
Decisão judicial obriga prefeitura e SPTrans a ampliar transporte público para patamar de dias úteis
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A prefeitura planejava manter a frota de ônibus reduzida, equivalente a um sábado, durante o segundo turno das eleições. A decisão judicial baseou-se em normas do TSE e STF sobre acesso ao voto.
A decisão foi tomada após uma ação popular movida contra o município e a SPTrans. A prefeitura havia informado que manteria no segundo turno o mesmo esquema de transporte público adotado no primeiro, com frota equivalente aos dias de sábado, rejeitando pedidos de parlamentares da oposição para ampliar a frota ao patamar dos dias úteis.
A ação foi inicialmente apresentada à Justiça Comum Estadual e depois remetida à Justiça Eleitoral, por tratar do acesso dos eleitores aos locais de votação.
O juiz concedeu parcialmente a tutela de urgência, considerando a proximidade do pleito e as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a oferta de transporte público nos dias de votação.
A decisão prevê multa de R$ 100 mil, de responsabilidade pessoal, ao prefeito, Ricardo Nunes (MDB), e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento da ordem judicial. O magistrado também advertiu que o descumprimento pode ter consequências criminais, civis e administrativas.
As autoras da ação pediram ainda uma reserva mínima de 10% da frota para regiões periféricas e de maior vulnerabilidade social, além da apresentação de um plano operacional detalhado por linha e concessionária. Esse pedido específico não foi acolhido.
O juiz determinou, porém, que a operação funcione com 100% da frota nos níveis regulares de dias úteis, mantendo o percentual de reserva técnica habitualmente utilizado nessas jornadas.
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Operação de 100% da frota de ônibus no segundo turno
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