
Familiares aguardam filhos na porta dos locais de prova em Goiânia durante a primeira etapa do exame
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A primeira etapa do Enem 2026 ocorreu no domingo (8) em Goiânia. Segundo o Ministério da Educação, 166,9 mil pessoas se inscreveram no exame em Goiás, sendo 82,8 mil estudantes do ensino médio e 71,5 mil da rede pública. A segunda etapa acontece no próximo domingo (15), com provas de ciências da natureza e matemática.
Estudantes e familiares enfrentaram ansiedade na primeira etapa do Enem 2026, no domingo (8), em Goiânia. Os candidatos relataram rotinas puxadas entre trabalho e estudos.
Helena Najar, de 17 anos, concilia o trabalho de Jovem Aprendiz com os estudos. Já Gabriel Henrique, de 20 anos, usava as madrugadas para estudar enquanto trabalha como motorista.
Familiares como Emily Cavalcante aguardaram os filhos na porta dos locais de prova. O voluntário Lorival José da Silva, de 23 anos, também prestou apoio emocional aos candidatos.
Helena Najar avaliou positivamente seu desempenho na redação sobre a valorização do SUS. Contudo, ela relatou preocupação com as provas de matemática e ciências no domingo (15).
Segundo o Ministério da Educação, Goiás registrou 166,9 mil inscritos no exame. Desse total, 82,8 mil são estudantes do ensino médio e 71,5 mil são da rede pública.
O domingo (8) foi marcado por ansiedade e apreensão estudantes e famílias para a primeira etapa de provas do Enem 2026, em Goiânia. Em entrevista ao g1, quem fez a prova e pais que acompanhavam os estudados em frente ao local de prova sobre a rotina puxada entre trabalho e estudos em busca de realizar o sonho de entrar na universidade.
Entre os casos está o de Helena Najar, de 17 anos, que fez a prova pela segunda vez. Ela disse que está determinada a alcançar o objetivo de ser fisioterapeuta esportiva. A aluna contou que tem uma rotina puxada, dividida entre os estudos e o trabalho como Jovem Aprendiz.
"Eu fazia o cursinho à noite, estudava de manhã e trabalhava à tarde [...]. É cansativo, com certeza, mas vale a pena", disse a candidata.
Gabriel Henrique tem 20 anos e há dois anos trabalha como motorista de aplicativo. Ele contou que pretende estudar marketing e usava as madrugadas para estudar e equilibrar com a rotina puxada no trabalho.
O jovem contou que já fez jornadas de 12 horas de trabalho para garantir o sustento de casa, mas sabe que está no caminho certo:
"Vai dar certo um dia", brincou.
Ansiedade
Para dividir a agonia e dar apoio emocional, alguns familiares decidiram aguardar os filhos concluírem o exame na porta dos locais de prova, em Goiânia.
Sentada em um papelão na porta da universidade, Emily Cavalcante contou ao g1 que acompanhou a dedicação do filho para a prova e estava confiante no potencial dele. "Estou aqui na expectativa", afirmou.
Lorival José da Silva, de 23 anos, faz parte da Força Jovem Universal (FJU) e, por meio do projeto universitário, busca, junto aos demais integrantes, prestar apoio aos alunos e ajudá-los a se tranquilizar para a prova.
"Muitos se preparam durante todo o ano para fazer essa prova. Então a gente vem para tentar dar esse apoio a eles, apoio emocional também. Tínhamos um cantinho ali para o aluno sentar, conversar um pouco e desabafar. Então tudo isso é para prestar um apoio ao aluno", afirmou.
Primeira etapa
Após a prova, Helena afirmou que estava confiante de que havia tirado uma boa nota na primeira etapa, embora tenha se surpreendido com o tema da redação com o tema "A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal".
Ela disse estar mais preocupada com o segundo dia de provas, quando serão realizadas as provas de ciências da natureza e matemática.
No próximo domingo (15), os alunos enfrentam a segunda do Enem.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 166,9 mil pessoas se inscreveram para o exame em Goiás, sendo 82,8 mil estudantes do ensino médio. Do total, 71,5 mil são da rede pública de educação.

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