
Daniel Sikkema foi considerado culpado de contratar Alejandro Triana Prevez para assassinar o marchand em janeiro de 2024, no Rio.
Daniel Sikkema foi condenado à prisão perpétua nos EUA por planejar e financiar o assassinato do ex-marido, o galerista Brent Sikkema, morto a facadas em janeiro de 2024 no Rio de Janeiro.
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O galerista Brent Sikkema foi assassinado a facadas em janeiro de 2024 na sua residência no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
Daniel Sikkema foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos nesta quarta-feira (4). Ele foi considerado culpado por planejar e pagar pelo assassinato do galerista Brent Sikkema.
A acusação apontou que Daniel contratou Alejandro Triana Prevez para cometer o homicídio durante um processo de divórcio. O crime foi planejado e financiado pelo ex-marido.
A Procuradoria informou que Daniel fez 11 pagamentos para financiar o plano. Ele usou nomes de amigos, funcionários e parentes para esconder a origem do dinheiro.
O galerista foi assassinado com 18 facadas em 14 de janeiro de 2024. A investigação contou com a colaboração do FBI e de autoridades policiais brasileiras.
Daniel Sikkema, ex-marido do galerista americano Brent Sikkema, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e pagar pelo assassinato do marchand, morto a facadas em janeiro de 2024, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A sentença foi anunciada na quarta-feira (4) pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York. Daniel, de 56 anos, havia sido considerado culpado em maio deste ano pelos crimes de homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer um assassinato em outro país.
Segundo a acusação, Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para matar Brent em meio a um processo de divórcio conturbado. A Justiça americana concluiu que Daniel planejou e financiou o crime.
De acordo com a Procuradoria dos Estados Unidos, Daniel começou a acertar com Prevez o assassinato ainda em 2023. Para financiar o plano, fez 11 pagamentos destinados a ele e a uma pessoa com quem Prevez mantinha um relacionamento em Cuba.
Ainda segundo a acusação, Daniel usou os nomes de amigos, funcionários e parentes, sem o conhecimento deles, para esconder a origem dos pagamentos.
Brent Sikkema, de 75 anos, era um importante galerista de Nova York e fundador da galeria Sikkema Jenkins, conhecida por representar artistas como Vik Muniz e Kara Walker. Ele costumava ficar em uma residência que tinha no Rio.
O crime
Brent foi assassinado em casa em 14 de janeiro de 2024. Segundo a acusação apresentada nos Estados Unidos, Prevez deu 18 facadas no galerista.
A promotoria americana afirmou que, minutos depois do crime, Prevez telefonou várias vezes para Daniel por meio de um número secreto que usavam para se comunicar sobre o plano.
Pouco depois do assassinato, Daniel enviou secretamente US$ 5 mil a Prevez, segundo a acusação, e prometeu outros pagamentos.
Prevez foi preso pela polícia brasileira 4 dias depois do crime. O processo contra ele ainda está em andamento na Justiça brasileira.
Em depoimento citado anteriormente pelo g1, Prevez afirmou que recebeu US$ 9 mil para cometer o assassinato. A defesa de Daniel sustentou durante o julgamento nos Estados Unidos que os pagamentos eram referentes a trabalhos realizados por Prevez.
Condenação nos EUA
Daniel Sikkema foi considerado culpado por um júri federal em 22 de maio, após um julgamento de 2 semanas em Nova York.
Na ocasião, a procuradora federal assistente Meredith Foster afirmou aos jurados que Daniel havia “encomendado e pagado pelo assassinato do marido” e manipulado outras pessoas para executar o plano.
Antes do julgamento, a defesa dizia que Daniel era inocente. Após o veredicto, sua equipe jurídica não informou se recorreria.
A investigação americana teve participação do FBI e contou com a colaboração de autoridades brasileiras, entre elas a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal no estado.

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