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BackDelegado e dois agentes presos em operação contra desvio de drogas em João Pessoa
Delegado e dois agentes presos em operação contra desvio de drogas em João Pessoa
Urgent
G16/3/2026Crime3 min readBrazil

Delegado e dois agentes presos em operação contra desvio de drogas em João Pessoa

Quick Look

  • Delegado Braz Morroni e dois agentes da Polícia Civil foram presos em João Pessoa por suspeita de desviar drogas apreendidas e revendê-las com facção criminosa.
  • Pedido de prisão domiciliar foi negado.

AI-generated summary

Why It Matters

A operação 'Perfídia' investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas, com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas.

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Morroni foi preso, na terça-feira (2), por suspeita de participação em um esquema de desvio de drogas apreendidas pela Polícia Civil, que teriam sido revendidas ilegalmente em parceria com uma facção criminosa. Outras oito pessoas foram presas durante a operação que resultou no afastamento do delegado, entre eles dois agentes da corporação.

O pedido, conforme documento que o g1 teve acesso, era baseado em documentos de saúde de 2023 e 2024, com informações de que ele foi diagnosticado com câncer de próstata e submetido a uma cirurgia naquele período. A juíza destacou que não foi anexado nenhum laudo ou relatório médico atualizado de 2026 que demonstrasse o reaparecimento da doença, complicações em curso ou um quadro atual de extrema debilidade física.

A magistrada da audiência de custódia, Michelini de Oliveira Dantas, da 1ª Vara Regional de Garantias de João Pessoa, também ressaltou que o exame traumatológico realizado no dia da audiência atestou a integridade física do custodiado e não registrou qualquer lesão ou queixa de debilidade que viesse a justificar a conversão em domiciliar. Braz Morroni foi mantido preso em caráter temporário, por 30 dias, e encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, na capital do estado.

Um outro argumento utilizado pela juíza da audiência para indeferir a conversão da prisão foi de que, com exceção de casos urgentes e específicos, não é possível analisar pedido de prisão domiciliar humanitária pela audiência de custódia e, sim, no âmbito do processo que autorizou a prisão inicial. No caso, quem deve avaliar o mérito do pedido é a 2ª Vara de Garantias de João Pessoa.

Ao g1, a defesa do delegado disse que o mérito vai ser avaliado pela juíza Conceição Marsicano, titular da Vara, que emitiu os mandados de prisão temporários para o delegado e os outros alvos da operação. Ele afirmou também que, inicialmente, a juíza pediu vistas do processo para que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) emita um parecer sobre a concessão da prisão domiciliar ao delegado. Somente após este parecer ela deve definir o mérito do pedido.

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.

Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • A juíza Conceição Marsicano definirá o mérito do pedido de prisão domiciliar após parecer do Ministério Público.

    Very likely · Within days

  • Mais prisões e apreensões podem ocorrer à medida que a investigação avança.

    Likely · Within weeks

Open Questions

  • Qual a extensão total do esquema de desvio de drogas?
  • Quantos outros agentes públicos estão envolvidos?
  • Como a facção criminosa operava em conjunto com os policiais?
  • Quais as consequências para a carreira dos agentes presos?

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This article was originally published by G1.

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