Justiça afasta policial penal suspeito de cobrar R$ 20 mil para manter preso em trabalho em MG
Quick Look
- A Justiça de Minas Gerais afastou preventivamente um policial penal acusado de exigir R$ 20 mil de um detento para manter uma vaga de trabalho na marcenaria da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba.
- O valor teria sido transferido em três operações por Pix em setembro de 2025.
- O MPMG reuniu provas e a Sejusp confirmou o afastamento.
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Why It Matters
O caso envolve alegações de cobrança ilegal por um policial penal para manter um preso em trabalho na marcenaria da penitenciária, atividade que pode reduzir a pena do detento.
Justiça afasta policial penal suspeito de cobrar R$ 20 mil para manter preso em trabalho em MG
Segundo o MPMG, valor teria sido transferido em três operações por Pix. Servidor era diretor de Segurança da penitenciária de Ipaba na época dos fatos e está afastado das funções.
Por Cris Rodrigues, g1 Vales de MG
A Justiça afastou preventivamente um policial penal em Ipaba. Ele é acusado de cobrar R$ 20 mil para manter um preso trabalhando na marcenaria da penitenciária.
Na época dos fatos, em setembro de 2025, o servidor exercia a função de diretor de Segurança da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho.
O suspeito teria contatado a mãe do preso para passar dados bancários. O valor de R$ 20 mil foi transferido por 3 Pix em setembro de 2025.
O Ministério Público reuniu comprovantes, mensagens e áudios. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou o afastamento do funcionário.
A decisão judicial considerou haver indícios de improbidade administrativa. O afastamento visa também evitar riscos à coleta de provas no processo.
Viaturas da Polícia Penal em MG — Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG
Um policial penal foi afastado preventivamente das funções após ser acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais de exigir R$ 20 mil de um detento para conceder e manter uma vaga de trabalho na marcenaria da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba.
Segundo o MPMG, na época dos fatos, em setembro de 2025, o servidor exercia a função de diretor de Segurança da unidade prisional. O afastamento foi divulgado pela promotoria nesta quarta-feira (9).
A decisão foi tomada pela Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga, após pedido apresentado pelo Ministério Público em uma Ação de Improbidade Administrativa.
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O policial penal deverá permanecer afastado do cargo e de funções de chefia, direção ou assessoramento na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), sem prejuízo da remuneração, até uma nova decisão judicial.
De acordo com a ação, o servidor teria usado a função para exigir o pagamento do detento que estava sob a custódia dele. Em troca, seria concedida e mantida a vaga de trabalho na marcenaria da penitenciária.
A atividade permite ao detento reduzir o tempo de cumprimento da pena por meio do trabalho e pode influenciar na progressão do regime prisional.
Transferências por Pix
Segundo as apurações do MPMG, o próprio policial penal teria entrado em contato com a mãe do detento e fornecido os dados da conta bancária dele para receber o dinheiro.
Os R$ 20 mil teriam sido transferidos diretamente para a conta do servidor em três operações por Pix, de R$ 3 mil, R$ 10 mil e R$ 7 mil, realizados nos dias 8 e 9 de setembro de 2025.
O MPMG informou que reuniu depoimentos, comprovantes das transferências bancárias, registros de mensagens e áudios, além de dados extraídos de celulares apreendidos.
Ainda conforme o Ministério Público, as transferências ocorreram no mesmo período em que foi formalizado o ato administrativo que concedeu a vaga de trabalho ao detento.
O que diz a Sejusp
Em nota ao g1, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais confirmou que o servidor está afastado das funções.
A secretaria afirmou que “não compactua com desvios de conduta de seus servidores” e que toda suspeita é apurada pela Corregedoria, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.
A Sejusp não informou se há um procedimento administrativo específico aberto para apurar o caso.
Decisão da Justiça
Ao determinar o afastamento, a Justiça considerou que os elementos apresentados indicam, nesta fase inicial do processo, possível ato intencional de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito.
Segundo o MPMG, a Justiça também considerou que a permanência do servidor em exercício poderia representar risco à coleta de provas, especialmente pela posição de autoridade que ele ocupava e pela situação de vulnerabilidade de presos, familiares e servidores que poderão prestar depoimento.
Os mesmos fatos também são investigados na esfera criminal.
A Ação de Improbidade Administrativa seguirá em andamento para análise das acusações. O policial penal tem direito de apresentar defesa e contestá-las.
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O policial penal será chamado a prestar depoimento na Ação de Improbidade Administrativa.
Very likely · Within weeks
A Corregedoria da Sejusp abrirá um procedimento administrativo para apurar o caso.
Likely · Within weeks
Open Questions
- Qual é a identidade do policial penal acusado?
- O detente envolvido foi identificado?
- Há outros servidores implicados no esquema?







