Investigado por 'golpe do amor' em Franca tem histórico de crimes em vários estados
Quick Look
- Thiago Cristiano Boch, 38, investigado por estelionato em Franca (SP) por aplicar o 'golpe do amor', tem histórico criminal em diversos estados.
- Acusações incluem receptação e moeda falsa.
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Why It Matters
Thiago Cristiano Boch é investigado por estelionato em Franca (SP) após denúncia de sua namorada, que alega ter perdido R$ 15 mil. Ele tem um histórico criminal em vários estados brasileiros.
Thiago Cristiano Boch, investigado pela Polícia Civil de Franca (SP) por suspeita de estelionato ao aplicar o chamado “golpe do amor” na namorada, já teve o nome ligado a investigações e processos judiciais em vários estados e por diferentes crimes.
O homem de 38 anos, natural de Foz do Iguaçu (PR), aparece em ações de indenização e processos em fases distintas ligados tanto a vítimas do “golpe do amor” como de crimes como receptação e circulação de moedas falsas (veja mais detalhes abaixo).
A denúncia mais recente é a de Franca. Segundo o boletim de ocorrência, uma auxiliar de laboratório afirma ter perdido cerca de R$ 15 mil durante um relacionamento com Boch.
Ao descobrir o sobrenome de Boch, por meio de uma tatuagem, a mulher pesquisou o nome dele na internet e encontrou reportagens sobre crimes anteriores envolvendo o companheiro.
Até o momento, nenhum advogado se apresentou à Polícia Civil em Franca para representá-lo.
O g1 tentou falar com Boch por telefone e por mensagens de aplicativo, mas ele não retornou o contato até a última atualização desta reportagem.
Thiago Cristiano Boch é suspeito de aplicar o golpe do Don Juan em uma mulher em Franca (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Golpe do amor em Minas Gerais
Em 2022, Boch foi condenado pela Justiça de Contagem (MG) por estelionato, em um crime semelhante ao 'golpe do amor'. A sentença judicial fala de estelionato, abuso de confiança com prejuízo financeiro à vítima.
🔎Segundo o Código Penal brasileiro, estelionato é quando uma pessoa obtém vantagem ilícita para si mesma ou para outra, causando prejuízo a alguém e induzindo ou mantendo a vítima em erro por meio de fraude. A pena prevista é de um a cinco anos de detenção e multa.
A mesma sentença o absolveu, por falta de provas, da acusação de furto feita pela vítima.
A Justiça fixou pena de um ano de prisão em regime aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de multa. A decisão também determinou uma indenização de R$ 4,7 mil à vítima pelos prejuízos causados.
Golpe do Don Ruan na Paraíba
Em 2018, Boch foi preso em Minas Gerais durante uma investigação da Polícia Civil da Paraíba. Conforme noticiou o g1 na época, Boch era suspeito de ter feito cinco vítimas, quatro em João Pessoa (PB) e uma em Campina Grande (PB).
A investigação apontou que ele vendeu o carro da ex-namorada em um aplicativo de vendas on-line e depois sumiu com o veículo e cerca de R$ 6 mil pagos por pessoas que compraram o veículo, nas duas cidades. Uma das vítimas já o acusava de "golpe do Don Juan".
O caso deu origem a uma ação penal por estelionato. O processo do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), registra condenação em 2019, mas os recursos não foram esgotados.
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Crimes no Paraná
No Paraná, Thiago foi condenado 2010 por receptação e por circulação de moeda falsa. As penas impostas foram consideradas cumpridas e deixaram de representar pendências perante à Justiça.
Segundo o advogado criminalista Leonardo Pontes, uma condenação permanece no histórico judicial da pessoa, mas deixa de representar uma pendência depois que a pena é cumprida.
Ações em São Paulo e Itu
Em 2026, uma mulher entrou na Justiça de São Paulo pedindo indenização de R$ 26,2 mil por danos morais e materiais.
Na sentença, o pedido contra Thiago Boch não foi analisado porque ele não foi localizado para ser citado no processo. A decisão condenou apenas o um outro réu a devolver R$ 7 mil à autora, com correção monetária e juros.
O pedido de indenização por danos morais foi rejeitado.
Em 2022, Thiago foi denunciado por estelionato por um casal em Itu (SP). Ele pegou o carro das vítimas e vendeu a outro casal, de Sorocaba (SP), por R$ 10 mil, sem que os donos soubessem.
Em agosto de 2023, a defesa alegou falta de provas, mas a Justiça o condenou a um ano e seis meses de reclusão, em regime aberto. Ele ainda foi obrigado a ressarcir a vítima que comprou o veículo no valor da transação.
A Justiça deu a Boch o benefício de recorrer em liberdade. Ao transitar em julgado, foi expedido o mandado de prisão para início do cumprimento da pena.
Investigação em Franca
Suspeito de 'golpe do amor' reclamou de repercussão do caso com vítima de Franca (SP). — Foto: Arquivo pessoal
No caso investigado em Franca, a auxiliar de laboratório afirma que Boch dizia precisar de dinheiro para despesas pessoais e prometia devolver os valores após receber recursos da venda de um imóvel da família.
Ela também relatou à polícia que teve dinheiro retirado da conta bancária sem autorização durante uma viagem ao Paraná depois que ele a embebedou
Ela contou à polícia que conheceu o investigado por um aplicativo de relacionamentos, fez empréstimos, alugou um carro em seu nome para ele trabalhar como motorista de aplicativo e desconfiou dele durante uma viagem no Dia dos Namorados à Curitiba (PR) depois que ele a embebedou e usou R$ 5 mil da conta dela sem autorização.
VÍDEO: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Ops!
Open Questions
- Qual a pena final para Boch em Franca?
- Haverá mais vítimas?
- Boch será preso?






