
O consumo médio de energia elétrica nas residências brasileiras voltou a se aproximar do recorde histórico de dezembro de 1998, atingindo em agosto o nível mais alto do século XXI, após quase três décadas de recuperação lenta desde o racionamento de 2001-2002, apesar da adoção de práticas de eficiência como lâmpadas LED e aparelhos com selo Procel.
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Após o racionamento de energia elétrica em 2001 e 2002, o consumo residencial no Brasil caiu acentuadamente e levou quase 30 anos para retornar aos níveis próximos ao recorde histórico de dezembro de 1998.
O gasto de energia elétrica reflete mudanças profundas ao longo do tempo. O consumo médio das residências voltou a se aproximar do maior patamar já registrado na história.
O Brasil está bem perto do recorde, atingido em dezembro de 1998. Em agosto deste ano, o dado mais recente, a média chegou ao nível mais alto do século XXI.
Ao longo desse período, os apagões e o racionamento de 2001 e 2002 provocaram uma queda acentuada no consumo.
Depois daquela crise, as estimativas indicavam que, por volta de 2010, as famílias brasileiras estariam novamente consumindo energia nos mesmos níveis anteriores ao apagão. Mas esse retorno levou quase 30 anos.
“Isso não é um dado negativo. Ao contrário, é um dado positivo, porque o consumidor residencial passou a ser mais racional no consumo de energia elétrica”, afirma Nivalde de Castro, coordenador do GESEL (Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ).
O engenheiro Márcio Américo é especialista em eficiência energética e relembra dicas para economizar no dia a dia. “Utilizar o sensor de presença. Nós temos aqui uma sala com iluminação LED, com luminária eficiente. Mas o que adianta fazer esse tipo de processo se você deixar acesa, com o ambiente desocupado?”, questiona.
Entre as orientações estão usar lâmpadas de LED, manter geladeiras em ambientes arejados e escolher aparelhos de ar-condicionado com selo Procel e etiqueta com a letra A, indicando que gastam menos energia.
Só que, mesmo com essas práticas já bem conhecidas, o consumo residencial vem crescendo. Segundo os especialistas, isso ocorre por vários motivos:
Os especialistas ressaltam também que a situação atual é muito diferente daquela da virada do século. “O que tem mais crescido na matriz elétrica brasileira é a energia solar e a energia eólica, com a grande vantagem de serem renováveis e não poluidoras”, explica Nivalde.
Márcio Américo afirma que a estrutura de distribuição e transmissão de energia e o sistema elétrico interligado estão bem dimensionados. “Você tem uma matriz energética basicamente limpa. No Brasil, quase 89% da energia é renovável”, diz.
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A study by Ex Ante Consultoria for Abrace shows that the cost of energy, embedded in products and services, is the main responsible for Brazilian inflation since 2000. The increase in electricity and fuel prices compromises the competitiveness of the national industry.

Inmet predicts temperatures 1.5 °C to 2 °C above average in the North Region in October. Equatorial Pará warns that extreme heat, combined with clandestine connections, increases the risk of overheating, wiring fires and supply interruptions.
The federal government announced the expansion of the tax exemption on gasoline and new subsidies for imported ethanol and diesel. The package, costing R$5.2 billion over 30 days, aims to contain the impact of the international oil price rise, justified by the conflict in the Middle East.

The Trump administration changed the Reap program, which finances renewable energy for farmers. The new rule requires projects to be completed before applying for subsidies, making access to capital more difficult for small producers and rural companies.
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