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Homem condenado a 20 anos por matar mulher e esconder corpo em cisterna em BH
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G16/30/2026Crime3 min readBrazil

Homem condenado a 20 anos por matar mulher e esconder corpo em cisterna em BH

Quick Look

  • Gilmar Pereira Calmos foi condenado a 20 anos de prisão por matar Magna Laurinda Ferreira Pimentel e esconder o corpo em uma cisterna em Belo Horizonte.
  • O crime ocorreu em agosto de 2024, após a vítima descobrir um golpe financeiro contra o pai dela.

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Why It Matters

Gilmar Pereira Calmos foi condenado a 20 anos de prisão por matar Magna Laurinda Ferreira Pimentel e esconder seu corpo em uma cisterna em Belo Horizonte. O crime ocorreu em agosto de 2024 após a vítima descobrir um golpe financeiro contra o pai dela.

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Homem que matou mulher e escondeu corpo em cisterna em BH é condenado a 20 anos de prisão

Gilmar Pereira Calmos confessou o crime durante o julgamento, mas alegou que agiu após uma discussão com a vítima. Segundo a investigação, assassinato foi motivado pela descoberta de um golpe de R$ 50 mil aplicado contra o pai dela.

Por g1 Minas — Belo Horizonte

Gilmar Pereira Calmos foi condenado nesta terça-feira (30) a 20 anos de prisão por matar Magna Laurinda Ferreira Pimentel e esconder seu corpo em uma cisterna.

O crime ocorreu em agosto de 2024, em Belo Horizonte, após a vítima descobrir um golpe financeiro aplicado contra o pai dela, um idoso com demência.

O réu confessou o homicídio e a ocultação de cadáver no julgamento, alegando ter agido após uma discussão com a vítima, mas negou premeditação.

A investigação apontou que suspeitos fizeram empréstimos e desvios de quase R$ 90 mil do idoso, motivando as cobranças de Magna antes de ser assassinada.

A madrasta e duas meias-irmãs da vítima também respondem pelo caso e foram pronunciadas para julgamento pelo Tribunal do Júri.

Gilmar Pereira Calmos confessou o crime durante o julgamento, mas alegou que agiu após uma discussão com a vítima — Foto: Divulgação/TJMG

Segundo as investigações, Magna foi assassinada em agosto de 2024 depois de descobrir que a madrasta e os filhos dela haviam aplicado um golpe financeiro contra o pai da vítima, um idoso com demência.

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A Polícia Civil concluiu que ela foi atraída até a casa do pai, morta a facadas e teve o corpo escondido em uma cisterna.

O Tribunal do Júri condenou Gilmar Pereira Calmos a 19 anos de prisão por homicídio qualificado e a mais um ano por ocultação de cadáver. A Justiça manteve a prisão preventiva e determinou que ele não poderá recorrer em liberdade.

Durante o julgamento, Gilmar confessou o homicídio e a ocultação do cadáver. Aos jurados, afirmou que agiu após uma discussão com Magna e negou que o crime tenha sido premeditado. Também pediu perdão à família e disse que decidiu confessar porque sabia que precisava responder pelos atos.

Em depoimento, o réu contou que trabalhava em uma reforma nos fundos da casa quando viu a vítima discutindo com a mãe dele. Segundo sua versão, tentou intervir, foi atingido por uma xícara de café e, em seguida, Magna teria pegado uma chave de fenda para agredi-lo.

Gilmar afirmou que, com medo, pegou uma faca e desferiu golpes no peito e no pescoço da vítima. Disse que depois colocou o corpo na cisterna e cimentou o local.

Também negou que a mãe e as irmãs tenham participado do homicídio e afirmou desconhecer os empréstimos e as dívidas feitos em nome do pai de Magna.

Relembre o caso

Magna Laurinda Ferreira Pimentel desapareceu no dia 3 de agosto de 2024, depois de sair de casa para levar a filha de 3 anos à escola. Segundo a investigação, ela recebeu uma ligação informando que o pai estava passando mal e foi até a casa dele, no bairro Candelária. Depois disso, não foi mais vista.

O corpo foi encontrado semanas depois em uma cisterna no quintal do imóvel.

De acordo com a Polícia Civil, Magna foi atraída para uma emboscada depois de descobrir que o pai, de 74 anos, que sofre de demência, havia sido vítima de um golpe aplicado pela madrasta e pelos filhos dela.

As investigações apontaram que os suspeitos fizeram um empréstimo de R$ 40 mil em nome do idoso, desviaram cerca de R$ 50 mil das contas dele — incluindo R$ 9 mil gastos no "jogo do tigrinho" — e ainda conseguiram que ele assinasse um documento transferindo a casa onde morava para a madrasta da vítima.

Segundo a polícia, Magna passou a cobrar a devolução do dinheiro e, por isso, foi assassinada.

A investigação também concluiu que, no dia seguinte ao crime, familiares dos investigados realizaram um churrasco na casa enquanto o corpo permanecia escondido na cisterna.

Além de Gilmar, respondem pelo caso Marluce Pereira dos Santos, madrasta da vítima, e Paloma e Paola Pereira de Jesus, meias-irmãs de Magna.

Os quatro foram pronunciados para serem julgados pelo Tribunal do Júri. Marluce segue presa preventivamente, enquanto as outras duas rés respondem ao processo em liberdade.

Local onde estava a cisterna usada para esconder o corpo da vítima. — Foto: Polícia Civil

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  • Qual o papel exato da madrasta e das meias-irmãs no golpe e no assassinato?
  • Haverá recurso da condenação de Gilmar Pereira Calmos?

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This article was originally published by G1.

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