
Prestação de contas parcial no TSE mostra empresários do agronegócio entre os maiores doadores; candidatos detalham planos para a agricultura.
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A prestação de contas parcial das campanhas presidenciais no TSE aponta doações de empresários do agronegócio.
A prestação de contas, ainda parcial, registrada pelas campanhas dos candidatos à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os maiores doadores individuais de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são pessoas ligadas ao agronegócio.
⚖️ A legislação eleitoral proíbe doações de pessoas jurídicas, como empresas, a campanhas eleitorais. As contribuições de pessoas físicas são permitidas, dentro dos limites legais.
No topo do ranking de doadores da campanha de Lula está Erasmo Carlos Battistella, que contribuiu, até o momento, com R$ 500 mil. O empresário é CEO da Be8, produtora de biodiesel, e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo federal, o "Conselhão".
O empresário doou a mesma quantia à campanha de Flávio Bolsonaro, cujo primeiro lugar na lista de doadores é ocupado por outro nome do agro, Eloi Vitório Marchett, empresário ligado ao setor de soja. Marchett doou, até o momento, R$ 2 milhões ao senador do PL.
🔎 O levantamento do g1 com o ranking dos doadores é parcial. O prazo para a prestação de contas por parte das campanhas que foram ao segundo turno termina em 14 de novembro.
O agronegócio responde por cerca de 25% do PIB brasileiro e é um dos principais motores da economia do país. As demandas do setor vão da produção rural à indústria e à exportação.
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As propostas dos candidatos para a atividade rural reúnem desde a produção de grãos e a pecuária até a agroindústria, a fabricação de biocombustíveis e a exportação de alimentos.
Veja as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para o agronegócio e as principais reivindicações das entidades do setor para o próximo presidente.
Lula (PT)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento do Plano Safra 2023/2024. — Foto: Ricardo Stuckert/PR
O plano de governo de Lula propõe fortalecer o crédito rural via Plano Safra, garantir uma política de crédito para pequenos produtores com o Pronaf, a expansão do Plano Safra da Agricultura Familiar e a simplificação do acesso ao crédito, inclusive com a digitalização dos serviços.
Lula também prevê, se reeleito, ampliar o seguro rural e criar um programa nacional de resiliência climática no campo, com medidas de conservação do solo, expansão da irrigação, agricultura de precisão e modernização dos sistemas de previsão meteorológica e alerta aos produtores.
O candidato defende modernizar a agricultura e a pecuária sustentáveis, com apoio da Embrapa. Também propõe, caso seja reeleito, continuar a produção nacional de fertilizantes e fortalecer a produção de biocombustíveis, como etanol, biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF), além de incentivar o aproveitamento de resíduos agroindustriais para gerar bioenergia e biogás.
Na área comercial, Lula promete fortalecer a diplomacia para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a mercados internacionais, destacando os 656 novos mercados abertos na atual gestão.
O plano também prevê estimular a emissão de títulos do agronegócio no mercado de capitais, incentivar pesquisas e o desenvolvimento tecnológico aplicado ao setor e mobilizar investimentos privados para a transformação ecológica.
Para a agricultura familiar, Lula prevê, se reeleito, ampliar a assistência técnica e facilitar o acesso a financiamento e máquinas adaptadas aos pequenos produtores. Também propõe fortalecer o seguro rural e o Garantia-Safra, manter programas de compra de alimentos e ampliar a participação de produtos in natura ou minimamente processados na merenda escolar.
O plano inclui reforma agrária, regularização fundiária, incentivo à agroecologia, acesso à água em regiões com estiagem e apoio à pesca artesanal e à aquicultura familiar.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), percorreu a Norte Show 2026, em Sinop (MT). — Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
O plano de governo do candidato do PL, apresentado à Justiça Eleitoral, propõe ampliar a conectividade no campo, com acesso à internet em áreas rurais de baixa cobertura, dando continuidade ao programa Wi-Fi Brasil, criado no governo do pai dele, Jair Bolsonaro (PL).
Flávio defende simplificar as autorizações para irrigação, desenvolver polos de irrigação no Matopiba e no semiárido e ampliar o uso de água de reuso.
Na área fundiária, o candidato propõe acelerar a regularização e a titulação de pequenas propriedades rurais, além de unificar os cadastros fundiário e ambiental em um único sistema.
O candidato também prevê, se eleito, ampliar o saneamento rural, fortalecer o seguro rural e aumentar a capacidade de armazenamento das safras.
Para reduzir a dependência externa, Flávio defende incentivar a produção nacional de fertilizantes a partir de recursos minerais disponíveis no Brasil, como potássio e fosfato. O plano também prevê medidas para facilitar a securitização e a reorganização das dívidas dos produtores rurais.
Na área de energia, o candidato propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, incluindo etanol, biodiesel, HVO, combustível sustentável de aviação (SAF) e biogás.
Entre as medidas propostas estão oferecer linhas especiais de financiamento para empresas de biogás, incentivar a produção de biomassa por meio do Plano Safra, ampliar o RenovaBio no exterior e buscar soluções para enfrentar sanções dos Estados Unidos, da China e da Europa contra produtos brasileiros.
Os desafios do setor: do equilíbrio fiscal às políticas de Estado
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta como "necessidade imperativa" o controle dos gastos públicos para conter a dívida nacional e permitir a queda das taxas de juros, que afetam o endividamento dos produtores.
A entidade também cobra a reformulação das regras dos programas sociais para incentivar a reinserção produtiva e combater a escassez de mão de obra no campo, apontada por 44,5% dos produtores como o principal desafio do setor, segundo um estudo da CNA.
Já a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgou uma carta aos presidenciáveis propondo uma agenda estratégica para o setor, em que defende políticas de Estado organizadas em cinco desafios centrais:
A criação de uma política nacional de financiamento, seguro rural e resiliência climática no agro;
Uma política industrial para fortalecer as cadeias do setor;
A implantação de um modelo permanente de governança, planejamento e financiamento, coordenando investimentos públicos e privados e reduzindo gargalos;
A valorização da agroindústria por meio de iniciativas permanentes de comunicação institucional, educação e aproximação com a sociedade;
O fortalecimento da defesa comercial para abrir mercados e consolidar o protagonismo global do Brasil em agricultura tropical, bioeconomia e transição energética.
Para o próximo presidente da República, a entidade propõe a construção de um ambiente institucional ágil e previsível, capaz de atrair capital privado, acelerar a transição tecnológica e a governança de dados no campo, além de instituir uma política nacional de comunicação e educação baseada em evidências científico-técnicas para combater a desinformação.
AI outlook — possibilities, not facts
Fim do prazo para prestação de contas das campanhas no segundo turno.
Very likely · Within weeks

Minister Ricardo Villas Bôas Cueva ordered Meta and X to send reports on the reach of Nikolas Ferreira and Pablo Marçal's publications every six hours. The decision responds to a request from Lula's campaign, which alleges the dissemination of false information.
Political highlights include Flávio's promises on deforestation, Lula's statements about the Central Bank, Meta's decision on the support channel and campaign logistics in the 2nd round, as well as guidance on checking voter registration cards.

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The Government of Piauí increased free intercity and semi-urban public transport for the second round of elections. The measure, established by Decree No. 24,783, aims to facilitate voters' access to voting locations during the weekend.

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