre entre setembro e outubro, sendo o ciclo responsável pela formação dos frutos e definição produtiva.
"A gente vai ter que entrar esqueletando a lavoura e vamos gastar os mesmos tratos culturais e mais mão de obra para estar desbrotando, para a gente colher só no 2028. Esse ano, 2027, 26, 27, não tem nada, sai para zero. Eu não sei o que eu vou gastar ainda, tenho que fazer as contas, mas é só o prejuízo agora para frente", afirmou Sérgio Nabak.
A florada do café, etapa que marca o início da definição produtiva da safra, ocorre entre setembro e outubro, podendo se estender até novembro. Esse é um dos ciclos mais importantes da cultura, responsável pela formação dos frutos.
"Nas áreas que foram menos atingidas, com chuvas mais leves, a gente consegue com medidas curativas diminuir essas perdas. Então a gente faz um fungicida, um cobre, um efeito curativo ali e vai tendo atenção com o desenvolvimento da lavoura. Entra com o nutricional também para ajudar o desenvolvimento", explicou.
"Nas áreas que foram mais atingidas, que foram chuvas mais severas, a gente tem um dano muito maior porque perde muitas folhas, muitos ramos, além das flores. A planta fica muito depauperada e aí ela perde a fonte de energia que ela tinha para se projetar para os próximos anos. Por isso que a gente fala que a chuva de pedra não atinge só essa safra ou a safra seguinte, ela chega a atingir até dois ou três anos da sua lavoura", disse Guilherme Gaudêncio.
"O primeiro passo nas duas situações é documentar tecnicamente o prejuízo que aconteceu com a lavoura. Um laudo através de um agrônomo demonstrando os efeitos para essa safra e para as próximas safras, se houver, é o mais importante", afirmou.
"No caso do seguro, esse laudo vai ser utilizado para acionar a seguradora e pedir, de fato, a indenização. E no caso de não haver seguro, esse produtor provavelmente tem contrato de custeio de algum tipo de empréstimo com instituição financeira ou contratos privados com tradings e cooperativas. Então, esse laudo vai ser o documento utilizado para acionar a instituição financeira e pedir o alongamento dessa dívida", explicou.
"Tem que estar. A gente que é batalhador mesmo, a gente da roça, porque está no sangue. Senão, a gente tinha largado mão. A vontade é vender e ficar na cidade, mas a gente, porque está no sangue, vem de família e a gente é persistente", completou o cafeicultor.
Open Questions
- Quais regiões produtoras específicas foram afetadas?
- Qual é o volume total estimado de perdas financeiras?







