Júri absolve padrasto de estupro, mas o condena por tortura e morte de bebê de 2 anos em Salto de Pirapora
Quick Look
- Júri de Salto de Pirapora (SP) absolveu padrasto de estupro de bebê de 2 anos, mas o condenou por tortura e homicídio culposo.
- Mãe da criança também foi condenada por tortura e omissão.
- O bebê chegou morto ao hospital com marcas de agressão e violência sexual.
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Why It Matters
Um bebê de dois anos chegou morto a um hospital em Salto de Pirapora com marcas de agressão. O padrasto foi preso em flagrante e a mãe também foi investigada.
Júri absolve padrasto de estupro, mas o condena por tortura e morte de bebê de 2 anos em Salto de Pirapora
Criança de dois anos chegou morta a hospital de Salto de Pirapora. Mãe do menino também foi condenada por tortura e omissão; defesa do réu vai recorrer.
Por g1 Sorocaba e Jundiaí
O Tribunal do Júri de Salto de Pirapora (SP) absolveu o padrasto da acusação de estuprar o enteado de dois anos.
O homem foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de homicídio sem intenção (culposo) e tortura.
A mãe do menino recebeu uma pena de 7 anos e 21 dias de prisão por tortura e omissão no cuidado do filho.
Em outubro de 2024, a vítima deu entrada morta em um hospital com marcas de esganadura e hematomas pelo corpo.
O advogado do réu afirmou que vai recorrer da decisão por tortura, alegando falta de provas no processo. O g1 tenta contato com a defesa da mãe da criança.
Luiz Miguel Ferreira de Souza, de 1 ano e 8 meses, tinha sinais de esganadura, hematomas e violência sexual — Foto: Arquivo Pessoal
O Tribunal do Júri de Salto de Pirapora (SP) absolveu, por falta de provas, um homem da acusação de estupro de vulnerável no caso da morte do enteado, um bebê de dois anos, que chegou sem vida e com marcas de agressão a um hospital. O Ministério Público vai analisar se vai recorrer ou não.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Leandro Gabriel Theobaldino foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por tortura e homicídio culposo (quando não há a intenção de matar).
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O crime aconteceu em outubro de 2024. Segundo a investigação e os laudos médicos da época, a vítima, Luiz Miguel Ferreira de Souza, tinha hematomas por todo o corpo, sinais de esganadura e indícios de violência sexual. Leandro Gabriel Theobaldino foi preso em flagrante logo após o crime.
A mãe do bebê, Larissa Senário de Souza, também foi julgada e condenada por tortura e por se omitir do dever de cuidar do filho. Ela recebeu uma pena total de 7 anos e 21 dias de prisão em regime fechado pelos dois crimes.
O Ministério Público irá se manifestar no prazo recursal, que ainda está em curso.
O advogado do réu, Renan Servija, informou em nota que os jurados descartaram a tese de que o homem teve a intenção de matar o menino (homicídio doloso).
A defesa declarou que vai recorrer da condenação por tortura, alegando que não existem provas suficientes no processo para manter a decisão.
O g1 tenta contato com a defesa de Larissa Senário de Souza, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Relembre o caso
Antes de morrer, o bebê já tinha passado por atendimento médico com ferimentos pelo corpo. Na época, os funcionários da saúde suspeitaram que os machucados eram decorrentes de quedas.
O delegado responsável pela investigação, Gilberto Montenegro, explicou que a mãe da criança nunca havia registrado boletins de ocorrência contra o companheiro antes da morte do filho.
Ele apontou que os laudos do Instituto Médico Legal (IML) seriam a principal prova para confirmar a causa das agressões.
O padrasto foi preso em flagrante sob a suspeita de espancar, esganar e estuprar o enteado. Em depoimento à polícia, ele negou o crime: alegou que o bebê foi dormir depois do almoço e não acordou mais, e que tentou fazer massagem cardíaca para salvá-lo, mas não conseguiu.
Suspeito dos crimes é padrasto da criança e foi preso em flagrante — Foto: Salto de Pirapora Notícias
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Ministério Público e defesa da mãe podem recorrer das decisões judiciais.
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Open Questions
- O Ministério Público irá recorrer da absolvição por estupro?
- A defesa da mãe irá recorrer da condenação?






