
Retirada foi considerada urgente e incomum, com aeronaves partindo enquanto aviões de reabastecimento ainda eram mobilizados
AI-generated summary
A RAF Fairford tem sido usada por bombardeiros americanos em operações no Oriente Médio, incluindo no contexto da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Três semanas antes da retirada, autoridades americanas e britânicas já tinham recebido alertas de um possível ataque apoiado pelo Irã contra a base. Em julho, a Guarda Revolucionária do Irã havia advertido que permitir o uso da base pelos EUA tornaria Londres responsável pelas ações americanas.
Os Estados Unidos se apressaram, durante este fim de semana, para retirar todos os 12 bombardeiros B-1 da Força Aérea de uma base aérea no sul da Inglaterra, depois que comandantes receberam novas ameaças sobre um plano apoiado pelo Irã contra a instalação, disseram neste domingo (4) duas autoridades americanas.
A retirada foi extremamente incomum. Movimentações desse tipo raramente são realizadas com tanta rapidez a partir de uma base aérea aliada em um país em tempos de paz, a milhares de quilômetros de uma zona de combate.
A necessidade de retirar os bombardeiros da base, a RAF Fairford, foi considerada tão urgente que algumas das aeronaves e suas tripulações partiram enquanto aviões de reabastecimento em voo ainda eram mobilizados às pressas para dar apoio à viagem até os Estados Unidos.
Pelo menos três aeronaves haviam pousado em sua base de origem, em Dakota do Sul, até este domingo, disseram as autoridades, sob condição de anonimato para tratar de questões operacionais.
O Comando Europeu do Pentágono confirmou que os bombardeiros haviam deixado a Inglaterra, mas não quis comentar os novos alertas.
"Podemos confirmar agora que todos os bombardeiros americanos destacados para a RAF Fairford estão retornando às suas bases de origem nos Estados Unidos", afirmou o comando em nota. "Os bombardeiros da Força Aérea dos Estados Unidos operam regularmente em várias partes do mundo para apoiar o estado de prontidão global das forças e as necessidades operacionais."
Autoridades americanas não quiseram especificar a natureza das novas informações que levaram à retirada rápida dos bombardeiros da Força Aérea, alguns dos quais haviam acabado de chegar na semana anterior como parte de um rodízio normal de forças.
Uma autoridade americana disse que as novas informações faziam parte dos mesmos alertas de ameaça surgidos três semanas antes, mas que detalhes específicos e a percepção de urgência haviam aumentado nas últimas 24 horas, alarmando os comandantes.
A retirada repentina dos bombardeiros ocorreu uma semana depois de a polícia britânica prender cinco homens que haviam sido vistos, na manhã do domingo anterior, em vans brancas perto da base, usada por bombardeiros americanos na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Os homens foram libertados sob fiança um dia depois, após as autoridades não encontrarem explosivos nas vans.
Mas a polícia afirmou repetidamente que os homens continuam sob investigação, e um cidadão com dupla nacionalidade britânica e iraniana foi preso na quinta-feira (1º), sob suspeita de preparar atos terroristas.
O primeiro-ministro Andy Burnham disse na semana anterior que o governo britânico acreditava que o Irã havia participado do planejamento desses acontecimentos. Autoridades americanas e britânicas, assim como alemãs e israelenses, acreditam que a operação esteja ligada à Guarda Revolucionária do Irã ou a outro quartel-general militar em Teerã. O Irã negou as acusações.
O episódio deixou as autoridades diante de uma série de enigmas enquanto tentam esclarecer os acontecimentos da última semana, entre eles as prisões, a evacuação frenética de 85 casas, o uso de um robô antibombas para procurar explosivos nas vans e uma reunião de segurança nacional convocada por Burnham.
Em julho, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um comunicado alertando que permitir aos Estados Unidos usar a base "torna Londres responsável" pelas ações americanas. "Qualquer base usada para lançar ataques contra o território iraniano", dizia o comunicado, "é um alvo legítimo para nossas forças."
Em setembro, comandantes militares americanos receberam um alerta aterrador de agências de inteligência dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, segundo autoridades americanas informadas sobre o assunto: a RAF Fairford era alvo de um possível ataque apoiado pelo Irã.
Os contornos nebulosos de um plano haviam sido reconstituídos por meio de uma combinação de comunicações interceptadas, informantes e outros dados de inteligência.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que os serviços de inteligência de seu país também alertaram os homólogos britânicos sobre um provável ataque patrocinado pelo Irã, embora não tenham indicado um alvo específico. Avaliações confidenciais advertiam que ataques posteriores provavelmente incluiriam drones.
Após esse alerta inicial no mês passado, a preocupação entre autoridades de toda a Europa aumentou drasticamente. Segundo uma alta autoridade americana, Israel alertou a Alemanha de que as bases dos Estados Unidos no país corriam risco elevado, destacando, em particular, Spangdahlem e Ramstein.
Um plano apoiado pelo Irã para realizar um ataque na Grã-Bretanha representaria uma grande escalada de Teerã contra um país ocidental, aparentemente em retaliação pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
AI outlook — possibilities, not facts
As investigações sobre o suposto plano iraniano continuarão nos próximos semanas, com possibilidade de novas prisões ou divulgação de evidências.
Likely · Within weeks
Os EUA podem aumentar a segurança em outras bases na Europa, como Spangdahlem e Ramstein, devido aos alertas de Israel sobre risco elevado.
Possible · Within days

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