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A propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV é regulada pela lei eleitoral brasileira, que distribui o tempo com base na bancada parlamentar e na cláusula de desempenho dos partidos. Neste ciclo eleitoral, apenas quatro candidatos à Presidência atenderam aos critérios para ter acesso ao tempo gratuito.
Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Ronaldo Caiado terão tempo em rádio e TV — Foto: Divulgação
Apenas quatro candidatos têm direito a tempo, conforme a lei eleitoral:
Lula (PT): 5 minutos e 31 segundos.
Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos.
Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos.
Augusto Cury (Avante): 35 segundos.
Campanhas apostam em estratégias diferentes
De início, a campanha de Lula destacou a trajetória política e seus mandatos anteriores. Também teve como foco as propostas que são bandeiras do governo, como o fim da escala 6x1, a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e a defesa da soberania.
O programa eleitoral de Lula também ataca Flávio Bolsonaro, seu principal adversário. A propaganda apresenta um "currículo" com críticas ao adversário, com fatos como sua relação com o miliciano Adriano da Nóbrega e o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado por fraudes bilionárias no Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse".
Flávio optou por uma abordagem focada na economia e na segurança pública. O candidato do PL se apresenta como "advogado e empresário, casado com a Fernanda, pai da Luísa e da Carol" e faz uma apresentação de seu currículo.
O restante do tempo de seu programa eleitoral é voltado a apresentar sua família, com especial atenção para as mulheres. Flávio tem como um dos objetivos da campanha atrair o voto feminino. Sua mulher, Fernanda, chega a dizer que reeducou e que ele é o "mais moderado dos Bolsonaros".
Caiado, ex-governador de Goiás, também se apresentou ao eleitor no primeiro programa eleitor, mas sem deixar de criticar os governos do PT. O candidato do PSD destacou seus "quarenta anos de vida pública" e a gestão como governador de Goiás.
Augusto Cury se apresentou como um "agente da despolarização" da política. Na peça publicitária, o candidato faz um trocadilho com seu nome e a palavra cura, e diz: "Cury este país".
A propaganda eleitoral gratuita conta com dois blocos de 12 minutos e 30 segundos.
Rádio: às 7h e às 12h.
TV aberta: às 13h e às 20h30.
Neste sábado, primeiro dia, os programas são veiculados na seguinte ordem, definida por sorteio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Avante, PSD, PL e Coligação Brasil Pronto pra Mais (PT).
A partir do segundo dia, o sistema será de rodízio: o partido ou coligação que veicular seu programa por último será o primeiro no dia seguinte.
Há revezamento com a propaganda de candidatos a governador, em dias alternados. Parte do tempo é reservada a candidatos a cargos do Legislativo (deputado e senador).
Como funciona a distribuição de propaganda?
Há regras para a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita.
10% do tempo é distribuído igualmente entre as siglas que cumprem a cláusula de desempenho (meta de votos que partidos devem atingir para ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda — clique para saber mais).
Os outros 90% são distribuídos proporcionalmente à representação de cada partido na Câmara dos Deputados.
Lula tem o maior tempo porque o PT é uma das maiores bancadas na Câmara e se aliou a PSB, PDT e à federação PSOL/Rede nestas eleições.
Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os demais candidatos à Presidência não vão aparecer na propaganda porque seus partidos não cumpriram os critérios da clásula de desempenho, mas podem fazer campanha nas redes sociais e nas ruas, o que está liberado desde o dia 16 de agosto.
Veja, a seguir, mais detalhes das primeiras propagandas:
Lula
Os materiais de propaganda petista apresentam duas estratégias diferentes da campanha de Lula: reforçar pautas do governo, como o fim da escala 6 x 1, e atacar Flávio Bolsonaro. Em um dos vídeos, o presidente se dirige ao telespectador e diz: "juntos, nós reconstruímos o Brasil. Agora, queremos dar um salto de qualidade, porque o Brasil está pronto para mais".
O início do programa foca em críticas contra Flávio Bolsonaro, citando investigações como o caso das rachadinhas, em que ele foi denunciado em 2020 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por organização criminosa e lavagem de dinheiro. As provas da investigação foram anuladas porque tribunais decidiram que Flávio tinha direito a foro privilegiado, por ser parlamentar. Também há menções ao pedido de dinheiro ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Master, para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. O caso está sob investigação.
Em post nas redes sociais, o Secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, disse que o início do programa na TV é o momento em que a sociedade começa a prestar atenção nas eleições. "Neste sentido, avaliamos ser importante mostrar quem é Flávio, qual é sua história e apresentar seu currículo", escreveu.
Flávio Bolsonaro
A campanha de Flávio Bolsonaro preparou para a estreia uma propaganda voltada à apresentação do senador. Segundo integrantes da campanha ouvidos pelo g1, a primeira peça busca retratar o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro como um "homem de família".
A estratégia foi começar com uma abordagem mais leve e deixar para os programas seguintes ataques mais diretos a Lula, com citações ao caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seu filho mais velho, investigado sob a suspeita de tráfico de influência. A equipe ainda discute em qual momento o assunto será levado ao horário eleitoral.
Nas próximas peças, o senador também deve abordar temas como segurança pública e custo de vida, com foco na perda do poder de compra dos brasileiros. Nas palavras de um interlocutor do candidato: "apresentar o problema e, depois, a solução".
Ronaldo Caiado
Em dois minutos e dois segundos, o ex-governador escolheu falar de sua trajetória política e de segurança pública.
A campanha associa "coragem" à atuação de Caiado como médico e também no enfrentamento ao PT. A peça faz menção a grupos que invadem terras "de quem plantava". O candidato iniciou sua trajetória política como uma liderança ruralista, ligada ao agronegócio. Foi candidato à Presidência em 1989, e depois deputado, senador e governador.
No decorrer da peça, a campanha cita o casamento de 35 anos com Gracinha Caiado e credita ao candidato o enfrentamento de facções criminosas em Goiás, além de avanços em hospitais, escolas, transporte e inteligência artificial no estado. Na segunda metade, o tom muda com ataques ao PT. A peça diz que há uma crise de segurança no país e atribui a situação a "20 anos" de gestões petistas.
Augusto Cury
Nos 35 segundos, Cury se coloca como uma opção contra a polarização. O candidato do Avante utiliza clipes de reportagens sobre o escândalo de corrupção conhecido como mensalão e do ataque do 8 de janeiro.
Sem TV, candidatos apostam nas redes sociais
Ao g1, a coordenadora da campanha de Renan Santos, vereadora Amanda Vettorazzo (União-SP), afirmou que a estratégia é produzir conteúdo para as redes de forma constante e aproveitar a rotina do candidato para fazer as gravações. Segundo ela, Renan grava vídeos durante viagens, eventos e até dentro do carro. "Como a gente não tem tempo de TV, não gravou em estúdio", afirma.
Zema disse na sexta-feira (28) a jornalistas que também aposta na relevância das redes. Segundo ele, a presença nos meios de comunicação tradicionais não é 100% determinante para uma campanha ser bem-sucedida. Em grupos de WhatsApp, membros do partido Novo tentam mobilizar a militância para aumentar a exposição do candidato em vídeos, buscando viralização.
AI outlook — possibilities, not facts
A campanha de Lula intensificará os ataques a Flávio Bolsonaro nos próximos dias de propaganda eleitoral.
Likely · Within days
Flávio Bolsonaro manterá a estratégia de apresentação familiar nos primeiros programas, deixando ataques diretos a Lula para etapas posteriores.
Likely · Within days

