
AI-generated summary
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência envolvendo um homem transtornado que supostamente ameaçava atirar contra si mesmo. Ao chegar ao local, os agentes avistaram Gustavo Munis de Santana, que correu e fez um movimento interpretado como ameaçador, apontando um objeto que posteriormente foi identificado como um celular.
De acordo com boleim de ocorrência, policiais fizeram 45 disparos. Os policiais relataram que Gustavo Munis de Santana correu e apontou um celular, confundido com uma arma.
Por Lucas Jozino, Beatriz Backes, Felipe Cruz, João de Mari — São Paulo
O jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por 27 tiros disparados por policiais militares neste sábado (10), em Moema, São Paulo.
A PM foi acionada para atender uma pessoa transtornada. Os policiais relataram que o jovem correu e apontou um celular, confundido com uma arma.
Quatro agentes efetuaram 45 disparos durante a ocorrência. Gustavo não tinha antecedentes criminais, tratava depressão e morava com a mãe e as irmãs.
As polícias Civil e Militar investigam o caso. As armas dos policiais, as câmeras corporais e o celular da vítima foram apreendidos para perícia.
Segundo boletim, Gustavo Munis de Santana correu por uma passarela e seguiu em direção à Alameda dos Guaramomis antes de ser atingido pelos disparos. — Foto: Reprodução/TV Globo
Um jovem de 20 anos morreu após ser baleado por policiais militares durante uma abordagem na madrugada deste sábado (10), em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, a perícia identificou 27 ferimentos provocados por disparos de arma de fogo no corpo de Gustavo Munis de Santana.
De acordo com a versão dos policiais registrada no documento, o jovem correu ao avistar a equipe e, depois, fez um movimento que os agentes interpretaram como uma ameaça com arma. O objeto que ele segurava, porém, foi identificado posteriormente como um celular.
O caso aconteceu por volta das 2h45, na Alameda dos Guaramomis, na região de Indianópolis, próximo à Avenida Moreira Guimarães, em Moema. Segundo o boletim, quatro policiais militares dispararam suas armas durante a ocorrência.
Ao todo, foram registrados 45 tiros efetuados pelos agentes. De acordo com o boletim, Gustavo tinha ferimentos na cabeça, no tórax, no abdômen, nos braços e nas pernas.
A família de Gustavo foi ao local durante a manhã e permaneceu ao lado do corpo, que só foi liberado para o Instituto Médico-Legal (IML) às 11h04, segundo o documento.
Segundo o boletim de ocorrência, familiares relataram à polícia que o jovem morava com a mãe e as irmãs e fazia tratamento com antidepressivos. A Polícia Civil informou que ele não tinha antecedentes criminais.
Ocorrência
Segundo o histórico registrado pela Polícia Civil, a Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) às 2h35 para atender a uma ocorrência envolvendo um homem que estaria transtornado e ameaçando atirar contra si mesmo.
De acordo com a versão preliminar dos policiais, a equipe foi até a Avenida Moreira Guimarães, na altura do número 1285. Ao chegar, os agentes viram Gustavo colocando a mão na cintura, em um movimento que interpretaram como ameaçador.
O jovem correu por uma passarela e seguiu em direção à Alameda dos Guaramomis. Os policiais foram atrás dele. Conforme o boletim, Gustavo saiu de uma área escura e estendeu os braços na direção dos agentes, apontando um objeto escuro.
O objeto foi identificado posteriormente como um aparelho celular. Nesse momento, quatro policiais militares efetuaram disparos com pistolas calibre .40.
45 disparos
Ao todo, foram registrados 45 disparos feitos pelos quatro policiais. A perícia identificou 27 ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo no corpo do jovem.
Um policial efetuou 14 disparos;
outro efetuou 13;
um terceiro efetuou 6;
e um quarto efetuou 12.
Segundo o boletim, a equipe de perícia identificou quatro pontos com concentração de cápsulas de munição calibre .40, que indicam as posições dos policiais envolvidos na ocorrência. Foram recolhidos 44 cápsulas nesses locais.
Também foram encontrados 13 fragmentos de projéteis e quatro fragmentos de tecido de colete à prova de balas nas proximidades do corpo. Na fachada do imóvel em frente ao local onde Gustavo foi encontrado, havia aproximadamente 10 marcas de impacto e perfurações.
A morte foi constatada no local por uma equipe de socorro.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as polícias Civil e Militar investigam a morte. O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como resistência e morte decorrente de intervenção policial.
Segundo a pasta, a conduta dos policiais será analisada por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM).
As armas dos agentes, o celular da vítima e as imagens das câmeras corporais que registraram a ação foram apreendidos e serão periciados.
AI outlook — possibilities, not facts
O Inquérito Policial Militar (IPM) será concluído e poderá resultar em responsabilização dos policiais envolvidos.
Likely · Within months
As imagens das câmeras corporais serão divulgadas como parte da investigação.
Possible · Within weeks

Gustavo Munis de Santana, aged 20, was killed with 27 shots by four military police officers in Moema, South Zone of São Paulo, after being mistaken for a man in an outbreak who was threatening suicide. Family members report a history of chemical dependency and psychiatric treatment. The case was registered as resistance and death resulting from police intervention by the DHPP.
Military police officers shot a young man 27 times after mistaking his cell phone for a gun, resulting in his death. The case raises questions about the excessive use of force by security agents.

Gustavo Munis de Santana, aged 20, was killed by four military police officers who fired 45 times, hitting him with 27 shots in Moema, South Zone of São Paulo, during an incident initially registered as an outbreak and risk of suicide. Family members reported that he was treating drug addiction and had been taking antidepressants since last year. The case was registered as resistance and death resulting from police intervention by the DHPP, which is investigating the conduct of the agents and seized weapons, cell phones and images from body cameras.
Military Police kills young man with 27 shots after mistaking his cell phone for a gun; Iran-allied group attacks airport in Saudi Arabia leaving 12 dead and more than 300 injured; Ministry of the Environment states that the Amazonas government refused federal aid to combat fires; candidates receive privileged imprisonment from today onwards; Lula criticizes Flávio Bolsonaro's 'treasury' and seeks to attract voters who did not vote in the first round; Flávio Bolsonaro states that Bolsonaro will wear the presidential sash if he takes office and that the trial on Zambelli's extradition will take place at the end of October, according to the Italian court.

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