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Empreiteiro é preso por maus-tratos e trabalho análogo à escravidão em MT
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G15/25/2026Crime2 min readBrazil

Empreiteiro é preso por maus-tratos e trabalho análogo à escravidão em MT

Quick Look

  • Um empreiteiro foi preso em Mato Grosso após ser acusado de maus-tratos e manter trabalhadores em condições análogas à escravidão.
  • As vítimas, vindas do Rio Grande do Sul, relataram que parte dos salários era retida e que foram ameaçadas.

AI-generated summary

Why It Matters

Trabalhadores gaúchos foram a Mato Grosso com promessa de emprego, mas foram submetidos a condições degradantes e recebiam metade do salário. Um deles relatou agressão após ser acusado de furto.

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Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada depois de uma das vítimas relatar ter sido agredida. No local, os trabalhadores contaram que saíram do Rio Grande do Sul com a promessa de trabalho em Mato Grosso.

Conforme a PM, eles foram contratados por um empreiteiro que, segundo as vítimas, pegava parte dos salários deles e era o responsável pelos maus-tratos.

O g1 entrou em contato com o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT), que acompanha casos de resgates, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

As vítimas afirmaram à polícia que estavam alojadas em uma casa pertencente ao empreiteiro, na comunidade Rio Verde, e eram levadas diariamente para trabalhar na fazenda, onde o homem atuava. Conforme os relatos, o empregador vinha reclamando do rendimento dos funcionários e os ameaçava, dizendo que os deixaria sem recursos para retornar ao estado de origem.

Os trabalhadores contaram ainda que foram contratados para permanecer três meses no serviço, porém recebiam apenas metade do salário mensal, ficando o restante para pagamento ao final do período combinado.

Na sexta-feira, durante o deslocamento até a fazenda, o suspeito acusou os trabalhadores de terem furtado uma caixa de som de sua residência. Ao negar a acusação, uma das vítimas teria sido agredida com tapas e chutes, e depois procurou a polícia.

Os militares realizaram buscas no alojamento utilizado pelos trabalhadores e registrou imagens do local em condições degradantes. Inicialmente, o suspeito não foi encontrado, mas depois foi localizado em uma estrada próxima. Após abordagem, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

Dados do relatório 'Conflitos no Campo Brasil 2025', lançado pela Comissão Pastoral da Terra de Mato Grosso (CPT-MT), destacam que Mato Grosso lidera o ranking nacional de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão em 2025, enquanto também registra avanço dos conflitos agrários e aumento das ameaças de despejo no estado.

Segundo o levantamento, 606 trabalhadores foram liberados de situações degradantes no estado apenas no ano passado. O principal caso ocorreu no mês de agosto de 2025, em Porto Alegre do Norte, a 1.021 km de Cuiabá, onde 586 pessoas foram encontradas em condições análogas à escravidão durante a construção de uma usina de etanol.

Outro resgate envolveu 20 trabalhadores submetidos a irregularidades no corte de empilhamento de madeira e uma fazenda em Nova Maringá, a 379 km da capital.

Open Questions

  • Qual a situação atual do empreiteiro após a prisão?
  • O Ministério Público do Trabalho já se pronunciou sobre o caso?
  • Quantos trabalhadores foram resgatados no total nesta ocorrência específica?
  • Haverá alguma medida de reparação para os trabalhadores afetados?

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This article was originally published by G1.

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