Expointer recebe mais de 600 mil visitantes e destaca desafios do agronegócio gaúcho
Quick Look
- A Expointer, uma das maiores feiras do agro da América Latina, recebeu mais de 600 mil visitantes no Rio Grande do Sul, com destaque para o Pavilhão da Agricultura Familiar e mais de 8 mil animais inscritos, incluindo uma vaca Braford avaliada em R$ 500 mil.
- Apesar do sucesso, o setor enfrenta quedas nas exportações devido à tarifa de 25% dos EUA, resultando em perda de US$ 42 milhões e aumento do desemprego, enquanto busca ampliar presença em novos mercados como o Paraguai.
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Why It Matters
A Expointer é uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, realizada anualmente no Rio Grande do Sul, reunindo produtores, pecuaristas e empresas do setor de máquinas agrícolas.
No Rio Grande do Sul, mais de 600 mil pessoas já visitaram a Expointer, uma das maiores feiras do agro da América Latina.
Quem passa por lá dificilmente sai de mãos vazias. O Pavilhão da Agricultura Familiar reúne produtores de várias regiões e é um dos espaços mais procurados da Expointer.
Mais de 8 mil animais estão inscritos na feira. Uma vaca bateu recorde de valorização da raça Braford no Brasil e foi avaliada em R$ 500 mil. Já um touro angus, de quase uma tonelada, é referência genética da raça.
“Muitos mil filhos dele, porque vai para uma central, vai produzir muito sêmen e vai ser distribuído para o mundo”, conta o produtor rural Elio Ottoni.
Mas nem a qualidade dos animais elimina as incertezas do mercado. Os pecuaristas acompanham com preocupação as restrições da União Europeia à carne brasileira.
“A gente tem que trabalhar cada vez mais, produzir animais mais precoces, botar mais tecnologia no campo, produzir de maneira mais efetiva, usar tecnologias novas para poder cobrir esses contratempos, vamos dizer assim”, afirma Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da Raça Santa Gertrudis.
Expointer, uma das maiores feiras do agro da América Latina, recebe mais de 600 mil pessoas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O setor de máquinas agrícolas representa o maior volume de negócios da Expointer. Mas, em 2026, os expositores sentem os efeitos da queda nas exportações. Um reflexo do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos.
“Tivemos uma queda de quase 40% e uma perda de US$ 42 milhões nesses últimos 12 meses. Isso veio a culminar com mais desemprego no setor”, diz Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas do RS.
A estratégia é ampliar a presença em novos mercados. O Paraguai já responde por cerca de 15% das exportações do setor.
“As máquinas, o modo de produção, a inteligência produtiva, acabam sendo do Brasil. Então, hoje em dia, a gente tem uma réplica da produção brasileira já no Paraguai. O Brasil é uma escola, é um case de sucesso que a gente leva para todos os outros países, em especial ao Paraguai”, afirma Roger Maciel, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O setor de máquinas agrícolas buscará ampliar presença em novos mercados como o Paraguai para compensar quedas nas exportações tradicionais.
Likely · Within months
Os pecuaristas aumentarão investimentos em tecnologia e animais mais precoces para atender às exigências do mercado internacional.
Likely · Within months
Open Questions
- Qual será o impacto a longo prazo da tarifa de 25% dos EUA sobre o agronegócio brasileiro?
- Quais novos mercados além do Paraguai estão sendo considerados para diversificação das exportações?
- Como os pequenos produtores da agricultura familiar estão sendo afetados pelas mudanças no comércio internacional?







