Mais de 1 milhão de correntistas do Banco Ueno foram ressarcidos; crise impacta comércio do Paraguai
60% dos clientes já foram ressarcidos; cerca de 670 mil contas ainda aguardam saldo
Quick Look
- O Banco Central do Paraguai iniciou a segunda etapa de ressarcimento a clientes do Banco Ueno, cobrindo depósitos de 10 milhões a 121 milhões de guaranis.
- Até sexta-feira, 1,2 milhão de clientes da primeira fase (até 10 milhões de guaranis) já haviam sido ressarcidos.
- Cerca de 670 mil contas ainda faltam cobrir, e o colapso afeta o comércio local, incluindo comerciantes em Cidade do Leste.
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Why It Matters
O Banco Central do Paraguai está realizando o ressarcimento de clientes do Banco Ueno em duas etapas. A primeira etapa cobriu depósitos de até 10 milhões de guaranis, beneficiando 1,2 milhão de clientes. A segunda etapa cobre depósitos de 10 milhões a 121 milhões de guaranis. Critérios incluem não ter dívidas com a instituição e possuir conta em outro banco paraguaio.
Segundo o Banco Central do Paraguai, até esta sexta-feira (6) 1,2 milhão de clientes do Ueno tiveram os valores ressarcidos.
Esses clientes fazem parte da primeira fase de pagamentos: aqueles que tinham depósitos de até 10 milhões de guaranis, cerca de R$ 8,8 mil.
Hoje, o Banco Central começou a segunda etapa. Estão sendo ressarcidos clientes que tinham de 10 milhões a 121 milhões de guaranis, ou seja, de R$ 8,8 mil até cerca de R$ 107 mil.
Nas duas etapas, o pagamento segue alguns critérios: a pessoa não pode ter dívidas com a instituição e precisa ter uma conta em outro banco paraguaio.
O presidente interino do Banco Central do Paraguai, Pedro Acosta, disse que 60% dos clientes do Ueno já foram ressarcidos e que falta cobrir o saldo de cerca de 670 mil contas.
Mesmo com clientes já tendo recebido o ressarcimento, o colapso do Ueno segue afetando a vida dos paraguaios, até mesmo de quem não tinha conta no banco.
O dinheiro que não chega ao bolso do consumidor deixa de circular no comércio paraguaio. O cliente não compra, o comerciante vende menos.
Em Cidade do Leste, pertinho de Foz do Iguaçu, fora da área turística, comerciantes já sentem os efeitos da crise financeira.
O Luiz já percebeu que o movimento diminuiu nos últimos dias. Não só de paraguaios, mas também de brasileiros que moram ou estudam na fronteira.
Boa parte dos pagamentos que ele recebia na loja de chaves e carimbos caía no Banco Ueno. "O negócio parou, parou uns 70%, porque a gente não tem movimento pela culpa de que o dinheiro está todo parado e a gente não sabe de onde tirar", diz o comerciante.
O movimento na loja de roupas em que a Tania trabalha já caiu pela metade. Ela também não sabe ainda como vai pagar as contas.
O salário dela caiu pouco antes do banco fechar e agora está esperando quando vai conseguir receber.
"Infelizmente não tenho muito o que fazer, tenho que esperar", diz a vendedora.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A segunda etapa de ressarcimento será concluída nas próximas semanas, cobrindo parte dos 670 mil contas restantes.
Likely · Within weeks
O impacto no comércio de Cidade do Leste continuará enquanto os clientes não receberem integralmente seus valores.
Likely · Within weeks
Open Questions
- Quando a segunda etapa de ressarcimento será concluída?
- Qual o valor total dos depósitos não ressarcidos?
- Quais são as causas do colapso do Banco Ueno?
- Haverá responsabilização de dirigentes do banco?






