Mais de 6 em cada 10 vítimas de furtos, roubos e estelionatos têm 40 anos ou mais em Juiz de Fora
Quick Look
- Levantamento do g1 com dados da Sejusp-MG mostra que 62,2% das 35.508 vítimas de crimes patrimoniais em Juiz de Fora entre janeiro de 2023 e junho de 2026 tinham 40 anos ou mais.
- A Polícia Civil aponta que fraudes eletrônicas ganharam destaque, com golpes como clonagem de WhatsApp, falsos boletos e invasão de dispositivos, explorando urgência e confiança das vítimas.
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Why It Matters
Levantamento do g1 analisou registros de crimes patrimoniais em Juiz de Fora entre janeiro de 2023 e junho de 2026, com dados da Sejusp-MG, mostrando que 62,2% das vítimas tinham 40 anos ou mais.
Mais de 6 em cada 10 vítimas de furtos, roubos e estelionatos têm 40 anos ou mais em Juiz de Fora
Levantamento do g1 considera registros de crime patrimonial feitos entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Polícia Civil aponta que fraudes eletrônicas ganharam espaço nas investigações de crimes patrimoniais.
Por Luiza Sudré, g1 Zona da Mata — Juiz de Fora
Levantamento aponta que 62,2% das vítimas de crimes patrimoniais em Juiz de Fora, de janeiro de 2023 a junho de 2026, tinham 40 anos ou mais.
Para o delegado Bruno Wink, a concentração nessa faixa etária relaciona-se à exposição digital, fatores socioeconômicos e posse de bens visados.
Mais da metade dos registros analisados mostra que não existia vínculo entre as vítimas e os autores dos crimes patrimoniais.
Segundo a Polícia Civil, fraudes eletrônicas ganharam destaque. Criminosos criam situações de urgência se passando por bancos ou conhecidos das vítimas.
O delegado orienta que as vítimas contatem o banco imediatamente. Também recomenda registrar boletim de ocorrência e trocar senhas comprometidas.
Fraudes praticadas por meios eletrônicos ganharam protagonismo nas investigações de crimes patrimoniais. — Foto: Pexels
Mais de seis em cada dez vítimas de crimes contra o patrimônio registradas em Juiz de Fora entre janeiro de 2023 e junho de 2026 tinham 40 anos ou mais. É o que mostra levantamento feito pelo g1 com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp).
No período, foram registradas 35.508 vítimas de crimes patrimoniais na cidade, entre homens e mulheres. Desse total, 22.103 tinham 40 anos ou mais, o equivalente a 62,2%.
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Para o delegado Bruno Wink, da Polícia Civil, a concentração de vítimas nessa faixa etária pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como maior exposição ao ambiente digital, características socioeconômicas, posse de bens mais visados e até uma maior disposição para registrar ocorrências.
Mais da metade das vítimas não tinha vínculo com o autor
A relação entre vítimas e autores também chama atenção: em mais da metade dos registros analisados, não havia vínculo entre as duas partes.
Para Wink, o dado é compatível com a dinâmica de crimes de oportunidade e golpes praticados por desconhecidos. Nesses casos, os criminosos costumam criar situações falsas ou se passar por instituições e pessoas consideradas confiáveis para ganhar a confiança da vítima.
“O criminoso geralmente apresenta uma vantagem ou cria um contexto, de maneira dissimulada, envolvendo a vítima em um problema fictício que somente o autor possa resolver”, explicou o delegado.
Quais golpes são mais praticados?
De acordo com a Polícia Civil, as fraudes praticadas por meios eletrônicos ganharam protagonismo nas investigações de crimes patrimoniais. Entre os golpes citados pelo delegado estão:
Fraude com cartão de crédito
Clonagem de páginas da internet
Falso boleto
Clonagem de WhatsApp
Invasão de dispositivos eletrônicos
A estratégia costuma explorar a confiança da vítima. O criminoso pode se passar por um banco, uma empresa ou até por uma pessoa conhecida, criar uma situação de urgência e induzir a vítima a fornecer dados, fazer pagamentos ou permitir acesso a dispositivos e contas.
Caiu em um golpe? Saiba o que fazer
O delegado orienta que as vítimas desses golpes procurem ajuda o quanto antes. A primeira medida é entrar em contato imediatamente com o banco ou a instituição envolvida e informar o ocorrido.
Também é importante registrar um boletim de ocorrência e providenciar a troca das senhas que possam ter sido comprometidas. Agir rapidamente pode ajudar a bloquear transações e preservar informações que contribuam para a investigação.
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
As fraudes eletrônicas continuarão aumentando em Juiz de Fora nos próximos meses, especialmente golpes envolvendo clonagem de WhatsApp e falsos boletos.
Likely · Within months
A Polícia Civil de Minas Gerais intensificará campanhas de orientação ao público sobre como agir diante de golpes digitais, incluindo contato imediato com bancos e troca de senhas.
Very likely · Within weeks
Open Questions
- Quais são as faixas etárias específicas dentro do grupo de 40 anos ou mais mais afetadas?
- Qual é o perfil socioeconômico detalhado das vítimas mais visadas?
- Existem diferenças significativas na incidência desses crimes entre homens e mulheres na faixa etária de 40+?





