
Alteração em carta do senador ocorreu após pressão diplomática para evitar ruídos com o governo brasileiro
O governo dos EUA autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro com visto humanitário, mas evitou reconhecê-lo como 'presidente eleito' após o senador usar o termo em uma carta, visando não prejudicar as relações diplomáticas com o governo Lula.
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Flávio Bolsonaro publicou uma carta autodenominando-se 'presidente eleito' do Brasil, termo que foi posteriormente alterado após repercussão diplomática.
Segundo assessores do Departamento de Estado dos Estados Unidos, a expressão poderia dar a entender que o governo americano havia acolhido o senador nessa condição, o que criaria problemas para as relações diplomáticas oficiais entre Brasil e Estados Unidos.
A informação foi divulgada pela colunista do UOL Mariana Sanches e confirmada pelo blog com diplomatas que acompanharam os acontecimentos de ontem.
Segundo os diplomatas ouvidos pelo blog, porém, a alteração ocorreu após uma posição do governo do presidente norte-americano Donald Trump ao tomar conhecimento do conteúdo da carta.
Trump autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro no país e a concessão de visto humanitário a ele e à família.
Segundo assessores do Departamento de Estado, porém, aceitar a autodeclaração de Flávio Bolsonaro como presidente eleito poderia ser interpretado como um rompimento com o governo brasileiro.
Isso não está nos planos do governo Trump. Apesar de fazer críticas ao processo eleitoral brasileiro e levantar suspeitas sobre as eleições, Trump tem elogiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmado que gosta do petista.
Ou seja, uma coisa é receber Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Outra seria acolhê-lo na condição de presidente eleito, o que não está nos planos do governo americano.
Na primeira versão da carta divulgada na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, não reconheceu o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, fraude na eleição. Pouco depois, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”.
Na carta, Flávio Bolsonaro também agradeceu a Donald Trump e a Javier Milei e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e “em segurança”.
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Donald Trump stated that, at Lula's request, he maintained neutrality in the Brazilian elections. The US government also asked Flávio Bolsonaro to remove mentions of 'president-elect' in his communications.
Donald Trump stated that, at Lula's request, he maintained neutrality in the Brazilian elections. The US government also asked Flávio Bolsonaro to remove a section in which he called himself 'elected president'.

Former President Donald Trump stated that he intends to talk to President-elect Luiz Inácio Lula da Silva, but once again questioned the integrity of the Brazilian elections, classifying the process as an "embarrassment".

Italian deputy Angelo Bonelli requested clarification from the Italian Ministries of Foreign Affairs and Interior regarding the speed of granting citizenship to Jair Bolsonaro's children, citing possible privileges in relation to other applicants.

Opium cultivation in Afghanistan quadrupled in 2026, reaching 43 thousand hectares and 1,500 tons of production, defying the 2022 Taliban ban. Extreme poverty is cited as the main factor for farmers' return to poppy production.