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Lula sofre derrota nas eleições para o Senado com perda de aliados-chave
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G11 hour agoPolitics2 min readBrazilView translation

Lula sofre derrota nas eleições para o Senado com perda de aliados-chave

Quick Look

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu derrota nas eleições para o Senado Federal, com pelo menos 16 candidatos apoiados por ele perdendo, incluindo ex-ministros como Gleisi Hoffmann, Simone Tebet e Marina Silva, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro venceram em diversos estados, usando o discurso contra o STF como bandeira eleitoral.

AI-generated summary

Why It Matters

Lula buscava formar maioria no Senado após dois terços das vagas serem disputadas em 2026, escalando ex-ministros para apoiar sua base, mas enfrentou derrota em estados-chave diante de uma campanha bolsonarista focada em críticas ao STF.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma derrota nas eleições para o Senado Federal neste domingo (4). Ao menos 16 candidatos apoiados pelo petista perderam na disputa na corrida eleitoral. (Veja a lista abaixo)

Neste ano, foram disputadas dois terços das vagas de senadores, o equivalente 54 vagas no Senado — duas por cada um dos 26 estados e duas pelo Distrito Federal. A casa

Em março deste ano, ministros do governo Lula deixaram suas pastas para concorrer a algum cargo nas eleições. O presidente escalou seus principais auxiliares para disputar as eleições e ajudá-lo a conseguir votos nos estados ou para tentar impedir que a oposição elegesse muitos senadores.

Esse movimento foi feito pelos ex-ministros Celso Sabino (PDT), Gleisi Hoffmann (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), mas sem sucesso. Após a conclusão da apuração das urnas no Pará, Paraná e São Paulo, respectivamente, eles não se elegeram para uma vaga no Congresso Nacional.

Já o PL, partido do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula, havia elegido 19 senadores até a última atualização desta reportagem.

Após as revelações de conexões de ministros da Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do banco Master, a possibilidade de impeachment de um magistrado do STF, prerrogativa do Senado, virou bandeira eleitoral de candidatos nos estados.

O tema é principalmente explorado por candidatos aliados a Flávio Bolsonaro, que têm como principal alvo o ministro Alexandre de Moraes.

A oposição protocolou inúmeros pedidos de impeachment, e todos pararam no mesmo lugar: a gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Neste domingo, o bolsonarismo conseguiu fazer "dobradinha" em diversos estados com candidatos com o discurso contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Foi o caso de:

Rio Grande do Sul, onde se elegeram Marcel Van Hatten (Novo) e Sanderson (PL);

Santa Catarina, com a eleição de Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL);

Paraná, foram eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo);

Rio de Janeiro, com Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL);

Distrito Federal, com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).

São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos em uma derrota das ex-ministras de Lula, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Durante toda a campanha, o presidente Lula esboçou preocupação sobre conseguir fazer uma forte base no Senado e reforçou em seus discursos que um dos objetivos para as eleições deste ano era formar maioria no Congresso. Segundo o petista, por ter mandato de oito anos, senador "pensa que é Deus".

Lula defendeu em entrevistas e comícios que era possível manter uma relação civilizada com governadores porque "governador também precisa do presidente da República", mas "um senador pode criar muito problema se não tiver uma base de sustentação dentro do Senado."

Senadores apoiados por Lula que perderam na disputa:

Acre: Jorge Viana (PT);

Distrito Federal: Leila do Volei (PDT) e Erika Kokay (PT);

Rio Grande do Sul: Manuela D'Avila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT);

Espiríto Santo: Fabiano Contarato (PT);

Paraná: Gleisi Hoffmann (PT);

São Paulo: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (REDE);

Rio de Janeiro: Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSOL);

Alagoas: Renan Calheiros (MDB);

Amapá: Randolfe (PT);

Pará: Celso Sabino (PDT);

Maranhão: Eliziane Gama (PT);

Tocantins: Paulo Mourão (PT).

Cúpula do Senado Federal e prédio do Congresso Nacional durante o amanhecer. — Foto: Pedro França/Agência Senado

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O Senado Federal terá aumento nas propostas de impeachment contra ministros do STF

    Likely · Within months

  • Lula buscará articulações políticas para minimizar o impacto da derrota no Senado

    Possible · Within weeks

Open Questions

  • Como a derrota no Senado afetará a capacidade de Lula de aprovar reformas no segundo mandato?
  • Quais serão as consequências políticas para os ex-ministros derrotados?
  • O uso do impeachment como bandeira eleitoral continuará nas próximas eleições?

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This article was originally published by G1.

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