Investimento em cafés especiais no Brasil visa capacidade de até 1 milhão de sacas
Quick Look
O Brasil está investindo em cafés especiais com objetivo de atingir capacidade de armazenagem de até 1 milhão de sacas e processamento acima de 2 milhões de sacas, impulsionado pelo crescimento do consumo interno e externo, segundo especialistas do setor.
AI-generated summary
Why It Matters
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de cafés especiais, tendo produzido 9,5 milhões de sacas em 2023, sendo 1,5 milhão para o mercado interno e 8 milhões exportados.
Construído em fases, ele chegará lá na frente com uma capacidade de armazenagem de até 1 milhão de sacas e de um processamento acima de 2 milhões de sacas no final do investimento", afirmou.
"A gente vê muitos países novos começando o consumo, mas também mercados maduros aumentando o consumo de café especial. E um deles é o Brasil. Hoje a gente vê muito mais cafeterias com cafés especiais, mais descrições e muito mais especificidades. Por isso, a gente acredita e está fazendo esse investimento para poder continuar crescendo de uma forma sustentável e atender da melhor maneira, investindo em tecnologia, capacidade", disse o diretor.
De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o Brasil é atualmente o maior produtor e exportador mundial desse segmento. Em 2023, o país produziu 9,5 milhões de sacas de cafés especiais. Desse total, 1,5 milhão de sacas foi destinada ao mercado interno, enquanto 8 milhões foram exportadas.
O avanço do mercado também é percebido nas cafeterias. Em Poços de Caldas, o empresário Sandro Dias de Souza apostou nos cafés produzidos na região vulcânica ao abrir seu negócio.
"Cada vez mais o cliente está mais exigente, ele vem em busca de informações, não quer só uma simples xícara de café. Quer ,hoje em dia, saber de onde veio aquele café, qual a variedade dele, qual o processo de torra, quanto tempo de torra também e várias outras características que são bem importantes para nós proporcionar essa xícara", afirmou.
Segundo o consultor em cafés especiais Leonardo Custódio, as diferenças entre o café tradicional e o especial podem ser percebidas já na aparência e no sabor da bebida.
"Na prática, a gente já pode ver aqui a cor, uma cor mais escura, uma cor mais clara. Esse café tradicional que a gente fez é o café do dia a dia da população. [...] Já esse outro café, que está com a torra mais clara, é um café que já traz mais notas sensoriais, notas doces. É um café mais fácil de tomar", explicou.
O engenheiro agrônomo André Luiz Cornélio, que presta consultoria a mais de 50 cafeicultores, afirma que o trabalho técnico realizado nas lavouras e no pós-colheita é fundamental para a qualidade dos cafés especiais.
"Dentro dos especiais, a gente consegue observar atributos sensoriais completamente diferentes, nuances. Nós conseguimos notas florais, frutas amarelas, frutas vermelhas, um caramelo, alguma coisa dentro de uma roda de sabores. E aí então a gente consegue atribuir isso tudo dentro de uma pós-colheita, dentro de um trabalho completamente técnico e específico para cada produtor", disse.
A valorização da bebida também é defendida pela barista Cláudia Rodrigues, que destaca a importância da qualidade do café servido no dia a dia.
"A nossa família é especial, com quem você senta na hora de fechar bons negócios, onde você vai, as pessoas aceitam um café e fecham grandes negócios. "É um café, é uma bebida, você precisa oferecer para o seu cliente um café especial, um café de excelente qualidade", afirmou.
Open Questions
- Qual é o cronograma específico para a conclusão das fases do investimento?
- Quais são os valores financeiros envolvidos no investimento em capacidade de armazenagem e processamento?
- Quais tecnologias específicas estão sendo implementadas nas lavouras e no pós-colheita?






