
Presidente Rashad al-Alimi declarou início de ofensiva para retomar território sob controle dos rebeldes apoiados pelo Irã
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O conflito entre houthis e governo iemenita teve uma trégua em 2022, mas as tensões foram retomadas este ano em meio à guerra entre Irã e EUA.
O líder do governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou neste domingo (4) o início de uma grande operação militar contra os rebeldes houthis —apoiados pelo Irã— com o objetivo de retomar o território sob controle deles.
"Hoje, anuncio o início de operações militares para retomar o território restante da República e estender a autoridade do Estado e de suas instituições por todo o território nacional", disse o presidente iemenita, Rashad al-Alimi, em um pronunciamento televisionado.
Ainda não está claro se o país recebeu apoio internacional para fazê-lo ou qual a extensão da operação.
Mais cedo, durante a madrugada, as Forças Armadas do Iêmen já haviam informado que estavam realizando ataques contra os houthis na capital Sanaa e na região de Saada, reduto do grupo.
Um porta-voz das forças iemenitas, alinhadas ao governo reconhecido internacionalmente, disse que as tropas estavam visando o que descreveu como "alvos vitais", sem fornecer mais detalhes.
A emissora Al Masirah, controlada pelos houthis, noticiou anteriormente um ataque a Sanaa que teria sido realizado pela Arábia Saudita. Não houve confirmação imediata por parte da Arábia Saudita sobre o relato.
O conflito entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças alinhadas ao governo apoiado pela Arábia Saudita havia cessado em grande parte após uma trégua em 2022, mas os combates recomeçaram como um desdobramento da guerra mais ampla entre o Irã e os Estados Unidos.
As hostilidades foram retomadas este ano depois que os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em julho e começaram a atacar o território e embarcações sauditas, ao mesmo tempo em que as forças houthis obtinham ganhos territoriais significativos ao longo da costa do mar Vermelho no Iêmen.
A Arábia Saudita respondeu com ataques aéreos no Iêmen e apoiou as forças governamentais que lutam para expulsar os rebeldes do país.

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