FOTOS: prédio que desabou no Brás tem estrutura destruída; veja trabalho dos bombeiros no local
Imóvel não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros nem alvará de funcionamento vigente; buscas por vítimas continuam
Quick Look
- Um prédio de quatro andares desabou no Brás, centro de São Paulo, na noite de sexta-feira.
- Trinta e cinco pessoas estavam no local; quatro foram hospitalizadas em estado estável.
- O imóvel operava sem alvará e AVCB.
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Why It Matters
O prédio desabado não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) nem alvará de funcionamento. Três imóveis vizinhos foram interditados por risco de colapso.
O desabamento ocorreu na área do mezanino do prédio. No momento do acidente, 35 trabalhadores estavam no estabelecimento, alguns deles descarregando tecidos.
Parte da fachada de vidro do prédio de quatro andares que desabou no Brás, no Centro de São Paulo, na noite de sexta-feira (6), permaneceu de pé. Por trás dela, porém, a estrutura interna foi destruída e ficou tomada por escombros.
Na manhã deste sábado (7), rolos de tecido ainda estavam espalhados pelo chão do imóvel e pela rua. Imagens aéreas mostram a dimensão dos estragos, enquanto registros feitos no nível da rua mostram a movimentação de bombeiros, máquinas e equipes da Prefeitura, que retiravam os tecidos da área atingida.
O desabamento ocorreu na área do mezanino do prédio. No momento do acidente, 35 trabalhadores estavam no estabelecimento, alguns deles descarregando tecidos. Também estavam no local as duas mulheres responsáveis pela loja, mãe e filha, além de um homem que teria entrado no comércio para usar o banheiro.
Segundo o boletim de ocorrência, 27 trabalhadores foram identificados como tendo deixado o imóvel. As duas responsáveis pela loja também saíram sem ferimentos graves. Quatro pessoas foram socorridas e levadas para a UPA da Mooca, em estado estável. Elas permaneciam internadas na manhã deste sábado.
Na manhã deste sábado, os bombeiros fizeram uma nova varredura com cães farejadores para verificar se havia pessoas sob os escombros. Nenhuma vítima foi localizada durante essa nova operação. Durante a madrugada, um dos animais havia indicado um possível sinal no local.
Apesar disso, a possibilidade de haver vítimas ainda não foi totalmente descartada. Segundo o tenente-coronel Rodrigo Otávio Bareli, do Corpo de Bombeiros, funcionários e responsáveis pelo estabelecimento disseram que todos os trabalhadores foram vistos do lado de fora após o desabamento. Também não havia registro de familiares procurando pessoas desaparecidas.
Após a varredura, as equipes passaram a trabalhar na remoção de mais escombros, com o apoio de uma retroescavadeira. Os cães devem retornar às buscas no fim da tarde.
O prédio que desabou não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta que uma edificação atende às condições de segurança contra incêndio e pânico exigidas por lei.
De acordo com a Prefeitura, o imóvel também não tinha alvará de funcionamento vigente. Três imóveis na Rua Maria Joaquina foram interditados devido ao risco de colapso estrutural.
As causas do desabamento ainda não foram informadas. Segundo a capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a perícia será responsável por determinar o que provocou o colapso.
Trabalhadores que estavam no prédio relataram à Polícia Civil que o imóvel vinha recebendo grandes cargas de tecidos nos dias que antecederam o acidente.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Realização de perícia técnica para determinar causas do colapso.
Very likely · Within weeks
Open Questions
- Quais foram as causas técnicas do desabamento?
- Houve sobrecarga estrutural devido ao armazenamento de tecidos?







