
AI-generated summary
Brasileiros que vivem no exterior só podem votar para presidente da República. Em 2022, os eleitores em Lisboa enfrentaram filas de até cinco horas devido à existência de apenas um local de votação para mais de 45 mil eleitores registrados. Desde então, o número de eleitores em Lisboa cresceu 74%, chegando a 78.833 em 2026, superando Boston em 25 mil eleitores. O Consulado brasileiro em Lisboa estima que entre 700 mil e 1 milhão de brasileiros vivam em Portugal, muito além dos 574.195 registrados pelo INE português.
O maior local de votação destas eleições não está em nenhuma cidade brasileira. A Universidade de Lisboa receberá neste domingo (4) 78.833 eleitores, registrados em 207 seções instaladas em três prédios –a Reitoria e as faculdades de Direito e Letras. Para efeito de comparação, a Pontifícia Universidade Católica, maior ponto de votação em São Paulo, tem 17.639 eleitores registrados.
Esses números também fazem de Lisboa o maior colégio eleitoral fora do país. Já era assim em 2022, mas a distância para o segundo colocado aumentou. Nas eleições anteriores a diferença em relação a Miami, nos Estados Unidos, era de cerca de 5.000 registrados. Nestas eleições Lisboa abriu uma frente de 25 mil eleitores para Boston, que agora ocupa a segunda posição. Os brasileiros que moram no exterior votam apenas para presidente da República. Ao todo, 134.797 eleitores se registraram em Portugal.
Os três maiores consulados brasileiros por número de população atendida são, pela ordem, os de Nova York, Boston e Miami, todos nos Estados Unidos, país que concentra a maior parte dos imigrantes brasileiros. Lisboa aparece em quarto lugar, mas concentra o maior número de eleitores. Por que isso acontece? "Minha hipótese é que nossa comunidade em Portugal continua mais conectada ao Brasil, enquanto os que foram fazer a vida nos Estados Unidos às vezes se desligam", diz o embaixador Alessandro Candeas, 60, cônsul brasileiro em Lisboa.
À frente da representação diplomática, Candeas comanda uma força-tarefa que tem um objetivo: evitar o caos que os eleitores brasileiros enfrentaram em 2022. Havia apenas um local de votação para um contingente potencial de 45.273 eleitores registrados. As filas se ramificaram em frente à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e o tempo de espera para votar chegou a cinco horas sob um sol inclemente. "Aprendemos com o que aconteceu e nos aprimoramos", diz Candeas, que ainda não servia no consulado na eleição passada.
Entre 2022 e 2026 houve um aumento de 74% de eleitores registrados em Lisboa. A solução para que a próxima eleição se dê com "fluidez, segurança e conforto", os objetivos perseguidos pelo Consulado, foi aumentar para três os locais de votação, próximos uns dos outros.
Além da Faculdade de Direito, serão utilizados os prédios da Faculdade de Letras e da Reitoria, todos em torno da praça central da Universidade de Lisboa. O eleitor poderá identificar o próprio lugar de votação através de um QR Code, e haverá uma equipe para tirar dúvidas de última hora.
A militância em Portugal do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto, recorre a estratégias diferentes de mobilização. Os petistas preferem as manifestações de rua. No último domingo (27) os eleitores do petista organizaram uma demonstração que encheu a praça do Rossio, logradouro emblemático que centraliza, todos os anos, a celebração da Revolução dos Cravos, que em 25 de abril de 1974 derrubou a ditadura portuguesa.
"É importante que os políticos brasileiros olhem para as reivindicações da população imigrante", diz o jurista Pedro Prola, 38, coordenador do núcleo do PT em Lisboa. A legenda tem núcleos em várias cidades europeias: Além de Lisboa, há representações do partido em capitais como Roma e Madri.
Não existe em Portugal uma representação do PL. Num podcast do jornal O Público Brasil, o especialista em tecnologia da informação Marcelo Rabello, 61, representou os eleitores de Flávio Bolsonaro num debate com o petista Prola. "Muitos dos brasileiros conservadores de Portugal retornaram ao Brasil ou aderiram ao Chega, que tem uma proposta parecida com a nossa", disse Rabello à Folha, justificando a falta de manifestações de rua por parte de eleitores de Flávio e aludindo ao partido que representa a ultradireita em Portugal.
Rabello concentra apoio a Flávio em vídeos gravados para redes sociais. Ele é também fundador do Instituto Veritas Liberat ("a verdade liberta", em latim), que promove cursos presenciais e online com figuras ligadas ao bolsonarismo, como o ex-ministro Onyx Lorenzoni, o deputado Luiz Phillipe de Orléans e Bragança e o economista Adolfo Saschida. "Fizemos também um documentário sobre brasileiros no exílio", diz Rabello. Segundo ele, participaram do vídeo o jornalista Paulo Figueiredo, o youtuber Allan dos Santos e o ex-BBB Adriano Castro, conhecido como Didi Redpill.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística português, organismo equivalente ao IBGE brasileiro, existem 574.195 brasileiros morando em Portugal. O Consulado brasileiro em Lisboa estima que estes números estejam subvalorizados. "Pelo que vemos no dia-a-dia nas nossas representações consulares, trabalhamos com um número em torno de 700 mil a 800 mil brasileiros vivendo em Portugal", diz Candeas. "Acrescentando os que possuem dupla cidadania, essa estatística pode subir a 1 milhão".
Conforme o cônsul, a comunidade brasileira em Portugal é um reflexo da diversidade social do país, sendo composta por trabalhadores da área de turismo e construção civil, profissionais liberais, aposentados, empreendedores e empresários.
AI outlook — possibilities, not facts
O número de eleitores brasileiros registrados em Lisboa continuará a crescer nas próximas eleições, mantendo a cidade como o maior colégio eleitoral do exterior.
Likely · Within months
O Consulado brasileiro em Lisboa manterá ou aumentará o número de locais de votação para garantir fluidez, segurança e conforto aos eleitores.
Very likely · Within months

Candidates for the 2026 elections in Pará held motorcades, walks, leafleting and planning meetings in Belém and municipalities in the interior, with the first round scheduled for October 4th and a possible second round on the 25th of the same month.

Six candidates are competing for the Government of Pará in the 2026 elections. This Sunday (4), voters vote in a single round or first round to define the command of the state Executive.

Five candidates are running for the government of Espírito Santo in the 2026 elections, with voting in the first round scheduled for Sunday, October 4th. To win in the first round, a candidate must obtain more than half of the valid votes; otherwise, the two with the most votes will compete in the second round on October 25th. On the same day, voters will also vote for state, federal, senatorial and presidential offices.

Eleven candidates are running for two seats in the Senate for Espírito Santo in the 2026 elections, with voting on October 4th. Voters must choose two different candidates using three-digit numbers in the electronic ballot box, and the second vote for the same person is canceled. There is no second round for the Senate.

Electoral research indicates that Lula (PT) and Flávio Bolsonaro (PL) are technically tied with 47% and 46% of valid votes, respectively, within the margin of error of 45% to 49% for Lula and 44% to 48% for Flávio. Other candidates such as Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) and Romeu Zema (Novo) also appear tied within the margin of error, with rates between 1% and 6%. Blank, invalid and undecided votes vary between 2% and 9%.

Surveys released this Saturday highlight valid votes, excluding blank, null, undecided and abstaining votes. Quaest uses the likely voter model to estimate voting intentions, considering voters with a greater propensity to attend. To win in the first round, 50% of the valid votes plus one are required.