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Condomínios em Curitiba registram alta expressiva; Batel lidera com R$ 1.504
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G15/25/2026Real_estate3 min readBrazil

Condomínios em Curitiba registram alta expressiva; Batel lidera com R$ 1.504

Quick Look

  • Pesquisa da Loft revela que condomínios residenciais em Curitiba tiveram alta média de 24% nos primeiros quatro meses de 2026.
  • Bairro Batel lidera com valor médio de R$ 1.504 e aumento de 60%.

AI-generated summary

Why It Matters

A pesquisa da Loft analisou 26 mil anúncios residenciais online nos primeiros quatro meses de 2026, comparando com o mesmo período do ano anterior. O estudo aponta um aumento médio de 24% nas taxas de condomínio em Curitiba.

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Os dados, que consideram os quatro primeiros meses de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, foram revelados em uma pesquisa que analisou 26 mil anúncios residenciais online. O estudo é da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias. Veja tabela com os valores médios abaixo.

Conforme o levantamento, o preço médio mais alto da capital fica no Batel, custando R$ 1.504. O crescimento no bairro foi de 60% em um ano.

Hugo Lange tem a segunda média mais alta, com R$ 1.184 e aumento de 48%.

Bairros de Curitiba registram alta nas taxas de condomínio, revela pesquisa — Foto: Divulgação/Governo do Paraná

Em valores, o bairro Campo Comprido é o sétimo com a maior média de preço: R$ 870. Entretanto, fica em primeiro na lista em aumento percentual. A alta foi de 61%.

No bairro mais populoso de Curitiba, a Cidade Industrial, o aumento foi de 24% no período analisado. O valor médio cobrado é de R$ 545.

Ao todo, 29 bairros aparecem na pesquisa. Deles, apenas quatro tiveram queda nos valores médios: Mercês, São Francisco, Seminário e Tatuquara.

Confira a lista abaixo:

Valor médio dos condomínios de Curitiba

BAIRRO VALOR MÉDIO AUMENTO EM 1 ANO Batel R$ 1.504 60% Hugo Lange R$ 1.184 48% Mossunguê R$ 1.050 32% Bigorrilho R$ 980 9% Juvevê R$ 931 33% Água Verde R$ 920 37% Campo Comprido R$ 870 61% Ahú R$ 834 19% Cabral R$ 820 10% Centro Cívico R$ 801 14% Campina do Siqueira R$ 800 18% Seminário R$ 700 -12% Vila Izabel R$ 700 17% Mercês R$ 690 -15% Alto da Rua XV R$ 650 6% São Francisco R$ 600 -14% Cidade Industrial R$ 545 24% Portão R$ 520 45% Capão Raso R$ 490 22% Vista Alegre R$ 450 0% Atuba R$ 430 2% Pinheirinho R$ 425 21% Fazendinha R$ 420 20% Tingui R$ 400 25% Santa Cândida R$ 380 27% Campo de Santana R$ 350 1% Tatuquara R$ 350 -3% Tarumã R$ 347 7% Alto Boqueirão R$ 300 0%

Mais sobre moradia:

Impacto do condomínio na renda do curitibano

Em Curitiba, o rendimento nominal mensal domiciliar per capita é de R$ 4.662,13, segundo dados da PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando o valor médio dos condomínios na capital em 2026, de R$ 580, mais de 12% da renda média do trabalhador curitibano fica comprometida — sem contar o valor do aluguel.

Pedro Paulo de Oliveira é servidor público na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mora no bairro Juvevê desde 2022. Ele relata que, quando se mudou para o imóvel, o valor do aluguel era de R$ 1.100, enquanto a taxa de condomínio custava R$ 460. Desde então, os reajustes anuais elevaram os custos da moradia. Atualmente, ele paga R$ 1.600 de aluguel e R$ 690 de condomínio.

Segundo ele, o aumento contínuo das despesas impacta diretamente no orçamento mensal e exige maior planejamento financeiro para manter os gastos em equilíbrio.

"Está cada vez mais difícil encontrar aluguéis abaixo de R$ 2.000, mesmo em imóveis pequenos. Parece que esse aumento que o incidiu no pós-pandemia, que parecia momentâneo, virou uma constante. Pra ter uma ideia, até 2019 eu morava num apartamento de uns 40m² e pagava R$ 750 de aluguel e R$ 200 de condomínio."

Para o gerente de dados Fábio Takahashi, da Loft, os custos dos condomínios vêm sendo pressionados principalmente por reajustes, como o aumento nas contas de água e energia elétrica e pela necessidade constante de manutenção preventiva nos edifícios.

O crescimento de novos empreendimentos no mercado imobiliário, especialmente condomínios que costumam ter estruturas maiores e mais serviços agregados, também impactam o valor médio das taxas.

"O condomínio é um custo fixo relevante e tende a crescer acima da inflação em períodos de pressão sobre custos de manutenção, segurança e serviços. Em Curitiba, o mercado vem passando por uma forte renovação do estoque de imóveis, com novos empreendimentos de padrão mais elevado entrando em oferta e puxando o condomínio médio para cima."

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Open Questions

  • Quais fatores específicos impulsionaram a queda nos valores em Mercês, São Francisco, Seminário e Tatuquara?
  • Qual a projeção de aumento para os próximos anos?
  • Como a alta dos condomínios afeta o mercado de aluguel a longo prazo?
  • Existem políticas públicas ou iniciativas para mitigar o aumento dos custos de condomínio?

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This article was originally published by G1.

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