Foragido há 14 anos, chefe de facção que assumiu lugar de Marujo é preso em Vitória
Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, era um dos criminosos mais procurados do Espírito Santo e é apontado como mentor de ataques a ônibus em 2025.
Quick Look
- Bruno Trindade da Silva, líder da facção PCV no Espírito Santo, foi preso em Vitória após 14 anos foragido.
- Ele é acusado de liderar o grupo após a prisão de Marujo e de organizar ataques incendiários a oito ônibus em agosto de 2025.
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Why It Matters
Bruno Trindade da Silva assumiu a liderança do PCV após a prisão de Marujo em março de 2024. Ele é acusado de organizar ataques a ônibus em agosto de 2025 como retaliação pela morte de um jovem.
A Polícia Militar prendeu na sexta-feira (28) Bruno Trindade da Silva, chefe de facção foragido há 14 anos. Ele foi detido em Vitória.
Segundo a corporação, ele assumiu a liderança do grupo após a prisão de Marujo em março de 2024. Ele levava criminosos para treinamento no Rio de Janeiro.
A polícia reforçou a segurança no Complexo da Penha. Bruno é apontado como responsável por ataques que incendiaram 8 ônibus em agosto de 2025.
O capitão Secchin afirmou que o pai de um jovem morto em confronto buscou Bruno para organizar os ataques com incêndios a ônibus.
A defesa de Bruno declarou que ele cumprirá a condenação, mas questiona o regime semiaberto na Justiça. O advogado nega envolvimento atual com o crime.
Um dos chefes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção que atua no Espírito Santo, foi preso pela Polícia Militar na noite de sexta-feira (28). Bruno Trindade da Silva, conhecido como MM, estava foragido há 14 anos e constava na lista dos criminosos mais procurados do estado.
Bruno foi encontrado na casa da mãe dele, no bairro da Penha, na capital. Segundo o capitão Secchin, da Polícia Militar, MM teria assumido a liderança da facção no Complexo da Penha após a prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo, em março de 2024.
Ainda segundo a PM, o traficante costumava levar criminosos de Vitória para comunidades no Rio de Janeiro, onde recebiam treinamento com armas e estrutura do tráfico.
"Tiramos [de circulação] um indivíduo perigoso, que não tem os valores que um cidadão comum tem. Ele amedronta moradores, capta indivíduos para o tráfico. Para o combate ao crime organizado, tivemos uma importante prisão", afirmou o capitão.
Após o cumprimento do mandado de prisão, a Polícia Militar reforçou o policiamento em pontos estratégicos do Complexo da Penha para evitar possíveis retaliações.
Bruno também é apontado como um dos responsáveis pelos ataques que terminaram com oito ônibus incendiados na capital, em agosto de 2025, em retaliação à morte de David Pereira de Jesus.
David, de 21 anos, morreu durante um, morreu durante um confronto com policiais no bairro da Penha. Na época, um carro de reportagem também foi vandalizado durante a cobertura dos ataques.
O capitão Secchin afirmou que o pai de David procurou Bruno para organizar os incêndios. "Vitória viveu dias de caos, terror, população refém desses indivíduos", disse o militar.
O advogado de Bruno, Igor Giacomin, afirmou que o cliente vai cumprir a condenação, mas que há uma discussão na Justiça para tentar rever a decisão.
Segundo o defensor, Bruno havia sido condenado ao regime semiaberto e a defesa questiona a pena aplicada no Tribunal de Justiça.
"Questionamos o regime semiaberto aplicado, pois, na época, não foi aplicada uma causa de diminuição de pena", afirmou.
O advogado também disse que Bruno foi preso em casa, sem flagrante, e que não possui outros mandados ou condenações.
"Viemos esclarecer que ele não tem outra condenação ou mandado de prisão e foi preso em casa com a família. Ele não tem mais envolvimento com o crime, já teve no passado e respondeu ao processo", declarou.
Open Questions
- Qual será o desfecho do recurso da defesa sobre o regime de pena?





