Justiça nega pedido de soltura de suspeita de envolvimento na morte de Beatriz Vitória na Grande BH
Carla e Samuel Castro Melo são investigados por feminicídio e ocultação de cadáver; defesa alegou falta de provas e coação policial.
Quick Look
- O desembargador Guilherme de Azeredo Passos negou habeas corpus à defesa de Carla, investigada por feminicídio e ocultação de cadáver de Beatriz em Jaboticatubas.
- A defesa alegou falta de provas e coação policial, mas o caso seguirá para análise do Ministério Público.
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Why It Matters
Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro e seu corpo foi encontrado enterrado em Jaboticatubas.
A decisão é do desembargador Guilherme de Azeredo Passos, relator do habeas corpus apresentado pela defesa de Carla. Ele negou o pedido mas o caso ainda será analisado pela Justiça.
Carla e Samuel Castro Melo são investigados por feminicídio e ocultação de cadáver. Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro e teve o corpo encontrado enterrado em uma área de mata no Loteamento Terra dos Portugueses, na zona rural de Jaboticatubas.
Segundo o boletim de ocorrência, Beatriz desapareceu após sair de um bar no bairro Bosque dos Coqueiros e entrar em um carro. Antes, ela disse aos amigos que voltaria em poucos minutos e, segundo a irmã, demonstrou nervosismo após receber uma ligação. A jovem chegou a retornar ao estabelecimento e contou que estava com medo porque havia uma mulher que não conhecia no veículo. Depois, saiu novamente e não foi mais vista.
No habeas corpus, a defesa alegou que a decisão que converteu a prisão em flagrante de Carla em preventiva não teria apresentado, de forma individualizada, elementos que justificassem a manutenção dela na prisão.
A defesa também afirmou que a investigação ainda está em andamento e que não há provas suficientes para apontar Carla como autora do crime. A defesa afirmou ainda que Carla é ré primária, tem residência fixa e vínculo formal de trabalho e argumentou que medidas cautelares alternativas à prisão seriam suficientes.
Outro ponto apresentado foi a alegação de que Carla teria sofrido coação física e moral durante a atuação policial, numa suposta tentativa de obter uma confissão.
Ao analisar o pedido, o desembargador entendeu que, neste momento, não há prova de um constrangimento ilegal que justifique a libertação imediata da investigada.
O desembargador pediu mais informações sobre o caso e determinou que o Ministério Público se manifeste antes da decisão definitiva sobre o pedido de liberdade.
Em nota, a defesa de Carla afirmou que respeita a decisão judicial, mas avalia os fundamentos e possíveis medidas jurídicas, e reforçou que a investigação deve ser criteriosa e imparcial, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Nas informações encaminhadas ao Tribunal de Justiça, o juiz Rodrigo Fernando Di Gioia Colosimo, da Vara Única de Jaboticatubas, defendeu os fundamentos que levaram à prisão preventiva de Carla e Samuel. Segundo o magistrado, a medida foi baseada na garantia da ordem pública, na conveniência da investigação e na aplicação da lei penal.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Manifestação do Ministério Público sobre o caso
Very likely · Within days
Open Questions
- Qual será o parecer final do Ministério Público?
- Quais medidas jurídicas a defesa adotará?







