
AI-generated summary
Desde a redemocratização após a ditadura militar, os debates presidenciais no Brasil têm sido ocasionalmente evitados por candidatos líderes nas pesquisas, começando com Collor em 1989 e se repetindo com FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro em diferentes eleições.
Todo mundo sempre disse que os debates são um instrumento de esclarecimento do eleitor e uma ferramenta essencial do sistema democrático. Não é bem assim, e todos nós –jornalistas, analistas políticos, donos de veículos de comunicação e instituições que garantem as bases da República, como o STF e o TSE– sabemos disso.
A verdade é que, desde 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de 21 anos de ditadura militar, temos consciência de que debates eleitorais são antes de tudo parte do armamento utilizado como estratégia eleitoral dos candidatos.
O resumo histórico que se segue é bem conhecido, mas vale a pena lembrar.
Em 1989, Collor não compareceu a nenhum dos seis encontros antes do primeiro turno e foi ajudado escandalosamente pela Globo no segundo debate de que participou, dias antes da eleição, tanto na preparação para o evento quanto na edição exibida pela emissora.
Fernando Henrique Cardoso foi apenas a um dos três debates realizados em 1994, abrindo mão dos demais após assumir a liderança das pesquisas. Venceu a eleição no primeiro turno. Em 1998, FHC não participou de debates e, novamente, venceu a eleição no primeiro turno.
Favorito em 2002, Lula participou de dois debates no primeiro turno e aceitou debater apenas uma vez com José Serra no segundo turno, abrindo mão de outros dois convites para eventos do gênero.
Em 2006, com folga nas pesquisas, Lula não compareceu a três debates no primeiro turno. No da Globo, a cadeira vazia do candidato à reeleição foi exibida durante o encontro. Lula debateu com Alckmin no segundo turno na Band e na Globo.
Em 2010, possivelmente buscando tornar mais conhecida sua imagem, Dilma Rousseff participou de seis debates no primeiro turno e de quatro no segundo. Em 2014, novamente, Dilma apareceu fartamente em debates –cinco no primeiro turno, quatro no segundo.
Jair Bolsonaro, em 2018, participou de dois debates no primeiro turno. Após a facada que sofreu, em 6 de setembro, não participou mais de nenhum. Favorito nas pesquisas do segundo turno, cancelou sua participação no debate da Globo e deu, no mesmo horário, uma entrevista à Record. Na ocasião, as campanhas de Fernando Haddad, Henrique Meirelles e Guilherme Boulos acionaram o TSE, sem sucesso, pedindo que a entrevista não fosse ao ar.
Em 2022, na acirradíssima disputa entre Lula e Bolsonaro, os dois candidatos estimularam a realização de debates em pool no primeiro turno –foram apenas três. No segundo turno, com vantagens nas pesquisas, Lula não participou de dois dos quatro debates organizados; Bolsonaro esteve em todos.
O que aconteceu em 2026 não difere muito do cenário resumido acima. Candidato à reeleição, confrontado por cinco candidatos de oposição no espectro da direita e da extrema direita, Lula não viu vantagens em participar de debates e não foi a nenhum. Flávio Bolsonaro (PL) também não foi.
Ao desistir de participar do debate da Globo, na noite de 1º de outubro, Flávio perdeu a oportunidade de solar num evento no horário nobre da maior emissora do país. O candidato do PL desistiu poucas horas antes do início do evento sob a justificativa de que a Justiça impôs restrições ao debate. E a desistência de Flávio serviu de pretexto para que a Globo cancelasse o evento.
A decisão do ministro Gilmar Mendes de exigir que a Globo convidasse Renan Santos (Missão) pode ser questionada, mas não me parece que tenha sido a razão que levou Flávio a desistir. Diversos analistas políticos, da direita à esquerda, afirmaram que ele temia o confronto com Santos no debate.
AI outlook — possibilities, not facts
O TSE abrirá um procedimento para investigar se a desistência de Flávio Bolsonaro cumpriu as regras de campanha eleitoral.
Possible · Within weeks
Renan Santos ganhará visibilidade nacional devido à polêmica em torno do debate cancelado.
Likely · Within weeks

The candidate for the government of Minas Gerais, Patrus Ananias (PT), stated that he intends to expand dialogue with civil society organizations, unions and social movements if he is elected. He participated in a meeting with representatives of these groups and university professors in the central campaign committee, received letters and manifestos, and in the afternoon he took part in a PT march alongside President Lula, gathering at Praça da Liberdade and ending at Praça Tiradentes, in Belo Horizonte.

Candidates for the government of Acre in the 2026 elections released their campaign agendas this Friday (2), with activities such as motorcades, walks, meetings and banners in several cities in the state. Mailza Assis, Alan Rick, Tião Bocalom and Thor Dantas participated in events, while Dr. Luisinho and Eudo Raffael did not send their agendas.

Candidate João Campos announced plans to triple the BR-101 Metropolitana between Abreu e Lima and Cajueiro Seco, build four viaducts and footbridges, implement the Muribeca–Prazeres road bypass and duplicate other highways, in addition to promising the 13th of Bolsa Família and the Hospital Geral Metropolitano.

The candidates for the government of Paraíba, Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL), Lucas Ribeiro (PP) and Camilo Duarte (PCO), completed campaign schedules in João Pessoa, Campina Grande and Santa Rita, with meetings, walks, plenary sessions and marches, while the first round of elections is scheduled for October 4th and the second for the 25th of the same month.

The candidate for the government of Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), stated in a motorcade on Avenida Afonso Pena, in Belo Horizonte, that he intends to increase state revenue without creating new taxes and allocate the majority of public resources to health, in addition to expanding investments in the area.

The first round of elections will be on October 4th and the second on the 25th of the same month. Candidate Professor Maria do Carmo met with the strategic team in the morning, rode a motorbike in Presidente Figueiredo in the afternoon and met leaders in the capital in the evening. Gilberto Vasconcelos participated in the launch of a book at the party headquarters during the night. Cabo Daciolo visited communities in Manaus and in the interior of the state.