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Esquema de duplicatas falsas movimentou R$ 225 milhões em SP e MG
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G16/27/2026Crime3 min readBrazil

Esquema de duplicatas falsas movimentou R$ 225 milhões em SP e MG

Quick Look

  • Polícia desarticula esquema que movimentou R$ 225 milhões com duplicatas falsas.
  • Empresa de fachada emitia títulos fictícios vendidos a securitizadoras, causando prejuízos milionários.
  • Operação cumpriu mandados em SP e MG.

AI-generated summary

Why It Matters

Um esquema criminoso utilizava uma empresa de fachada para emitir notas fiscais e duplicatas falsas, vendendo-as posteriormente a fundos de investimento e securitizadoras. O esquema funcionou inicialmente, mas tornou-se insustentável com o aumento dos aportes, levando ao desaparecimento da empresa e a prejuízos milionários.

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Segundo as investigações, o esquema funcionava por meio de uma empresa de fachada no ramo alimentício que emitia notas fiscais e duplicatas falsas em nome de empresas fictícias.

🔎 A duplicata é um título de crédito emitido por empresas para formalizar uma venda a prazo de mercadorias ou prestação de serviços. Ela funciona como uma promessa de pagamento, servindo para comprovar a dívida e permitir que a empresa credora antecipe o recebimento do valor no mercado financeiro.

Esses títulos eram vendidos a fundos de investimento e securitizadoras, que são empresas especializadas em transformar dívidas e direitos de recebimento futuros em títulos de investimento negociáveis no mercado.

"Com esses títulos em mão, eles levavam às securitizadoras, e elas compravam esses títulos. Hipoteticamente, se o título valesse R$ 10 mil, as securitizadoras pagavam 80% do valor. A empresa recebia R$ 8 mil e tinha esses R$ 2 mil que seriam os juros, a mora, o lucro dessas securitizadoras", diz o delegado Ivan Constâncio.

De acordo com o delegado, no início, o esquema funcionou de maneira correta, o que gerou confiança no mercado financeiro.

No entanto, com o aumento dos aportes, os negócios se tornaram insustentáveis, a empresa deixou de honrar com os pagamentos e "desapareceu", o que gerou prejuízos milionários às securitizadoras.

"No começo, esse esquema funcionou de uma forma correta, o que gerou uma garantia à empresa junto ao mercado. Então, o aporte das securitizadoras foi aumentando mês a mês. A gente tem ideia de três securitizadoras que aportaram milhões de reais nessa empresa, acreditando que aquelas duplicatas seriam honradas futuramente. Como o valor se transformou em um grande montante, essa empresa, literalmente, desapareceu, o local físico foi fechado, os funcionários foram todos mandado embora."

Dinheiro apreendido com grupo que movimentou R$ 225 milhões com empresas e duplicatas fictícias no interior de SP — Foto: Polícia Civil

Ainda segundo as investigações, inicialmente, o grupo usou o valor pago pelas securitizadoras para abrir outras empresas, mas depois esses locais foram fechados e o dinheiro, repassado para pessoas físicas. Os valores obtidos eram movimentados entre várias contas e depois reinseridos na economia, por meio de:

compra de imóveis com valores superfaturados;

aplicações em planos de previdência privada;

aquisição de veículos de luxo pagos em dinheiro.

A operação

Ao todo, 28 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito cidades de São Paulo e Minas Gerais na manhã desta sexta-feira. Imagens gravadas pelos agentes de segurança mostram o cumprimento do mandado em Americana (SP) — assista acima.

Os mandados foram cumpridos em Sumaré (SP), Americana, Santa Bárbara d'Oeste (SP), Nova Odessa (SP), Hortolândia (SP), Limeira (SP), Santa Rita de Caldas (MG) e Andradas (MG).

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após denúncias de empresas do setor de crédito e foram aprofundadas com relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e análises financeiras.

Neste primeiro momento, a Polícia Civil identificou dez pessoas suspeitas de envolvimento no esquema, sendo que sete delas prestaram depoimentos nesta sexta. As outras três não foram localizadas, incluindo o apontado como mentor do grupo.

Os suspeitos devem responder por estelionato qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Carros de alto valor, celular e dinheiro em espécie apreendidos em operação da Polícia Civil de Piracicaba (SP). — Foto: Divulgação/Polícia Civil de Piracicaba

O que foi apreendido?

Durante a operação desta sexta-feira, os policiais apreenderam documentos, contratos, anotações contábeis e equipamentos eletrônicos, além de uma quantia de dinheiro em espécie. Três veículos de alto valor também foram apreendidos.

Com autorização judicial, também foi iniciada a extração de dados de celulares e computadores apreendidos.

Segundo a Polícia Civil, a medida busca descapitalizar a organização criminosa e garantir eventual ressarcimento às vítimas.

A ação, chamada de "Operação Duplicata Fantasma", é coordenada pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba.

Assista abaixo à reportagem completa:

VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região

Ops!

Open Questions

  • Qual o valor exato do prejuízo total?
  • Quantas pessoas foram efetivamente presas?
  • O mentor do grupo já foi localizado?

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This article was originally published by G1.

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