O candidato Renan defende a criação de um prontuário único integrado para reduzir gargalos no SUS e propõe um modelo de contratação por venda de horas para trabalhadores de aplicativos, visando formalização e redução da informalidade no Brasil.

Pedro Coutinho, candidato ao governo da Paraíba pelo DC, defendeu em entrevista à TV Cabo Branco a construção de uma parceria com a prefeitura de João Pessoa para revitalizar o Centro Histórico da capital, visando atrair novos negócios e investimentos, além de propor a criação da Secretaria Estadual de Urbanismo e a retirada imediata da Zona Azul.

A Justiça Eleitoral de Sergipe recebeu 59 denúncias de irregularidades eleitorais até as 16h deste sábado (29), sendo 16 relacionadas ao governo do estado, 15 a deputados estaduais e 10 a deputados federais. Aracaju lidera com 33 denúncias, seguido de Tobias Barreto com oito. A campanha das Eleições 2026 começou em 16 de agosto.
A Polícia Federal rejeitou a alegação de patrocínio e está investigando os negócios de Flávio Bolsonaro relacionados à empresa Dark Horse, enquanto o senador afirma que não há nada de errado em sua relação com Vorcaro.

Lourdes Melo, candidata do PCO ao Governo do Piauí, está internada na UTI de um hospital de Teresina sob cuidados médicos. Sua equipe de assessoria informou que ela não terá compromissos de campanha na sexta-feira por motivos de saúde. A professora aposentada e sindicalista tem histórico de candidaturas desde 1992 e ganhou projeção nacional em 2022.
Flávio Bolsonaro afirma que não há nada de errado em sua relação com o empresário Vorcaro, em meio a investigações e debates públicos sobre conflitos de interesse e influência política no Brasil.