Inundações no Chile: Chuvas extremas causam mortes, desaparecidos e milhares de desabrigados
Quick Look
- Chuvas extremas no Chile, incomuns para as regiões desérticas de Coquimbo e Atacama, causaram 10 mortes, 4 desaparecidos e 17 feridos.
- Mais de 2.200 casas foram danificadas e 100.000 pessoas isoladas, levando o presidente a decretar estado de catástrofe.
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Why It Matters
Chuvas extremas, incomuns para as regiões desérticas de Coquimbo e Atacama, começaram no sul do Chile em 15 de maio e se intensificaram, superando os níveis de 1997.
O fenômeno, que começou no sul do país, no último dia 15, castiga agora com particular intensidade as regiões desérticas de Coquimbo e Atacama, no norte, onde chuvas extremas são incomuns. Devido ao transbordamento de rios, estradas foram bloqueadas e algumas comunidades ficaram isoladas.
Foram registradas “10 pessoas falecidas, quatro pessoas desaparecidas e 17 feridos”, informou à imprensa Alicia Cebrián, diretora do Serviço Nacional de Emergências (Senapred). Um primeiro boletim da manhã havia noticiado cinco mortes.
Além disso, a emergência já contabiliza cerca de 2.200 moradias destruídas ou com danos estruturais, cerca de 2.400 desabrigados e mais de 100.000 pessoas isoladas.
Há bairros "cheios de lama, inundados, pessoas que perderam suas casas, seus pertences, que estão muito aflitas", descreveu Cristóbal Juliá, governador de Coquimbo, localizada a 460 km de Santiago. Ele ressaltou que o último ano de chuvas intensas havia sido 1997. "Desta vez, foi muito superior."
O presidente chileno, José Antonio Kast, decretou estado de catástrofe na região, o que permite enviar militares, restringir a liberdade de circulação e enviar ajuda mais rapidamente.
Em Coquimbo, as inundações, a lama e os cortes de energia causaram cortes no abastecimento de água potável. "O que normalmente chove em um mês, caiu ontem em uma hora, o que nos leva a classificar este evento como de precipitações anormais e extremas", declarou hoje o vice-ministro do Interior, Máximo Pavez.
Arnaldo Zúñiga, da Direção Meteorológica do Chile, destacou que há duas décadas o país não enfrentava uma tempestade tão extensa e com tanta chuva. Cerca de 150 mil pessoas continuavam sem luz, segundo o Ministério da Energia.
"A situação superou todas as expectativas. Nossa infraestrutura foi danificada e tivemos que retirar nossa equipe de algumas instalações", disse Andrés Nazer, gerente regional da empresa Aguas del Valle.
Devido às fortes ondas e rajadas de vento superiores a 100 km/h, dezenas de portos em todo o país restringiram algumas de suas operações como medida de precaução na semana passada.
Open Questions
- Qual a extensão total dos danos à infraestrutura?
- Quando o abastecimento de água será totalmente restaurado?
- Como será a recuperação das comunidades isoladas?





