Líder do 'Partido das Baratas' é detido antes de manifestação na Índia
Abhijeet Dipke foi preso ao chegar na capital indiana para manifestação contra a Comissão Eleitoral
Quick Look
- Abhijeet Dipke, fundador do movimento 'Partido das Baratas', foi detido em Nova Déli antes de um protesto não autorizado contra a Comissão Eleitoral da Índia.
- O grupo contesta a revisão de cadastros eleitorais e a gestão do governo de Narendra Modi.
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Why It Matters
O movimento 'Partido das Baratas' surgiu como uma voz de oposição online focada no desemprego juvenil e falhas educacionais. A revisão das listas eleitorais é alvo de críticas por suposta exclusão de minorias.
O fundador do "Partido das Baratas", Abhijeet Dipke, foi detido neste sábado (10), em Nova Déli, antes de um protesto contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia. A manifestação, convocada sem autorização, exigia a renúncia de Gyanesh Kumar, acusado pela oposição de conduzir uma revisão irregular dos cadastros eleitorais.
A prisão foi anunciada pelo CJP (Partido do Povo das Baratas), que publicou nas redes sociais imagens de um avião do qual Dipke teria desembarcado na capital. Segundo a legenda, outros dois porta-vozes do movimento também foram detidos. A polícia não confirmou as prisões.
Dipke mora nos Estados Unidos há dois anos e não viajava à Índia desde a formação do movimento. Segundo ele, familiares e amigos temiam que ele fosse preso se retornasse ao país.
Acumulando mais de 22 milhões de seguidores no Instagram desde o lançamento, em meados de maio, o grupo se tornou a maior expressão online de oposição aos 12 anos do governo nacionalista de Narendra Modi.
O movimento, que não é um partido oficial, foi impulsionado pelo desemprego entre os jovens e pelos vazamentos de provas e erros de correção que ameaçam prejudicar a carreira de milhões de estudantes. Dipke chegou a dizer que a organização "não é um partido planejado", mas uma "voz daqueles estudantes que estão revoltados com o governo".
A primeira grande manifestação do partido ocorreu em junho e exigia a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.
A Índia tem quase 400 milhões de pessoas na faixa etária dos 15 aos 29 anos, e gerar empregos não agrícolas para elas continua sendo um dos maiores desafios do país.
A taxa de desemprego entre jovens nas cidades foi de quase 14% em abril. Muitos deles com formação também estão estagnados em empregos mal remunerados ou precários que não correspondem às suas qualificações, segundo economistas.
Durante a manifestação, a polícia deteve mais de 2.000 pessoas, segundo a agência de notícias Reuters. A agência Press Trust of India (PTI) afirma que cerca de 20 mil policiais e paramilitares foram mobilizados para conter um ato organizado pelo movimento.
As autoridades também suspenderam o acesso à internet móvel na região central e determinaram o fechamento de dezenas de estações de metrô e mercados.
Os protestos contra a revisão das listas eleitorais mobilizam há semanas o movimento e o Partido do Congresso, principal força de oposição ao governo do primeiro-ministro Narendra Modi. Segundo a imprensa indiana, o processo levou à exclusão de 130 milhões de registros eleitorais.
A revisão, iniciada no ano passado, tem como justificativa a eliminação de cadastros duplicados, de pessoas mortas e de registros considerados fraudulentos. Oposição e ativistas, porém, afirmam que a medida também exclui eleitores de minorias, especialmente muçulmanos, e de grupos vulneráveis.
Para os críticos, o processo pode favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP), partido de Modi, que defende o nacionalismo hindu.
A Comissão Eleitoral nega irregularidades. Em publicação nas redes sociais, o CJP acusou o primeiro-ministro de proteger Kumar, da comissão eleitoral. "Para salvar seu amigo traidor, o ditador declarou guerra a seus próprios cidadãos", publicou o partido.
Open Questions
- Qual a situação jurídica atual de Abhijeet Dipke?
- Houve confirmação oficial das prisões pelas autoridades?







